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Banco do Brasil vê inadimplência concentrada no agro, não crise generalizada

Banco do Brasil diz que a piora da inadimplência rural está concentrada na soja e no Centro-Oeste, enquanto mantém a oferta de crédito ao agro.

14 de agosto de 2026 3 min de leitura
Banco do Brasil vê inadimplência concentrada no agro, não crise generalizada

O Banco do Brasil afirmou que a piora da inadimplência na carteira rural não atinge todo o agronegócio. Segundo a presidente da instituição, o problema está mais concentrado na soja, sobretudo no Centro-Oeste, e não representa uma crise ampla do setor. O alerta importa porque o banco é o principal financiador do crédito rural no país.[1]

O que aconteceu

Na divulgação do balanço, o BB informou que as provisões para perdas subiram com força no trimestre, refletindo o avanço da inadimplência no agro. A presidente do banco, Tarciana Medeiros, disse que a maior parte da deterioração está ligada à cultura de soja e reforçou que “não existe crise no agronegócio brasileiro”.[1]

A instituição disse que trabalha para estabilizar o indicador e manter o apoio ao setor. Mesmo com a pressão sobre o resultado, o banco segue como peça central do financiamento rural e precisa equilibrar crédito, risco e renegociação de dívidas.[1][3]

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Por que importa para o agro

A leitura do BB mostra que o aperto financeiro no campo não é uniforme. Produtores de soja do Centro-Oeste aparecem como os mais pressionados, o que sugere combinação de preço, custo, clima e endividamento mais pesado em algumas praças.[1]

Para o mercado, o sinal é de seletividade maior no crédito. Isso tende a encarecer ou restringir novas operações para produtores com histórico ruim, enquanto reforça a importância de gestão de caixa, renegociação e alongamento de passivos.[3][5]

Dados e contexto

IndicadorDado
Provisões para créditos de liquidação duvidosa no BBalta de **34,2%** na comparação anual[1]
Linha de risco de créditoaumento de **26,9%**[1]
Inadimplência acima de 90 diaspassou de **0,71%** para **1,97%** em um ano[1]
Desembolso do BB ao agro na safra 2025/26cerca de **R$ 85 bilhões** até o fim de novembro[3]
Oferta total prevista para a safra 2025/26**R$ 230 bilhões**[3]

O contexto mais amplo ajuda a explicar a pressão. Em julho, o BB já havia reduzido a oferta de crédito ao campo pela segunda safra seguida, em meio a maior seletividade, endividamento elevado e novas regras de provisão bancária.[5]

O que observar daqui pra frente

O foco agora é ver se a inadimplência fica restrita a algumas regiões e culturas ou se alcança outras cadeias do agro. Também pesa a resposta do governo em renegociação de dívidas e a disposição dos bancos em ampliar ou cortar crédito na próxima safra.[1][13]

Se o aperto persistir, produtores mais alavancados devem enfrentar exigência maior de garantias e crédito mais caro. Se houver melhora de preços e normalização climática, o impacto pode ser parcial, com alívio primeiro nas operações mais bem estruturadas.[3][5]

Fontes

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