Citi corta de novo preço-alvo da SLC Agrícola, mas vê melhora no 2º tri
Banco reduziu o preço-alvo de SLCE3 para R$ 14,50, mantendo visão neutra, mas projeta alta da receita, Ebitda e lucro no segundo trimestre.
O Citi reduziu novamente o preço-alvo das ações da SLC Agrícola (SLCE3) para R$ 14,50, ante R$ 15, por causa da maior alavancagem após a compra de terras no Mato Grosso.[1] Apesar do corte e da recomendação neutra, o banco projeta avanço importante dos resultados no segundo trimestre, com alta de receita, Ebitda e lucro, o que sinaliza melhora operacional relevante para uma das principais empresas de grãos e fibras do país.[1]
O que aconteceu
Em relatório a clientes, o Citi ajustou o preço-alvo da SLC Agrícola de R$ 15 para R$ 14,50 por ação, incorporando a expectativa de maior alavancagem futura ligada à aquisição de terras do Bloco Mato Grosso.[1] O efeito negativo da dívida mais alta é parcialmente compensado, segundo o banco, por uma previsão de câmbio mais elevado, que tende a favorecer receitas em reais de uma exportadora de commodities agrícolas.[1]
Mesmo com a revisão, o Citi manteve a recomendação neutra para SLCE3, indicando que não vê, no curto prazo, gatilhos suficientes para destravar valor relevante para o acionista.[1] Ainda assim, o banco projeta números mais fortes no segundo trimestre, embutindo uma visão de melhora da operação em relação ao mesmo período do ano passado.[1]
Por que importa para o agro
A SLC Agrícola é uma referência em produção de soja, milho e algodão em larga escala, com forte presença em regiões de fronteira agrícola.[11] Quando um banco global como o Citi revisa preço-alvo e projeções, isso influencia a percepção de risco e retorno de todo o agronegócio listado na Bolsa, impactando o custo de capital e o apetite de investidores para empresas do setor.
Para o produtor, a mensagem é dupla: de um lado, o mercado penaliza alavancagem mais alta em um ambiente de juros ainda elevados; de outro, reconhece que câmbio mais forte e produtividade podem sustentar margens melhores à frente.[1][8] Essa leitura reforça a importância de combinar expansão de área e compra de terras com disciplina financeira, sobretudo em ciclos de preços mais voláteis.
Dados e contexto
O Citi projeta uma receita líquida de R$ 2,2 bilhões para a SLC Agrícola no segundo trimestre, cerca de 22% acima dos R$ 1,8 bilhão registrados no mesmo período do ano passado.[1] Para o Ebitda ajustado, a estimativa é de R$ 675 milhões, contra R$ 556 milhões um ano antes, refletindo melhora operacional e efeitos positivos de câmbio e produtividade.[1]
No lucro, o banco espera R$ 248 milhões no trimestre, avanço de 77,4% sobre os cerca de R$ 139,8 milhões do segundo trimestre anterior, mostrando uma recuperação importante da rentabilidade.[1] Esse movimento ocorre após um período em que casas como Citi, JP Morgan, BTG e Itaú ajustaram seus modelos para SLC, com cortes e revisões em preços-alvo e recomendações.[8][13][15]
| Indicador 2º tri SLC Agrícola | 2025 (real) | Projeção Citi 2026 |
|---|---|---|
| Receita líquida | R$ 1,8 bi | **R$ 2,2 bi**[1] |
| Ebitda ajustado | R$ 556 mi | **R$ 675 mi**[1] |
| Lucro líquido | R$ 139,8 mi | **R$ 248 mi**[1] |
Além do Citi, outros bancos vêm calibrando seus preços-alvo para SLCE3. O Itaú, por exemplo, trabalha com R$ 25 ao fim de 2025 e mantém recomendação de compra, apontando potencial de valorização sobre os níveis atuais.[15] Já BTG e JP Morgan oscilam entre R$ 23 e R$ 24, também com visão construtiva de longo prazo, mas atentos à combinação de clima, ciclos de preços agrícolas e alavancagem.[13][14]
O que observar daqui pra frente
Investidores e agentes do agro devem acompanhar de perto o desempenho do 2º trimestre da SLC em relação às projeções, a evolução da alavancagem após a compra de terras e o comportamento do câmbio, fator chave para exportadores.[1][8] Se a melhora operacional se confirmar e a empresa mantiver disciplina financeira, o setor pode ganhar fôlego adicional na Bolsa, abrindo espaço para novas emissões, consolidações e investimentos em tecnologia de manejo e produtividade ao longo das próximas safras.
Fontes
- AgFeed – Citi reduz (de novo) preço-alvo da SLC Agrícola, mas projeta melhora nos resultados do segundo trimestre
- AgFeed – Com mercado estagnado, terras da SLC Agrícola valorizam menos e atingem R$ 13,5 bilhões em 2026
- Brazil Journal – Quem está certo sobre a SLC Agrícola?
- Itaú BBA – Atualizamos nossas estimativas para a SLC Agrícola (SLCE3)
- agfeed.com.br
- mindassets.cloud.itau.com.br
- einvestidor.estadao.com.br
- einvestidor.estadao.com.br
- api.mziq.com
- youtube.com
- einvestidor.estadao.com.br
- investidor10.com.br
- neofeed.com.br
- agfeed.com.br
- moneytimes.com.br
- braziljournal.com
- content.btgpactual.com
Continue lendo

Produção de fertilizantes fosfatados cai pela metade e acende alerta no campo
Corte superior a 50% na produção nacional de fosfatados aumenta risco de falta de adubo e pressiona custos da próxima safra.
Itaú BBA vê desempenho acima da média para ações de gigantes do agro
Relatório do Itaú BBA indica que grandes empresas do agronegócio listadas na B3 devem ter desempenho acima da média, reforçando papel do setor na carteira dos investidores.

Lula critica tarifas dos EUA e chama Trump de 'imperador'
Em entrevista à CNN em Nova York, Lula atacou o tarifaço dos EUA, acusou Trump de agir como imperador e sinalizou possível reciprocidade nas exportações.