Chuva pode chegar a 67 mm em 24 horas no oeste de Santa Catarina
Chapecó e outros três municípios do oeste catarinense têm previsão de chuva acima de 60 mm, com risco para operações agrícolas.
A previsão indica chuva forte em quatro municípios do oeste de Santa Catarina na quarta-feira (4). Os acumulados podem chegar a 67 mm em 24 horas, segundo a Climatempo. O cenário exige atenção dos produtores por causa do risco de interrupção da colheita, encharcamento do solo e dificuldade para transportar a produção.
O que aconteceu
Chapecó deve registrar o maior volume de chuva, com previsão de até 67 mm no período. O acumulado é considerado elevado para uma janela de apenas 24 horas e pode provocar restrições temporárias às atividades no campo.
Também há previsão de volumes acima de 60 mm em Seara, Xanxerê e Xaxim. Os acumulados estimados são de 61 mm, 62 mm e 66 mm, respectivamente.
A chuva intensa pode reduzir a janela operacional para colheita e aplicação de defensivos. O tráfego de máquinas pesadas em áreas úmidas também aumenta o risco de formação de sulcos, compactação e danos à estrutura do solo.
Por que importa para o agro
O oeste catarinense concentra atividades relevantes de produção de grãos, suínos, aves e leite. A interrupção temporária das operações pode atrasar a colheita, aumentar perdas por excesso de umidade e dificultar o abastecimento das unidades armazenadoras e agroindústrias.
Estradas rurais também podem ficar escorregadias ou apresentar pontos de atoleiro. Esse risco afeta o transporte de grãos, ração, leite e animais, além do deslocamento de equipes e máquinas entre as propriedades.
O solo encharcado reduz a capacidade de suporte e pode prejudicar operações realizadas logo após a chuva. A entrada de máquinas nessas condições favorece a compactação, especialmente em áreas com tráfego concentrado e baixa cobertura vegetal.
Dados e contexto
| Município | Chuva prevista em 24 horas |
|---|---|
| Chapecó | 67 mm |
| Xaxim | 66 mm |
| Xanxerê | 62 mm |
| Seara | 61 mm |
A previsão foi elaborada pela Climatempo. Os dados indicam concentração dos maiores volumes no oeste de Santa Catarina, com todos os municípios citados acima de 60 mm no intervalo analisado.
Na prática, 60 mm distribuídos em um dia já podem comprometer operações em lavouras com drenagem limitada. A intensidade e a distribuição da chuva são decisivas: pancadas concentradas elevam o risco de erosão, enxurradas e danos em estradas, enquanto volumes mais regulares tendem a favorecer a infiltração.
O que observar daqui para frente
Produtores devem acompanhar as atualizações de curto prazo antes de programar colheita, pulverizações e deslocamento de máquinas. Sempre que possível, a recomendação operacional é evitar o tráfego em solo saturado, revisar o acesso às lavouras e priorizar a manutenção de bueiros, terraços e canais de escoamento. Após a chuva, é necessário avaliar a umidade do solo e as condições das estradas antes de retomar as atividades.
Fontes
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