Café solúvel fica fora de isenção dos EUA e setor pede revisão
Café solúvel brasileiro não entrou na lista de isenção tarifária dos EUA e pode ter custo maior para acessar o mercado americano.
O café solúvel brasileiro ficou fora da lista de isenção do tarifaço anunciado pelos Estados Unidos. Isso mantém pressão sobre as exportações do produto e levou o setor a pedir revisão da medida em Washington. A decisão importa porque os EUA são um dos principais mercados do café solúvel do Brasil e qualquer aumento de custo afeta vendas, margem e competitividade.
O que aconteceu
A proposta americana de sobretaxa não incluiu o café solúvel entre os itens isentos. Com isso, o produto segue sujeito a uma cobrança maior para entrar no mercado dos EUA, enquanto outras categorias de café brasileiro foram poupadas da medida.[2][3]
Segundo o setor, a exclusão do solúvel da lista de exceções gerou reação imediata. Representantes da indústria devem buscar uma revisão junto às autoridades americanas, porque consideram que a decisão não faz sentido dentro da lógica comercial aplicada aos demais cafés.[4]
No momento, a medida ainda passa por processo regulatório e pode mudar antes da implementação final. A audiência pública nos EUA é vista pelo setor como uma etapa decisiva para tentar reverter a cobrança.[1][4]
Por que importa para o agro
O café solúvel tem peso relevante na pauta exportadora da indústria brasileira. Se a tarifa subir, o produto perde competitividade frente a fornecedores de outros países e pode enfrentar queda de volumes embarcados aos Estados Unidos.[2][4]
O efeito não fica só na indústria. Menor demanda externa reduz o escoamento do café comprado no Brasil, pressiona margens e pode afetar a formação de preços ao longo da cadeia, do produtor à fábrica.[3][6]
Dados e contexto
- A tarifa atual sobre o café solúvel brasileiro no mercado americano é de 10%.[2]
- O relatório preliminar da USDR aponta aumento potencial para 25%.[2]
- A decisão final é esperada para 6 de julho.[1][4]
- O café solúvel foi o item destacado como fora da lista de exceções, ao contrário de parte do café verde e do torrado.[1][3]
| Item | Situação |
|---|---|
| Café verde | Isento na proposta preliminar |
| Café torrado | Isento na proposta preliminar |
| Café solúvel | Fora da isenção |
| Tarifa atual do solúvel | 10% |
| Tarifa proposta | 25% |
O que observar daqui pra frente
O principal ponto é a reação do governo americano após a audiência pública e a pressão do setor brasileiro por revisão. Se a tarifa for confirmada, exportadores terão de recalcular preço, destino e volume, com risco de perda de mercado nos EUA. Se houver mudança na lista, o alívio deve ser imediato para a indústria de solúvel e para a cadeia do café no Brasil.
Fontes
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