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Capital australiano impulsiona fosfatado dos Pampas no RS

Águia Fertilizantes, controlada pela australiana Aguia Resources, acelera investimento em fosfato no RS e mira 450 mil t/ano para atender lavouras do Sul.

11 de junho de 2026 4 min de leitura
Capital australiano impulsiona fosfatado dos Pampas no RS

A Águia Fertilizantes, controlada pela australiana Aguia Resources, iniciou a operação de sua mina de fosfato em Lavras do Sul (RS) e projeta investir mais de R$ 350 milhões até 2028 na região.[3][6] O projeto mira elevar a oferta de fosfato natural para soja, milho e pastagens no Sul, reduzindo custos logísticos e a dependência de fertilizantes importados.[3]

O que aconteceu

Após mais de dez anos de pesquisa mineral, licenciamento e desenvolvimento de produto, a empresa colocou em operação a mina Três Estradas, base do chamado “fosfatado dos Pampas”.[3] A fase atual inclui uma unidade inicial com capacidade entre 120 mil e 150 mil toneladas anuais, voltada à produção do Pampafos, fosfato natural voltado ao uso direto no solo.[3]

A companhia já investiu cerca de R$ 230 milhões no projeto e planeja novos aportes para construir uma planta industrial ao lado da mina, além de desenvolver áreas adicionais de lavra.[3] A expansão deve permitir uma capacidade de até 450 mil toneladas anuais de produto a partir de 2028, triplicando a escala atual.[3]

Por que importa para o agro

O fosfato é insumo central para a produtividade de culturas como soja, milho e pastagens, e o Brasil ainda depende fortemente de importações para atender sua demanda interna de fertilizantes fosfatados, segundo dados recorrentes de MAPA e Embrapa. Projetos locais no RS ajudam a encurtar a cadeia, reduzindo frete e volatilidade cambial na composição de custo do produtor.

Para o produtor gaúcho e da Fronteira Oeste, a oferta regional de Pampafos pode significar alternativas de manejo de fósforo, especialmente em áreas de pecuária extensiva e sistemas integrados. A presença de capital australiano tende a dar fôlego financeiro ao projeto, o que aumenta a previsibilidade de fornecimento para cooperativas, revendas e grandes grupos agrícolas.[3][6]

Dados e contexto

IndicadorValor / Informação

| Investimento total previsto | > R$ 350 milhões até 2028[3] | | Investimento já realizado | ≈ R$ 230 milhões[3] | | Novos aportes industriais | R$ 80 milhões em nova planta + R$ 10–20 milhões em licenças e novas áreas[3] | | Capacidade atual estimada | 120–150 mil t/ano de fosfatado[3] | | Capacidade futura planejada | Até 450 mil t/ano a partir de 2028[3] | | Controladora | Aguia Resources (Austrália), listada na Bolsa de Sydney[3] | | Local | Lavras do Sul, Rio Grande do Sul[3] | | Produto principal | Fosfato natural Pampafos para soja, milho e pastagens[3] |

O Brasil figura entre os maiores consumidores globais de fertilizantes e importa mais de 80% do volume usado, segundo séries históricas de Conab e MAPA. Nesse cenário, novas minas de fosfato no país, especialmente em regiões de grande produção de grãos e pecuária, tornam-se estratégicas para diminuir a exposição a choques externos de oferta e preço.

O que observar daqui pra frente

Produtores e cooperativas devem acompanhar o cronograma de ampliação da planta no RS, a performance agronômica do Pampafos em diferentes solos e a política de preços frente aos fosfatados tradicionais importados. A velocidade do licenciamento de novas áreas, a evolução da logística regional e o apetite de outros investidores estrangeiros por projetos de fertilizantes no Brasil podem abrir oportunidades adicionais para contratos de longo prazo e maior previsibilidade de custo no planejamento de safra.

Fontes

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