Banco do Brasil vê inadimplência concentrada no agro, não crise generalizada
Banco do Brasil diz que a piora da inadimplência rural está concentrada na soja e no Centro-Oeste, enquanto mantém a oferta de crédito ao agro.

O Banco do Brasil afirmou que a piora da inadimplência na carteira rural não atinge todo o agronegócio. Segundo a presidente da instituição, o problema está mais concentrado na soja, sobretudo no Centro-Oeste, e não representa uma crise ampla do setor. O alerta importa porque o banco é o principal financiador do crédito rural no país.[1]
O que aconteceu
Na divulgação do balanço, o BB informou que as provisões para perdas subiram com força no trimestre, refletindo o avanço da inadimplência no agro. A presidente do banco, Tarciana Medeiros, disse que a maior parte da deterioração está ligada à cultura de soja e reforçou que “não existe crise no agronegócio brasileiro”.[1]
A instituição disse que trabalha para estabilizar o indicador e manter o apoio ao setor. Mesmo com a pressão sobre o resultado, o banco segue como peça central do financiamento rural e precisa equilibrar crédito, risco e renegociação de dívidas.[1][3]
Por que importa para o agro
A leitura do BB mostra que o aperto financeiro no campo não é uniforme. Produtores de soja do Centro-Oeste aparecem como os mais pressionados, o que sugere combinação de preço, custo, clima e endividamento mais pesado em algumas praças.[1]
Para o mercado, o sinal é de seletividade maior no crédito. Isso tende a encarecer ou restringir novas operações para produtores com histórico ruim, enquanto reforça a importância de gestão de caixa, renegociação e alongamento de passivos.[3][5]
Dados e contexto
| Indicador | Dado |
|---|---|
| Provisões para créditos de liquidação duvidosa no BB | alta de **34,2%** na comparação anual[1] |
| Linha de risco de crédito | aumento de **26,9%**[1] |
| Inadimplência acima de 90 dias | passou de **0,71%** para **1,97%** em um ano[1] |
| Desembolso do BB ao agro na safra 2025/26 | cerca de **R$ 85 bilhões** até o fim de novembro[3] |
| Oferta total prevista para a safra 2025/26 | **R$ 230 bilhões**[3] |
O contexto mais amplo ajuda a explicar a pressão. Em julho, o BB já havia reduzido a oferta de crédito ao campo pela segunda safra seguida, em meio a maior seletividade, endividamento elevado e novas regras de provisão bancária.[5]
O que observar daqui pra frente
O foco agora é ver se a inadimplência fica restrita a algumas regiões e culturas ou se alcança outras cadeias do agro. Também pesa a resposta do governo em renegociação de dívidas e a disposição dos bancos em ampliar ou cortar crédito na próxima safra.[1][13]
Se o aperto persistir, produtores mais alavancados devem enfrentar exigência maior de garantias e crédito mais caro. Se houver melhora de preços e normalização climática, o impacto pode ser parcial, com alívio primeiro nas operações mais bem estruturadas.[3][5]
Fontes
- Reuters via Investing
- InfoMoney
- Valor Econômico
- InfoMoney
- canalrural.com.br
- canalrural.com.br
- canalrural.com.br
- traders.com.br
- cnnbrasil.com.br
- canalrural.com.br
- agebb.com.br
- diariodocentrodomundo.com.br
- canalrural.com.br
- blogdopedlowski.com
- globorural.globo.com
- g1.globo.com
- jc.uol.com.br
- instagram.com
- instagram.com
- instagram.com
- conteudos.xpi.com.br
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