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Ciclone e frente fria levam chuva de até 200 mm e ventos fortes ao Sul

Ciclone extratropical e frente fria aumentam o risco de chuva intensa, granizo, alagamentos e rajadas superiores a 90 km/h no Sul.

28 de setembro de 2026 3 min de leitura
Ciclone e frente fria levam chuva de até 200 mm e ventos fortes ao Sul

Um ciclone extratropical associado a uma frente fria aumenta o risco de temporais no Rio Grande do Sul e em áreas de Santa Catarina. A previsão indica acumulados que podem superar 200 milímetros em pontos da Campanha e do Oeste gaúcho, além de rajadas de vento acima de 90 km/h. O cenário exige atenção de produtores, transportadores e equipes de campo.

O que aconteceu

A frente fria avança pelo Sul e mantém as condições favoráveis à formação de tempestades severas. O sistema pode provocar chuva intensa, trovoadas, queda de granizo e ventos fortes em diferentes regiões do Rio Grande do Sul.

Entre sábado e segunda-feira, os acumulados totais podem passar de 200 milímetros em áreas da Campanha e do Oeste do estado. Em alguns pontos, a chuva pode superar 170 milímetros em apenas 24 horas, segundo o monitoramento da Defesa Civil estadual.

As rajadas mais intensas podem ultrapassar 90 km/h. Além dos danos causados pelo vento, o excesso de chuva eleva o risco de alagamentos, enxurradas, deslizamentos e interrupções em rodovias e redes de energia.

Por que importa para o agro

A chuva pode melhorar a umidade do solo em áreas que enfrentavam déficit hídrico, mas o volume concentrado reduz a capacidade de infiltração. Em lavouras recém-semeadas, há risco de erosão, formação de crostas, assoreamento e carregamento de sementes, especialmente em terrenos inclinados ou com solo descoberto.

Ventos fortes e granizo podem atingir culturas de verão, pomares, hortaliças, estufas e estruturas rurais. Também podem interromper o transporte de grãos, insumos, leite e animais, além de dificultar operações de plantio, pulverização e colheita.

Dados e contexto

  • Chuva acumulada: acima de 200 mm em pontos da Campanha e do Oeste do Rio Grande do Sul entre sábado e segunda-feira.
  • Chuva em 24 horas: volumes superiores a 170 mm em áreas mais afetadas.
  • Ventos: rajadas que podem superar 90 km/h.
  • Riscos principais: granizo, alagamentos, enxurradas, danos estruturais e queda de energia.
  • Áreas sob atenção: Campanha, Oeste, Missões, Noroeste, Norte, Centro e Nordeste do Rio Grande do Sul, além de setores de Santa Catarina.
O Instituto Nacional de Meteorologia informa que frentes frias associadas a ciclones extratropicais favorecem tempestades e queda de temperatura na Região Sul. A Defesa Civil do Rio Grande do Sul reforça que avisos meteorológicos são previsões e podem variar conforme a evolução do sistema.

O que observar daqui para frente

O produtor deve acompanhar atualizações do Inmet e da Defesa Civil, suspender atividades em áreas expostas durante trovoadas e verificar a fixação de estufas, coberturas, silos e equipamentos. Também é necessário evitar operações de pulverização e transporte em períodos de vento forte, além de inspecionar lavouras e estradas após a passagem do sistema.

Fontes

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