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Cartilha orienta produtores no combate a pragas quarentenárias da soja

Nova cartilha da Aprosoja Brasil e Corteva orienta produtores sobre identificação, prevenção e manejo de pragas quarentenárias que ameaçam a soja.

04 de junho de 2026 4 min de leitura
Cartilha orienta produtores no combate a pragas quarentenárias da soja

Uma nova cartilha técnica, lançada pela Aprosoja Brasil em parceria com a Corteva Agriscience, reúne orientações práticas para que produtores de soja reconheçam, previnam e comuniquem a ocorrência de pragas quarentenárias que ainda não estão amplamente disseminadas no país, mas podem causar prejuízos severos à produtividade e ao comércio internacional do grão.

O que aconteceu

A publicação apresenta, em linguagem acessível, as principais pragas quarentenárias que ameaçam a cultura da soja, com fotos, características de identificação em campo e medidas de prevenção e manejo recomendadas por especialistas em sanidade vegetal.[1][3]

O material também explica o que o produtor deve fazer ao suspeitar da presença de uma praga não conhecida na lavoura, detalhando os canais oficiais de comunicação com órgãos estaduais de defesa agropecuária e com o Ministério da Agricultura (MAPA).[1]

Segundo a cartilha, o objetivo é criar uma linha de defesa antecipada, reduzindo o risco de entrada e dispersão dessas pragas em áreas produtoras e evitando custos elevados com controle emergencial no futuro.[1]

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Por que importa para o agro

Pragas quarentenárias podem levar à restrição de exportações, embargos de mercados e exigência de tratamentos adicionais em grãos destinados ao exterior, elevando custos e reduzindo competitividade do Brasil no comércio global de soja.[1]

Na lavoura, a introdução de pragas ainda ausentes ou pouco difundidas pode gerar perdas expressivas de produtividade, aumento do uso de defensivos e necessidade de ajustes rápidos no manejo, pressionando a margem do produtor e a logística de toda a cadeia.

Dados e contexto

Em sanidade vegetal, pragas quarentenárias são aquelas consideradas ausentes ou com distribuição restrita no país, mas com potencial de causar impacto econômico ou ambiental significativo caso se estabeleçam, segundo critérios adotados por órgãos oficiais de defesa agropecuária e alinhados à Convenção Internacional de Proteção de Plantas (CIPP).

O Brasil é hoje um dos maiores produtores e exportadores de soja do mundo, posição que torna o país altamente sensível a exigências fitossanitárias de compradores internacionais e a eventuais notificações de pragas em carregamentos.[3]

Listas oficiais de pragas quarentenárias são elaboradas pelo MAPA em conjunto com as agências estaduais, com base em análises de risco, presença em outros países e relevância econômica para culturas estratégicas como a soja.

A experiência de outras cadeias agrícolas mostra que a entrada de uma nova praga em área livre pode elevar de forma permanente o custo de produção, seja por mais aplicações de defensivos, seja por necessidade de mudanças no calendário de plantio, no manejo integrado de pragas e na adoção de cultivares mais tolerantes.

A cartilha reforça o papel do produtor como primeira linha de vigilância: o reconhecimento rápido de sintomas, a guarda de amostras e a comunicação imediata aos serviços de defesa permitem ações pontuais e reduzem a chance de dispersão ampla da praga.[1]

O que observar daqui pra frente

Produtores e técnicos devem incorporar o conteúdo da cartilha nos treinamentos de equipes, revisando rotineiramente práticas de monitoramento, trânsito de máquinas e sementes, além de manter contato próximo com os órgãos de defesa vegetal. A atenção a sintomas atípicos na lavoura e o uso dos canais oficiais de notificação serão decisivos para proteger a rentabilidade da soja e preservar o acesso do Brasil aos principais mercados internacionais.

Fontes

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