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CNA discute apoio estadual ao banco regional contra a febre aftosa

CNA articula apoio de fundos sanitários estaduais ao Banvaco, banco regional que ampliará a capacidade de resposta contra a febre aftosa.

05 de novembro de 2026 4 min de leitura
CNA discute apoio estadual ao banco regional contra a febre aftosa

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) reuniu fundos sanitários estaduais e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para discutir o apoio ao Banco Regional de Antígenos contra a Febre Aftosa (Banvaco). A iniciativa busca reforçar a resposta do Brasil após a retirada da vacinação contra a doença.

O que aconteceu

O encontro foi realizado em Brasília e contou com representantes de fundos sanitários de Mato Grosso, Paraná, Acre, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Goiás e Pará. A reunião tratou da participação financeira dos estados e da articulação do setor produtivo.

O Banvaco está na fase de definição das cepas e dos volumes de antígenos que serão contratados pelos países participantes. O banco reúne Brasil, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Equador e Peru em uma estrutura regional de prevenção e resposta sanitária.

A proposta é manter reservas de antígenos com alcance internacional. O material poderá ser usado como base para a produção de vacinas em caso de reintrodução da febre aftosa nos países integrantes.

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Por que importa para o agro

O Brasil deixou de vacinar o rebanho contra a febre aftosa e passou a depender de vigilância permanente, fiscalização e capacidade rápida de reação. Esse modelo reduz custos e restrições associadas às campanhas, mas exige uma estrutura sanitária preparada para agir diante de qualquer suspeita.

Para o produtor, a manutenção do status sanitário influencia diretamente o comércio de carne bovina, a abertura de mercados e o fluxo de exportações. Um foco da doença poderia provocar bloqueios comerciais, queda nos preços, restrições ao trânsito de animais e aumento dos custos de controle.

A participação dos fundos estaduais distribui o custo da prevenção entre os integrantes da cadeia. Também fortalece a coordenação entre governos, entidades de defesa agropecuária e produtores, fator decisivo para preservar a confiança dos mercados compradores.

Dados e contexto

  • Países envolvidos: Brasil, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Equador e Peru.
  • Instituições na articulação: CNA, Mapa, fundos estaduais sanitários e organismos regionais de saúde animal.
  • Estados representados na reunião: Mato Grosso, Paraná, Acre, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Goiás e Pará.
  • Objetivo do Banvaco: manter antígenos disponíveis para permitir a produção rápida de vacinas em caso de emergência.
O Rio Grande do Sul já aprovou um aporte de US$ 300 mil para apoiar a participação brasileira no banco regional. O recurso será custeado pela conta Fundesa Bovídeos. O fundo de Mato Grosso também prevê aporte de US$ 300 mil, formando uma aplicação conjunta de US$ 600 mil.

Segundo informações divulgadas sobre a iniciativa, esse valor deverá financiar o armazenamento de antígenos suficientes para a produção de até 1 milhão de doses por 10 anos. A reserva ficará em uma unidade laboratorial na Argentina, onde já existe estrutura para armazenar antígenos destinados à América do Norte.

O que observar daqui para frente

Os próximos passos envolvem definir as cepas, os volumes contratados e o modelo de contribuição dos fundos estaduais. O setor também deverá acompanhar como serão acionados os antígenos em uma emergência. Para o produtor, a prioridade permanece na comunicação de suspeitas, no controle do trânsito animal e no cumprimento das regras de defesa sanitária.

Fontes

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