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CNA debate vigilância internacional contra a febre aftosa

Participação da CNA em fórum internacional reforça a necessidade de vigilância integrada após o avanço do Brasil para o status de livre sem vacinação.

30 de outubro de 2026 4 min de leitura
CNA debate vigilância internacional contra a febre aftosa

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou de um fórum internacional sobre vigilância da febre aftosa. O encontro discutiu estratégias para prevenir novos focos, melhorar a resposta sanitária e manter a confiança dos mercados. O tema ganhou peso após o avanço do Brasil para o status de livre da doença sem vacinação.

O que aconteceu

O fórum reuniu representantes do setor produtivo, autoridades sanitárias e especialistas para discutir modelos de vigilância aplicados em diferentes países. A participação da CNA levou ao debate a visão dos produtores e das cadeias que dependem do controle sanitário do rebanho.

Com a retirada gradual da vacinação, a identificação rápida de sinais clínicos e a comunicação imediata ao serviço veterinário oficial passaram a ter papel central. O Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa, coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), prevê ações de monitoramento, controle do trânsito animal, capacitação e atendimento a suspeitas.

A febre aftosa não registra ocorrências no país desde 2006, quando os últimos casos foram identificados em Mato Grosso do Sul e no Paraná. Mesmo assim, a ausência de focos não elimina o risco de introdução ou disseminação da doença.

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Por que importa para o agro

O status sanitário influencia diretamente o acesso a mercados de carne bovina, suína e de outros animais suscetíveis. Um foco pode provocar restrições comerciais, interrupção do trânsito, custos emergenciais e perda de valor para produtores e frigoríficos.

Para o produtor, a vigilância exige manter cadastros atualizados, controlar a entrada e a saída de animais e observar sinais como salivação intensa, feridas na boca, lesões nas patas, manqueira e queda no consumo. Suspeitas devem ser comunicadas imediatamente ao serviço veterinário estadual.

A atuação conjunta entre produtores, sindicatos rurais, órgãos estaduais, MAPA e entidades como a CNA reduz o tempo de resposta. Quanto mais cedo uma suspeita for investigada, menor tende a ser o impacto sobre a produção e o comércio.

Dados e contexto

  • O MAPA coordena o Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa, com participação dos serviços veterinários estaduais e do setor produtivo.
  • A Portaria MAPA nº 665/2024 reconheceu diversos estados e o Distrito Federal como livres de febre aftosa sem vacinação.
  • A Portaria MAPA nº 678/2024 ampliou esse reconhecimento para outras unidades da Federação, incluindo Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.
  • A vigilância epidemiológica substitui a vacinação como principal ferramenta de manutenção das zonas livres sem vacinação.
  • A Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) é responsável pelo reconhecimento internacional das zonas livres da doença.
O modelo brasileiro depende de notificações rápidas, fiscalização do trânsito, inspeções em propriedades, inquéritos epidemiológicos e capacidade laboratorial. A comunicação entre os elos da cadeia é parte essencial desse sistema.

O que observar daqui para frente

O principal ponto será a capacidade de manter vigilância ativa em todo o território, especialmente em regiões de fronteira e áreas com intenso trânsito de animais. Produtores devem acompanhar orientações do serviço veterinário oficial, manter registros atualizados e comunicar qualquer sinal suspeito sem tentar tratar ou movimentar o animal. A cooperação internacional também deve avançar para padronizar protocolos e reduzir riscos de reintrodução.

Fontes

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