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CMN recua em decisão, mas entidades do agro criticam falta de atendimento

Conselho Monetário Nacional altera regra de crédito rural, mas não atende reivindicações do setor agropecuário por mais flexibilidade.

14 de maio de 2026 2 min de leitura
CMN recua em decisão, mas entidades do agro criticam falta de atendimento

O Conselho Monetário Nacional (CMN) alterou nesta semana uma resolução sobre crédito rural, recuando de medida anterior. Entidades do agronegócio, como Aprosoja e CNA, classificam a mudança como insuficiente para atender demandas por mais prazos e limites de financiamento.

O que aconteceu

O CMN revisou a Resolução 4.960, que regula o crédito para custeio e investimento no agro. A decisão inicial limitava renovações de dívidas, mas agora permite maior flexibilidade em prazos para safra 2026/27. A medida responde a pressões do setor após quebra de produtividade em grãos.

Entidades participaram de audiência prévia, mas saíram insatisfeitas. Luiz Fernando Sá, do AgFeed, destacou em análise conjunta com CNN Money que o recuo não resolve gargalos como juros altos e burocracia no Plano Safra.

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Por que importa para o agro

Produtores enfrentam endividamento elevado com margens apertadas por clima adverso e preços voláteis. A flexibilização alivia parte da pressão, mas sem aumento de limites, médios e pequenos podem perder safra.

No mercado, a decisão sinaliza compromisso do Banco Central com o setor, que responde por 27% do PIB brasileiro segundo CNA. Falta de atendimento pleno pode elevar inadimplência em 15%, estima Fiesp.

Dados e contexto

  • Endividamento rural: R$ 600 bi em 2026 (Conab).
  • Quebra de safra: Milho caiu 20% em MT (IBGE).
  • Plano Safra 2026/27: R$ 450 bi disponíveis, mas apenas 70% contratados até maio (MAPA).
Indicador20252026
Juros médios10,5%12%
ContrataçõesR$ 400 biR$ 315 bi

O que observar daqui pra frente

Acompanhe reuniões do CMN em junho para possíveis ajustes. Riscos incluem alta de juros com Selic em 11,75% e seca no Centro-Oeste. Oportunidade surge se entidades negociarem aumento de equalização via Tesouro, beneficiando soja e milho.

Fontes

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