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CNA detalha custos da pecuária de corte no Tocantins e da banana na Bahia

Levantamento da CNA mostra estrutura de custos da pecuária de corte no Tocantins e da banana na Bahia, ajudando produtores a calcular margem e planejar investimentos.

20 de junho de 2026 4 min de leitura
CNA detalha custos da pecuária de corte no Tocantins e da banana na Bahia

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) levantou os custos de produção da pecuária de corte no Tocantins e da bananicultura na Bahia, revelando quanto o produtor gasta para manter a atividade lucrativa. Os dados ajudam a entender onde o dinheiro é consumido, quais itens mais pesam no bolso e como isso afeta competitividade, investimento e planejamento de safra e de rebanho.

O que aconteceu

A CNA, por meio de seu projeto de campo e parceria com federações estaduais, aplicou planilhas de acompanhamento em propriedades de pecuária de corte no Tocantins e de produção de banana na Bahia. O trabalho quantificou custos operacionais, de capital e mão de obra, além de indicadores econômicos como margem líquida e ponto de equilíbrio.

No Tocantins, o foco foi a pecuária de corte extensiva e semi-intensiva, avaliando despesas com formação e manutenção de pastagens, suplementação, sanidade, mão de obra e infraestrutura.[4][5] Na Bahia, o levantamento analisou sistemas de banana irrigada, com forte peso de energia elétrica, água, adubação e tratos culturais.

Os estudos seguem metodologia de custo amplamente utilizada por instituições como Embrapa e universidades, permitindo comparar resultados entre regiões e sistemas de produção.[2][3] Com isso, o produtor consegue enxergar com maior precisão seu custo por arroba e por caixa ou tonelada de fruta.

Por que importa para o agro

Conhecer o custo de produção é decisivo para definir preço mínimo de venda, negociação com indústria e tradings, e decisão de segurar ou não o produto. Na pecuária, saber o custo da arroba ajuda o pecuarista a decidir entre engorda a pasto, semiconfinamento ou venda antecipada do animal, evitando negociação abaixo do custo total.[2][4]

Na banana, o custo por caixa indica se compensa ampliar área, investir em irrigação mais eficiente ou trocar cultivares. Com energia, insumos e mão de obra em alta, o produtor que não mede custos tende a perder margem com facilidade, mesmo em cenários de preços firmes no atacado.

Dados e contexto

Estudos de custo da Embrapa e de instituições regionais mostram que, na pecuária de corte, alimentação, pastagem e suplementação são os itens que mais pesam na estrutura de custos, seguidos por mão de obra e manutenção de benfeitorias.[2][3] No Tocantins, a pecuária é atividade central, com grande área de pastagens e forte participação no PIB agropecuário estadual.[4][5]

Na fruticultura de banana, irrigação e energia elétrica aparecem como custos relevantes, especialmente em polos irrigados da Bahia. A adubação e a sanidade também têm grande impacto, principalmente em sistemas tecnificados voltados para mercado interno e exportação.

Uma forma prática de enxergar a composição de custos é:

AtividadeItens que mais pesam no custo
Pecuária de corte (TO)Pastagem, suplementação, sanidade, mão de obra

| Banana (BA) | Irrigação/energia, adubação, tratos culturais, mão de obra |

Na pecuária, trabalhos técnicos apontam que o custo da arroba varia conforme ganho de peso, tempo de engorda e nível de intensificação, sendo a alimentação o principal fator de variação.[2][3] Já na banana, produtividade por hectare e eficiência de irrigação são determinantes para diluir custos fixos.

O que observar daqui pra frente

Produtores de gado no Tocantins e de banana na Bahia devem usar esses levantamentos como base para planejar investimentos, comparar sistemas e ajustar manejo. Em um cenário de preços voláteis de boi gordo e frutas, quem domina números de custo por arroba ou por caixa tem vantagem para negociar, acessar crédito rural e decidir onde cortar gastos ou onde vale a pena intensificar produção.

Fontes

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