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CMN reajusta preços de garantia do PGPAF e amplia proteção ao Pronaf

Novas regras do CMN atualizam preços de garantia do PGPAF e fortalecem a cobertura para agricultores familiares que acessam crédito pelo Pronaf.

26 de junho de 2026 4 min de leitura
CMN reajusta preços de garantia do PGPAF e amplia proteção ao Pronaf

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou novos preços de garantia para produtos da agricultura familiar amparados pelo Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF), vinculado ao Pronaf.[2][5] A medida reforça o mecanismo de proteção de renda para produtores que acessam crédito rural e enfrentam quedas de preços na comercialização.

O que aconteceu

Em reunião ordinária, o CMN publicou resolução com nova tabela de preços garantidores para produtos contemplados pelo PGPAF, válida para o próximo ano agrícola, com vigência aproximada de 12 meses.[2][5] Esses preços servem de referência para o cálculo de bônus de desconto nas operações de crédito rural da agricultura familiar.

A regra prevê que, quando o preço médio de comercialização no mês anterior ao vencimento da parcela ficar abaixo do preço de garantia, o mutuário adimplente terá direito a um desconto proporcional à diferença entre os dois valores.[2][5] O benefício vale tanto para operações de custeio quanto de investimento contratadas no âmbito do Pronaf.[2][10]

O CMN também manteve limites anuais para esses bônus: até R$ 5 mil por mutuário em operações de custeio e até R$ 2 mil por mutuário em operações de investimento, por ano agrícola.[2][1] O desconto é aplicado diretamente na liquidação ou amortização das parcelas de crédito rural.

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Por que importa para o agro

Para a agricultura familiar, o PGPAF funciona como um seguro de preços acoplado ao crédito rural, reduzindo o impacto de oscilações de mercado sobre a capacidade de pagamento das dívidas.[10] Com o reajuste dos preços de garantia, produtores ganham maior proteção em cenários de queda de preços, o que ajuda a preservar a renda e o fluxo de caixa.

Na prática, o programa diminui o risco de inadimplência em operações do Pronaf e contribui para a manutenção da oferta de alimentos vindos da agricultura familiar, especialmente em cadeias como grãos, leite, hortaliças e café.[3][10] Ao ajustar os preços de garantia, o CMN busca alinhar o PGPAF à realidade de mercado, evitando que o benefício perca eficácia com inflação ou mudanças de custos.

Dados e contexto

O PGPAF é um programa do Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR) voltado a agricultores familiares que contratam operações pelo Pronaf.[6][10] Ele garante bônus de desconto quando o mercado paga abaixo do preço de referência estabelecido em normas do CMN.[2][6]

Principais parâmetros do PGPAF vigentes conforme resoluções recentes do CMN:[2][6]

ElementoRegra básica
Público-alvoAgricultores familiares com operações Pronaf de custeio e investimento
Condição para descontoPreço médio de comercialização < preço de garantia no mês anterior ao vencimento
Limite anual – custeio**R$ 5.000,00** por mutuário, por ano agrícola
Limite anual – investimento**R$ 2.000,00** por mutuário, por ano agrícola
Referência normativaSeção 15 do Capítulo 10 do Manual de Crédito Rural (MCR)

A lista de produtos e preços garantidores é detalhada em tabelas anexas às resoluções do CMN e ao MCR.[2][6] Em decisões anteriores, o Conselho já havia atualizado valores para itens como café arábica e conilon, com preços de garantia por saca de 60 kg específicos para cada tipo.[3]

Segundo o Ministério da Fazenda, essas atualizações são periódicas e visam ajustar o PGPAF às condições de mercado, à sazonalidade dos produtos e às políticas de crédito rural.[2][5] O programa complementa outros instrumentos de apoio à agricultura familiar, como equalização de juros e linhas especiais do Pronaf.

O que observar daqui pra frente

Produtores familiares e cooperativas devem acompanhar a divulgação das tabelas de preços de garantia e os boletins mensais do PGPAF para planejar melhor a comercialização e a gestão do crédito.[2][8][9] A atenção a prazos de vencimento, situação de adimplência e limite anual de bônus será decisiva para usar o programa de forma estratégica, reduzir o risco financeiro e aproveitar oportunidades de renegociação ou amortização em períodos de queda de preços.

Fontes

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