Augusto Cury critica juros do crédito rural e defende mandato no STF
Candidato disse que os juros do crédito rural são “cruéis” e defendeu mandato fixo para ministros do STF em entrevista ao Canal Rural.
Augusto Cury, candidato ouvido pelo Canal Rural, classificou os juros do crédito rural como “cruéis” e disse que o custo do dinheiro trava o planejamento do produtor. Na mesma entrevista, defendeu mandato para ministros do Supremo Tribunal Federal, em vez de permanência até a aposentadoria compulsória.
O que aconteceu
Cury afirmou que a agricultura não consegue operar com tranquilidade quando a taxa básica sobe e os financiamentos rurais carregam spreads adicionais. Segundo ele, juros mais altos aumentam o risco do custeio e pressionam toda a cadeia produtiva.
Ele também defendeu a entrada de recursos estrangeiros para ampliar a oferta de crédito ao setor. Na visão do candidato, mais concorrência ajudaria a reduzir o custo do financiamento e daria fôlego ao produtor na hora de formar lavoura, comprar insumos e financiar a comercialização.
Na parte política da entrevista, Cury sustentou que ministros do STF deveriam ter mandato, e não ocupar a Corte até a aposentadoria compulsória. A proposta foi apresentada como forma de limitar a permanência no cargo e reabrir o debate sobre os critérios de renovação do tribunal.
Por que importa para o agro
O crédito é um dos principais custos da produção rural. Quando os juros sobem, o produtor paga mais para financiar custeio, investimento e estocagem, o que reduz margem e aumenta a necessidade de renegociação.
Em um cenário de taxa básica elevada, o impacto chega também ao planejamento da safra. O produtor tende a adiar investimentos, reduzir volume de tecnologia aplicada ou buscar linhas mais baratas, quando disponíveis.
Dados e contexto
O Banco Central divulga a tabela de taxas do crédito rural por programa e linha. Em algumas modalidades, as taxas controladas ficam bem abaixo do mercado, mas ainda assim dependem de equalização e da disponibilidade de recursos.
| Referência | Dado |
|---|---|
| Selic citada na entrevista | **14%** ao ano |
| Spread mencionado por Cury | **3% a 6%** |
| Custo final citado para custeio | até **20%** ao ano |
| Pronamp, segundo tabela do BC | **10%** ao ano |
O Manual de Crédito Rural do Banco Central reúne as regras das linhas controladas, e o boletim do crédito rural acompanha concessões, taxas e fontes de recursos. Esses dados são usados pelo setor para medir custo, oferta e direção da política de financiamento.
O que observar daqui pra frente
O ponto central para o agro será a evolução do custo do dinheiro e a capacidade de ampliar a oferta de crédito com taxas mais previsíveis. Se os juros seguirem altos, o produtor deve continuar pressionado a alongar dívidas, cortar investimento e buscar alternativas privadas. Se houver mais competição e mais recursos, o efeito pode ser de alívio no custeio e maior espaço para investimento em tecnologia.
Fontes
- Canal Rural
- Banco Central do Brasil – Tabelas e Microdados do Crédito Rural e do Proagro
- Banco Central do Brasil – Crédito Rural
- canalrural.com.br
- bcb.gov.br
- idaf.es.gov.br
- bcb.gov.br
- bcb.gov.br
- bcb.gov.br
- dadosabertos.bcb.gov.br
- acritica.net
- normativos.bcb.gov.br
- bcb.gov.br
- www2.camara.leg.br
- normativos.bcb.gov.br
- acordacidade.com.br
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