Bioinsumos avançam nas lavouras brasileiras e ampliam mercado
Uso de bioinsumos cresce no Brasil, impulsionado pelo manejo de pragas resistentes, pela busca por eficiência e pela pressão por uma agricultura mais sustentável.
O uso de produtos biológicos ganhou escala no campo brasileiro. No primeiro semestre de 2026, a área tratada com bioinsumos chegou a 46 milhões de hectares, enquanto o mercado movimentou cerca de R$ 1,8 bilhão. O avanço reforça a busca do produtor por ferramentas para controlar pragas, reduzir riscos de resistência e aumentar a eficiência do manejo.
O que aconteceu
O crescimento envolve bioinseticidas, biofungicidas, inoculantes, nematicidas e outros produtos formulados a partir de microrganismos, extratos vegetais e compostos de origem biológica. Essas soluções passaram a integrar programas de manejo junto com defensivos químicos, e não apenas a substituí-los.
Segundo levantamento do CropData, da CropLife Brasil, a área tratada aumentou 18,3% em relação ao mesmo período de 2025. O faturamento avançou 9,6%, ritmo inferior ao crescimento da área. Isso indica maior disseminação dos produtos, mas também pressão sobre preços e necessidade de ampliar o valor entregue ao agricultor.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) registrou 162 bioinsumos em 2025, o maior número anual da série. Ao todo, foram concedidos 912 registros de defensivos e produtos biológicos no período, incluindo itens técnicos destinados à indústria.
Por que importa para o agro
Para o produtor, os bioinsumos ampliam as opções de manejo e podem ajudar a preservar a eficiência de moléculas químicas. O uso alternado ou combinado de diferentes mecanismos de ação reduz a pressão de seleção sobre pragas, doenças e nematoides resistentes.
A adoção também atende à demanda por sistemas com menor dependência de insumos sintéticos e maior eficiência ambiental. O resultado, porém, depende de qualidade, armazenamento adequado, aplicação no momento correto e compatibilidade entre produtos. Bioinsumo não corrige falhas de manejo ou condições inadequadas de campo.
Dados e contexto
| Indicador | Resultado |
|---|---|
| Área tratada no 1º semestre de 2026 | 46 milhões de hectares |
| Crescimento anual da área | 18,3% |
| Mercado no 1º semestre de 2026 | R$ 1,8 bilhão |
| Crescimento do mercado | 9,6% |
| Bioinsumos registrados em 2025 pelo Mapa | 162 |
A soja, o milho e a cana-de-açúcar concentram grande parte da utilização. Nessas culturas, os produtos biológicos são empregados no tratamento de sementes, na proteção foliar, no controle de nematoides e na melhoria da disponibilidade de nutrientes.
O Brasil tem condições favoráveis para o setor, como clima tropical, grande área cultivada e forte presença de pesquisa pública e privada. A Embrapa participa do desenvolvimento e da validação de tecnologias, enquanto o Mapa regula o registro e o uso comercial dos produtos.
O que observar daqui para frente
A expansão deve depender da comprovação de desempenho em diferentes regiões, da regularidade na qualidade dos produtos e da capacitação de técnicos e produtores. Também será necessário acompanhar custos por hectare, retorno econômico e integração com o manejo químico. Oportunidades maiores estão em soluções para resistência, saúde do solo e culturas com menor disponibilidade de ferramentas convencionais.
Fontes
- AgFeed — O avanço biológico nas lavouras
- CNN Brasil — Brasil chega a 46 milhões de hectares tratados com bioinsumos
- Ministério da Agricultura e Pecuária — Programa Nacional de Bioinsumos
- agrolink.com.br
- agrolink.com.br
- noticias.uol.com.br
- agenciasertao.com
- noticias.broto.com.br
- apet.org.br
- agrolatam.com
- jota.info
- revistacultivar.com.br
- gov.br
- correiobraziliense.com.br
- agfeed.com.br
- cnnbrasil.com.br
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