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Cavalo Crioulo puxa alta de 17% nas vendas da Expointer 2026

Leilões de Cavalo Crioulo na Expointer 2026 crescem 17,16% e movimentam R$ 17 milhões, consolidando a raça como motor dos negócios de genética equina.

07 de setembro de 2026 5 min de leitura
Cavalo Crioulo puxa alta de 17% nas vendas da Expointer 2026

Os leilões de Cavalo Crioulo na Expointer 2026, em Esteio (RS), fecharam a feira com faturamento de R$ 17 milhões, crescimento de 17,16% sobre o resultado de 2025. A raça manteve a liderança absoluta nos negócios de animais e respondeu por 77,34% da comercialização total da exposição, reforçando seu peso econômico para a pecuária de corte e para o segmento de esportes equestres.

O que aconteceu

O ciclo de leilões da Expointer 2026 contou com oito remates envolvendo animais da raça Crioula, dentro de um total de cerca de 25 leilões de animais programados para a feira. Em 2025 haviam sido seis remates, com faturamento de R$ 14,51 milhões, o que mostra um avanço simultâneo em número de eventos e em tíquete médio negociado.

Os negócios com Crioulos somaram 196 lotes vendidos, movimentando R$ 17 milhões e consolidando a raça como principal ativo da chamada "Cidade do Cavalo" no Parque Assis Brasil, em Esteio. A comercialização total de animais da feira ficou em torno de R$ 21,98 milhões, o que coloca o Cavalo Crioulo como grande responsável pelo desempenho da pecuária de elite neste ano.

Leilões tradicionais da raça, como Emoção, Boa Vista e Santa Fé, Santa Larissa e Belle, entre outros, responderam por parcelas relevantes desse faturamento, com valores individuais que ultrapassaram a casa de milhões de reais em alguns remates. O resultado confirma a Expointer como vitrine da genética Crioula e plataforma de negócios para criadores de diferentes regiões.

Por que importa para o agro

O desempenho dos leilões de Cavalo Crioulo na Expointer sinaliza valorização da genética equina e maior disposição de investimento por parte dos criadores, algo que repercute diretamente na cadeia de serviços ligada à raça, como treinamento, nutrição, reprodução, sanidade e manejo. Em um cenário em que a pecuária busca diferenciação e agregação de valor, a raça se firma como ativo estratégico tanto para esporte quanto para trabalho em fazendas de corte e leite.

Para o produtor de base, a expansão desse mercado reforça oportunidades em prestação de serviços especializados – doma, ferrageamento, manejo em provas funcionais – e na oferta de animais com origem reconhecida em registros oficiais. Com a cadeia do Cavalo Crioulo movimentando mais de R$ 5,3 bilhões por ano no Brasil, segundo levantamentos setoriais, o crescimento de negócios na Expointer consolida o Rio Grande do Sul como polo de referência nacional em genética e esportes equestres.

Dados e contexto

Em síntese, os números mais relevantes da Expointer 2026 para o Cavalo Crioulo são:

IndicadorExpointer 2025Expointer 2026
Faturamento da raça em leilões**R$ 14,51 milhões****R$ 17,0 milhões**
Crescimento das vendas**+17,16%**
Número de leilões com Crioulos**6 eventos****8 eventos**
Participação nas vendas totais de animais**79,9%****77,34%**
Faturamento total de animais da feiracerca de **R$ 18,0 milhões**cerca de **R$ 21,98 milhões**

Segundo dados divulgados por leiloeiras e pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), 248 exemplares da raça foram previstos para os leilões da Expointer 2026, reforçando a seletividade da oferta e o foco em genética de alta performance. Estudos apresentados em veículos especializados apontam que a cadeia produtiva do Cavalo Crioulo movimenta cerca de R$ 5,36 bilhões por ano e sustenta em torno de 160 mil empregos, diretos e indiretos, envolvendo desde criatórios até serviços e comércio ligado ao cavalo.

Os dados se somam à leitura de mercado que aponta a Expointer como exposição-chave para a pecuária gaúcha e nacional. Em 2026, o faturamento geral da feira, somando máquinas, animais, agricultura familiar e demais segmentos, ultrapassou R$ 6 bilhões, com a área de animais mantendo papel importante na projeção de genética e na formação de preços para remates ao longo do ano.

O que observar daqui pra frente

Para os criadores e investidores, o avanço de 17,16% nas vendas de Cavalo Crioulo na Expointer 2026 indica um ciclo de firme valorização, mas traz desafios. A manutenção desse ritmo dependerá da capacidade de a cadeia seguir entregando genética comprovada em desempenho funcional e esportivo, de acompanhar a profissionalização dos leilões e de ampliar a base de compradores além do Sul do país. Quem atua com a raça deve acompanhar de perto os próximos remates pós-Expointer, os investimentos da ABCCC em promoção e bem-estar animal e o comportamento da demanda em anos de maior oscilação de renda na pecuária.

Fontes

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