Mercado

Artesã paulista amplia produção e conquista clientes no exterior após presente a Ana Hickmann

Bolsa entregue a Ana Hickmann fez artesã de Sales Oliveira ganhar 50 mil seguidores, triplicar a produção e receber pedidos internacionais.

02 de novembro de 2026 3 min de leitura
Artesã paulista amplia produção e conquista clientes no exterior após presente a Ana Hickmann

Uma bolsa produzida durante a madrugada mudou o alcance do negócio de Lívia Coelho, artesã de Sales Oliveira, no interior de São Paulo. Após presentear a apresentadora Ana Hickmann em um evento voltado às mulheres do agronegócio, a empreendedora ganhou mais de 50 mil seguidores em 24 horas. A repercussão elevou as vendas e abriu espaço para encomendas internacionais.

O que aconteceu

Lívia é responsável pela marca Ponto a Ponto, especializada em peças artesanais. A bolsa entregue à apresentadora foi confeccionada às pressas, na madrugada anterior ao Encontro Estadual de Mulheres do Agro, promovido pelo Sistema Faesp/Senar em Ribeirão Preto.

O registro do encontro circulou nas redes sociais e ampliou rapidamente a visibilidade da marca. A comunidade digital da artesã chegou a aproximadamente 340 mil pessoas, transformando um negócio local em uma operação com alcance nacional e internacional.

Antes da repercussão, Lívia produzia cerca de 20 peças por mês. Com o aumento da procura, passou a fabricar aproximadamente 60 unidades mensais. A lista de espera ultrapassou 2 mil clientes, levando a empreendedora a encerrar a agenda de encomendas do ano.

Por que importa para o agro

O caso mostra como o empreendedorismo ligado ao campo pode gerar renda além da produção agrícola. Em muitas propriedades e comunidades rurais, o artesanato complementa o orçamento, valoriza matérias-primas e cria oportunidades para mulheres permanecerem e trabalharem no próprio território.

A divulgação digital também reduz a dependência do comércio local. Uma peça produzida em um município pequeno pode alcançar consumidores de grandes centros e compradores estrangeiros sem a necessidade de uma loja física. Para o produtor e o artesão, isso amplia o mercado, mas exige organização, capacidade de entrega e controle de custos.

Dados e contexto

  • 20 para 60 peças por mês: aumento de três vezes na produção da marca.
  • Mais de 50 mil seguidores: crescimento registrado nas primeiras 24 horas após a publicação do presente.
  • Cerca de 340 mil seguidores: tamanho atual da comunidade digital da artesã.
  • Mais de 2 mil clientes: volume informado na lista de espera.
  • Quatro países: encomendas foram enviadas para Estados Unidos, Espanha, Portugal e Nova Zelândia.
O episódio ocorreu em um evento do Sistema Faesp/Senar, instituições ligadas à formação e ao apoio a produtores e empreendedores rurais em São Paulo. A experiência reforça o papel da capacitação, da comunicação e do associativismo na abertura de novos canais de comercialização.

Para negócios artesanais, o crescimento precisa ser acompanhado por precificação adequada, registro de pedidos, padronização e planejamento logístico. A viralização pode aumentar a receita, mas também gerar atrasos, desperdícios e perda de qualidade quando a produção não acompanha a demanda.

O que observar daqui pra frente

A principal oportunidade está em transformar a visibilidade pontual em uma marca sustentável, com calendário de produção, canais próprios de venda e atendimento organizado. O desafio será equilibrar escala e exclusividade, manter o padrão das peças e atender clientes de outros países com custos e prazos controlados. A trajetória também pode inspirar novas iniciativas de artesanato e agroempreendedorismo em comunidades rurais.

Fontes

Compartilhar:

Continue lendo