Gestão

BNDES amplia crédito e inclui agropecuária no Mais Inovação

BNDES eleva para R$ 12 bilhões o orçamento do Mais Inovação até 2026 e passa a atender a agropecuária, com juros menores para máquinas, equipamentos e tecnologia no campo.

03 de junho de 2026 4 min de leitura
BNDES amplia crédito e inclui agropecuária no Mais Inovação

O BNDES ampliou o programa Mais Inovação para R$ 12 bilhões até 2026 e incluiu a agropecuária entre os setores atendidos.[3][4] A medida reduz custos financeiros em linhas para máquinas, equipamentos e projetos inovadores, abrindo espaço para que produtores e agroindústrias financiem tecnologia, modernização de parque fabril e aumento de produtividade.[3][4]

O que aconteceu

O programa Mais Inovação, operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, teve o orçamento ampliado e passa a contar com recursos de R$ 12 bilhões até 2026.[3][4] Antes voltado sobretudo para indústria e serviços, o programa agora inclui formalmente a agropecuária entre os setores elegíveis ao financiamento.[3][4]

A ampliação vem acompanhada de redução de custos financeiros em linhas voltadas à aquisição de máquinas, equipamentos e soluções tecnológicas.[4] Na prática, produtores rurais, cooperativas e empresas da cadeia agroindustrial passam a ter acesso a crédito com juros mais competitivos e prazos mais longos para investimento em inovação.[3][4]

Além da inclusão do agro, o banco ajustou condições para facilitar a contratação via agentes financeiros credenciados, o que deve acelerar a chegada do crédito na ponta.[3][4] O foco é estimular projetos que melhorem eficiência produtiva, gestão e sustentabilidade nas atividades financiadas.[4]

Imagem

Por que importa para o agro

Para o produtor, a mudança significa mais uma fonte de financiamento de investimento, complementar às linhas tradicionais de crédito rural do Plano Safra. Com juros menores e foco em inovação, o Mais Inovação pode viabilizar projetos de automação, agricultura de precisão, energia renovável e modernização de estruturas de armazenagem.

Ao incluir a agropecuária, o BNDES cria uma ponte entre políticas de crédito produtivo e a agenda de tecnificação e sustentabilidade do campo. Isso tende a favorecer médios e grandes produtores e cooperativas que buscam ganho de escala e eficiência, mas também pode abrir espaço para integradoras e agroindústrias estruturarem projetos com fornecedores, puxando investimentos ao longo de toda a cadeia.

Dados e contexto

O Mais Inovação se soma a um ambiente de forte demanda por crédito de investimento no agro brasileiro. Segundo a Conab e o MAPA, o país deve seguir ampliando a produção de grãos e proteínas, exigindo mais mecanização, armazenagem e tecnologia para manter competitividade.

Alguns pontos-chave:

  • Orçamento do programa: R$ 12 bilhões até 2026.[3][4]
  • Público-alvo: empresas, pessoas físicas e agroindústrias, incluindo setor agropecuário.[3][4]
  • Uso dos recursos: compra de máquinas, equipamentos, softwares, sistemas de automação, projetos de inovação e modernização industrial.[4]
  • Complementaridade: soma-se às linhas de crédito rural subsidiadas (como Pronamp e demais programas do Plano Safra) e às linhas tradicionais do BNDES Automático.
Em anos recentes, o BNDES já vinha atuando no agro com linhas como BNDES Finame e programas voltados à agricultura de baixo carbono, incentivando máquinas mais eficientes e projetos sustentáveis. A expansão do Mais Inovação aprofunda essa atuação ao posicionar a inovação como eixo central do financiamento.
AspectoSituação com o Mais Inovação ampliado

| Orçamento total | R$ 12 bilhões até 2026[3][4] | | Setores atendidos | Indústria, serviços e agora agropecuária[3][4] | | Finalidade principal | Financiamento à inovação, máquinas e equipamentos[4] | | Benefício para o agro | Juros menores e foco em tecnologia e modernização |

O que observar daqui pra frente

Produtores e empresas devem acompanhar como bancos repassadores vão operar o Mais Inovação, em especial taxas finais, prazos e exigência de garantias. Há oportunidade para antecipar investimentos em máquinas e tecnologia antes de eventual aperto de crédito ou mudanças nas condições do programa, mas o sucesso dependerá da agilidade na análise de projetos e da capacidade do produtor em estruturar investimentos com retorno claro e mensurável.

Fontes

Compartilhar:

Continue lendo