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Citi corta de novo preço-alvo da SLC Agrícola, mas vê melhora no 2º tri

Banco reduziu o preço-alvo de SLCE3 para R$ 14,50, mantendo visão neutra, mas projeta alta da receita, Ebitda e lucro no segundo trimestre.

26 de julho de 2026 4 min de leitura
Citi corta de novo preço-alvo da SLC Agrícola, mas vê melhora no 2º tri

O Citi reduziu novamente o preço-alvo das ações da SLC Agrícola (SLCE3) para R$ 14,50, ante R$ 15, por causa da maior alavancagem após a compra de terras no Mato Grosso.[1] Apesar do corte e da recomendação neutra, o banco projeta avanço importante dos resultados no segundo trimestre, com alta de receita, Ebitda e lucro, o que sinaliza melhora operacional relevante para uma das principais empresas de grãos e fibras do país.[1]

O que aconteceu

Em relatório a clientes, o Citi ajustou o preço-alvo da SLC Agrícola de R$ 15 para R$ 14,50 por ação, incorporando a expectativa de maior alavancagem futura ligada à aquisição de terras do Bloco Mato Grosso.[1] O efeito negativo da dívida mais alta é parcialmente compensado, segundo o banco, por uma previsão de câmbio mais elevado, que tende a favorecer receitas em reais de uma exportadora de commodities agrícolas.[1]

Mesmo com a revisão, o Citi manteve a recomendação neutra para SLCE3, indicando que não vê, no curto prazo, gatilhos suficientes para destravar valor relevante para o acionista.[1] Ainda assim, o banco projeta números mais fortes no segundo trimestre, embutindo uma visão de melhora da operação em relação ao mesmo período do ano passado.[1]

Por que importa para o agro

A SLC Agrícola é uma referência em produção de soja, milho e algodão em larga escala, com forte presença em regiões de fronteira agrícola.[11] Quando um banco global como o Citi revisa preço-alvo e projeções, isso influencia a percepção de risco e retorno de todo o agronegócio listado na Bolsa, impactando o custo de capital e o apetite de investidores para empresas do setor.

Para o produtor, a mensagem é dupla: de um lado, o mercado penaliza alavancagem mais alta em um ambiente de juros ainda elevados; de outro, reconhece que câmbio mais forte e produtividade podem sustentar margens melhores à frente.[1][8] Essa leitura reforça a importância de combinar expansão de área e compra de terras com disciplina financeira, sobretudo em ciclos de preços mais voláteis.

Dados e contexto

O Citi projeta uma receita líquida de R$ 2,2 bilhões para a SLC Agrícola no segundo trimestre, cerca de 22% acima dos R$ 1,8 bilhão registrados no mesmo período do ano passado.[1] Para o Ebitda ajustado, a estimativa é de R$ 675 milhões, contra R$ 556 milhões um ano antes, refletindo melhora operacional e efeitos positivos de câmbio e produtividade.[1]

No lucro, o banco espera R$ 248 milhões no trimestre, avanço de 77,4% sobre os cerca de R$ 139,8 milhões do segundo trimestre anterior, mostrando uma recuperação importante da rentabilidade.[1] Esse movimento ocorre após um período em que casas como Citi, JP Morgan, BTG e Itaú ajustaram seus modelos para SLC, com cortes e revisões em preços-alvo e recomendações.[8][13][15]

Indicador 2º tri SLC Agrícola2025 (real)Projeção Citi 2026
Receita líquidaR$ 1,8 bi**R$ 2,2 bi**[1]
Ebitda ajustadoR$ 556 mi**R$ 675 mi**[1]
Lucro líquidoR$ 139,8 mi**R$ 248 mi**[1]

Além do Citi, outros bancos vêm calibrando seus preços-alvo para SLCE3. O Itaú, por exemplo, trabalha com R$ 25 ao fim de 2025 e mantém recomendação de compra, apontando potencial de valorização sobre os níveis atuais.[15] Já BTG e JP Morgan oscilam entre R$ 23 e R$ 24, também com visão construtiva de longo prazo, mas atentos à combinação de clima, ciclos de preços agrícolas e alavancagem.[13][14]

O que observar daqui pra frente

Investidores e agentes do agro devem acompanhar de perto o desempenho do 2º trimestre da SLC em relação às projeções, a evolução da alavancagem após a compra de terras e o comportamento do câmbio, fator chave para exportadores.[1][8] Se a melhora operacional se confirmar e a empresa mantiver disciplina financeira, o setor pode ganhar fôlego adicional na Bolsa, abrindo espaço para novas emissões, consolidações e investimentos em tecnologia de manejo e produtividade ao longo das próximas safras.

Fontes

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