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CMN reduz custo do Proagro e endurece regras de controle

Conselho Monetário Nacional atualiza alíquotas do Proagro, cria descontos específicos e reforça vistorias com fotos georreferenciadas, mudando o custo e o controle do programa.

26 de junho de 2026 4 min de leitura
CMN reduz custo do Proagro e endurece regras de controle

O Conselho Monetário Nacional (CMN) atualizou as alíquotas de equilíbrio e adicionais do Proagro e do Proagro Mais, ajustando o custo do programa ao risco por produto e região e reduzindo o valor médio pago pelos produtores, sem ampliar o gasto do Tesouro Nacional.[2][5] Ao mesmo tempo, reforçou as regras de controle das perdas, com exigência de fotos georreferenciadas nas vistorias e mudanças nos limites de comunicações de sinistro.[2][4]

O que aconteceu

O CMN aprovou resolução que redefine o cálculo das alíquotas do Proagro com base no binômio produto–região, usando estudos atuariais e histórico de dez anos do programa.[1][2] As tarifas, chamadas de adicionais, passam a ser estabelecidas por cultura, microrregião e município, aproximando o custo do seguro ao risco real de cada lavoura.[1][4]

A medida também reduz o custo médio pago pelos beneficiários, resultado da melhora do perfil de risco do programa, sem necessidade de ampliar o aporte do Tesouro Nacional.[2][5] Em paralelo, o CMN ajustou parâmetros de indenização, limites de acionamento e critérios de comunicação de perdas, com foco em fraudes e uso mais eficiente dos recursos públicos.[2][4]

Por que importa para o agro

Na prática, produtores em regiões e culturas com histórico de menor sinistralidade tendem a pagar tarifas mais baixas, tornando o Proagro mais atrativo como ferramenta de gestão de risco e proteção da renda.[1][2] Já áreas e produtos com alto índice de perdas podem enfrentar adicionais maiores, o que pressiona o planejamento financeiro e exige maior cuidado na adoção de tecnologia e manejo.

O reforço das regras de controle, especialmente com fotos georreferenciadas nas vistorias, eleva o nível de fiscalização e deve reduzir comunicações indevidas de perdas.[2][4] Isso melhora a sustentabilidade do programa no médio prazo, mas obriga produtores e técnicos a se adequarem rapidamente a novos procedimentos, sob pena de questionamentos nas indenizações.

Dados e contexto

  • As alíquotas dos adicionais passam a considerar:
- cultura específica; - microrregião; - município da propriedade rural.[1][4]
  • Descontos de 50% nas alíquotas foram previstos para:
- empreendimentos irrigados sem cobertura contra seca; - culturas de ameixa, maçã, nectarina e pêssego com proteção contra granizo.[4][6]
  • Sistemas de produção de base agroecológica ou orgânica:
- não recebem descontos; - têm alíquota de 2% no Proagro Mais e 4% no Proagro Tradicional.[4][6]
  • Indenizações passam a considerar a produção obtida na área afetada na dedução do cálculo, o que ajusta o pagamento ao prejuízo efetivo.[2]
  • Novas regras de controle incluem:
- vistorias com fotografias georreferenciadas para comprovar localização da área sinistrada;[2] - ajuste nos limites de comunicações de perdas, com flexibilização pontual para propriedades do Rio Grande do Sul entre 30 de abril e 30 de junho de 2024, em municípios com emergência ou calamidade reconhecida pelo governo federal.[4]
  • Quando o mesmo CAR é usado por mais de uma unidade familiar de produção, o CMN autorizou enquadramento no Proagro mesmo acima do limite de sete acionamentos em cinco anos, evitando exclusão automática em situações específicas.[4]

O que observar daqui pra frente

Produtores devem acompanhar a tabela de alíquotas por cultura e município na contratação do crédito, entender o impacto dos novos descontos e preparar a documentação das vistorias dentro das exigências, especialmente fotos georreferenciadas.[2][4] A gestão de risco passa a depender mais da leitura fina do zoneamento, do histórico de perdas da região e da adequação do sistema produtivo às regras do Proagro, criando oportunidades para quem se planeja bem e risco adicional para quem negligencia esses detalhes.

Fontes

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