Sustentabilidade

Brasil consolida liderança mundial em matriz elétrica renovável

Com perto de 90% da eletricidade vinda de fontes renováveis, o Brasil se firma como referência global em energia limpa e abre espaço para ganhos de competitividade no agro.

18 de junho de 2026 4 min de leitura
Brasil consolida liderança mundial em matriz elétrica renovável

O Brasil é apontado como o país com a matriz elétrica mais renovável entre as grandes economias, com cerca de 85% a 90% da geração vinda de fontes limpas, muito acima da média mundial de cerca de 28%.[4][7] A expansão de hidrelétricas, eólicas, solares e biomassa fortalece a imagem do país na transição energética e abre espaço para atrair investimentos, reduzir custos e dar vantagem competitiva ao agronegócio.[4][1]

O que aconteceu

Durante evento do setor elétrico, o deputado federal Arnaldo Jardim destacou que o Brasil tem hoje a matriz elétrica mais renovável do planeta, considerando as grandes economias.[5][7] A fala se apoia em dados oficiais que mostram participação renovável superior a 85% na geração de eletricidade, puxada por hidrelétricas e pelo forte crescimento de eólica e solar.[4][8]

Segundo o Balanço Energético Nacional 2025, a geração de eletricidade no país alcançou até 88,2% de participação de fontes renováveis em 2024, bem acima da média global e da OCDE.[4] Fontes eólica e solar já somam 23,7% da geração elétrica, reduzindo a dependência de termelétricas fósseis e reforçando a segurança energética.[4][1]

Esse perfil faz com que a matriz elétrica seja ainda mais limpa que a matriz energética total, que inclui combustíveis para transporte e indústria e tem peso maior de derivados de petróleo.[3][8]

Por que importa para o agro

Energia elétrica mais limpa e previsível tende a reduzir o custo e o risco de produção para o agronegócio, especialmente em irrigação, armazenagem, resfriamento de leite, granjas climatizadas e agroindústrias. Com maior oferta de renováveis, o sistema fica menos exposto a picos de preços de combustíveis fósseis e a crises externas.[4][8]

Além disso, cadeias exportadoras passam a contar com um forte argumento de baixa pegada de carbono na energia usada no campo e na indústria de alimentos. Isso pesa em acordos comerciais, exigências de compradores internacionais e barreiras verdes, favorecendo produtores que comprovam menor emissão por tonelada produzida.[2][3]

Dados e contexto

IndicadorBrasil (últimos dados)
Participação renovável na **matriz elétrica**até **88,2%** em 2024[4]

| Eólica + solar na eletricidade | 23,7% da geração total em 2024[4] | | Renováveis na matriz energética total | 47,4% em 2022[3] | | Derivados de petróleo na matriz energética | 35% da energia ofertada[3] | | Biomassa de cana na matriz energética | 15,4% do total[3] |

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e o Ministério de Minas e Energia projetam forte expansão das renováveis até o fim da década, com investimentos estimados em R$ 255 bilhões em novos projetos de eólica, solar e biomassa.[1] A previsão do Operador Nacional do Sistema (ONS) é que, até 2029, as chamadas “novas renováveis” (eólica, solar e biomassa) ultrapassem as hidrelétricas em participação na capacidade instalada, passando de 44,4% para 51%.[1]

Na matriz energética total, o Brasil já apresenta uma das maiores participações renováveis do mundo, com cerca de 47% de fontes limpas em 2022, contra menos de 20% na média global, segundo o Balanço Energético Nacional.[3][9] Esse diferencial dá ao país vantagem natural na agenda climática e em políticas de descarbonização.

O que observar daqui pra frente

Para o produtor rural e para agroindústrias, o ponto-chave é acompanhar: expansão de linhas de transmissão em áreas de fronteira agrícola, programas de incentivo à geração distribuída solar em fazendas e cooperativas, e possíveis políticas de crédito atreladas à pegada de carbono da produção. Quem se antecipar, contratando energia renovável, investindo em sistemas fotovoltaicos e rastreabilidade de emissões, tende a ganhar acesso facilitado a mercados exigentes e a financiamentos mais baratos.

Fontes

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