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Calor de até 40°C eleva risco de incêndios e pressiona o campo

O calor deve se intensificar em áreas do Centro-Oeste, Norte e Sudeste, com máximas próximas de 40°C e umidade baixa, elevando o risco de incêndios.

14 de agosto de 2026 3 min de leitura
Calor de até 40°C eleva risco de incêndios e pressiona o campo

Uma nova onda de calor deve elevar as máximas perto de 40°C em áreas do Centro-Oeste, Norte e Sudeste. O cenário preocupa porque a combinação de temperatura alta e ar seco aumenta o risco de focos de incêndio e afeta a rotina no campo.

O que aconteceu

A previsão indica calor mais forte em parte do interior do país, com destaque para Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Pará e áreas do Sudeste. Em algumas regiões, a umidade relativa do ar deve cair para níveis críticos, abaixo de 30%.

O alerta é reforçado pelo padrão climático de agosto, mês em que o fogo costuma ganhar força no Brasil. Em boletins recentes sobre clima, o Inmet monitorou grande faixa do território com calor acima da média e baixa umidade, condição que favorece a propagação de incêndios.

Há também áreas com possibilidade de chuva isolada, mas sem alívio suficiente para derrubar o risco em toda a região afetada. O quadro tende a manter o produtor em atenção redobrada nos próximos dias.

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Por que importa para o agro

No campo, o calor extremo acelera a perda de umidade do solo e aumenta o estresse em lavouras, pastagens e áreas recém-colhidas. Em sistemas mais expostos, a janela de trabalho também fica mais restrita por causa da sensação térmica e do risco operacional.

Para a pecuária, o impacto aparece no conforto térmico dos animais e no consumo de água. Já em regiões com vegetação seca, qualquer foco de fogo pode se espalhar rápido e atingir cerca, benfeitorias, estradas internas e áreas produtivas.

Dados e contexto

IndicadorDado
Máximas previstasPróximas de **40°C** em áreas do interior
Umidade relativa do arAbaixo de **30%** em pontos de alerta
Período de maior fogo no Brasil**Agosto a outubro** respondem por **72%** da área queimada, segundo o MapBiomas
Área queimada em 2024Superou a média histórica em **62%**, segundo o MapBiomas

O MapBiomas Fogo usa imagens de satélite para mapear cicatrizes de fogo no país. A série histórica ajuda a mostrar que o problema se concentra em poucos meses do ano e exige prevenção antes do pico da seca.

O que observar daqui pra frente

O produtor deve acompanhar a previsão diária, a umidade e os alertas oficiais. Em áreas secas, a prioridade é reduzir fontes de ignição, revisar aceiros, checar equipamentos e evitar qualquer queima sem autorização e sem controle técnico. A tendência é de risco maior até que a umidade suba ou a chuva ganhe força em parte do país.

Fontes

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