Cacau brasileiro amplia presença internacional após evento em Paris
Participação brasileira no Salão do Chocolate de Paris abriu novos negócios e reforçou a qualidade do cacau produzido na Bahia, no Pará e no Espírito Santo.
A participação brasileira no Salão do Chocolate de Paris reforçou a presença do país no mercado internacional de cacau. Produtores e empresas apresentaram amêndoas, chocolates e derivados de diferentes regiões. O evento também abriu oportunidades comerciais e ampliou o interesse estrangeiro pela produção nacional.
O que aconteceu
Representantes da Bahia, do Pará e do Espírito Santo participaram do evento, considerado uma das principais vitrines mundiais do setor. A comitiva brasileira apresentou produtos com diferentes perfis de sabor, origem e métodos de processamento.
O balanço da participação foi positivo, com novos negócios e contatos comerciais. A avaliação dos organizadores é que os produtores brasileiros estão mais preparados para atender compradores internacionais e comunicar os diferenciais do cacau nacional.
A programação também anunciou a realização do Salão do Chocolate em Salvador, na Bahia, de 10 a 13 de dezembro. Será a primeira edição do evento no Brasil, o que pode aproximar compradores estrangeiros das regiões produtoras.
Por que importa para o agro
A presença em feiras internacionais ajuda a reduzir a dependência da venda de amêndoas como commodity. Produtores e indústrias podem negociar produtos de maior valor agregado, como chocolates de origem, cacau fino, manteiga, pasta e pó.
Para o produtor, a diferenciação pode melhorar o preço recebido quando há qualidade, rastreabilidade e regularidade no fornecimento. A estratégia também fortalece as regiões produtoras e estimula investimentos em beneficiamento, fermentação, classificação e controle de qualidade.
O desafio é transformar a visibilidade obtida nos eventos em contratos recorrentes. Isso exige escala, padronização, certificações e capacidade logística para atender compradores com exigências específicas.
Dados e contexto
A produção brasileira de cacau foi estimada pelo IBGE em 292,2 mil toneladas, conforme levantamento de 2025. O número representou revisão para baixo em relação à estimativa anterior, associada à menor produtividade das lavouras.[4]
A Bahia aparece entre os principais polos nacionais. O governo estadual estimou produção de 119 mil toneladas em 2025, alta de 7% na comparação anual.[7]
O Brasil é reconhecido desde 2019 pela Organização Internacional do Cacau como exportador de cacau fino e de aroma. Mesmo assim, a maior parte das vendas externas está concentrada em produtos processados, e não apenas em amêndoas.[9]
| Indicador | Informação |
|---|---|
| Produção brasileira estimada | 292,2 mil toneladas em 2025[4] |
| Produção estimada da Bahia | 119 mil toneladas em 2025[7] |
| Principais estados na feira | Bahia, Pará e Espírito Santo[2] |
| Próximos mercados citados | Suíça e China[1][2] |
Em 2025, o Japão respondeu por 53,7% do volume de cacau em amêndoas exportado pelo Brasil. Países Baixos e Indonésia também aparecem entre os principais destinos.[9]
O que observar daqui para frente
A realização do evento em Salvador pode ampliar o acesso dos produtores brasileiros a compradores e investidores. A missão comercial prevista para a China abre outra frente de crescimento. O avanço dependerá da capacidade de manter qualidade, regularidade e rastreabilidade, além de enfrentar oscilações de produção, custos logísticos e concorrência de grandes fornecedores internacionais.
Fontes
- Canal Rural – Cacau do Brasil amplia presença internacional após Salão do Chocolate de Paris
- IBGE – Indicadores da Produção Agrícola
- Governo da Bahia – Safra baiana tem estimativa de recorde de grãos em 2025
- Banco do Nordeste – Cenário Global para Produção de Cacau
- canalrural.com.br
- canalrural.com.br
- gov.br
- stonex.com
- gov.br
- ba.gov.br
- embrapa.br
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