Manejo

CNA discute controle de pragas e proposta contra cancro da videira

Comissão da CNA analisou medidas fitossanitárias e a consulta pública sobre o programa nacional de prevenção e controle do cancro bacteriano da videira.

20 de junho de 2026 3 min de leitura
CNA discute controle de pragas e proposta contra cancro da videira

A Comissão Nacional de Fruticultura da CNA discutiu medidas de controle de pragas e a proposta do Programa Nacional de Prevenção e Controle do Cancro Bacteriano da Videira. O tema interessa diretamente aos viticultores porque a doença afeta a produtividade, aumenta custos de manejo e exige regras rígidas de prevenção.

O que aconteceu

A reunião da CNA tratou de medidas fitossanitárias já usadas no campo e da proposta em consulta pública para organizar o combate ao cancro bacteriano da videira. A doença é causada pela bactéria Xanthomonas campestris pv. viticola e tem impacto relevante em áreas produtoras de uva.[4][8]

O debate também buscou alinhar contribuições do setor produtivo para o programa nacional. A ideia é ampliar a coordenação entre produtores, defesa agropecuária e pesquisa, com foco em prevenção, controle e erradicação da praga.[4][7]

Entre as medidas citadas nas normas oficiais estão uso de material propagativo livre da praga, restrição ao trânsito de pessoas e equipamentos vindos de áreas com ocorrência, inspeção frequente das plantas e comunicação imediata de suspeitas aos órgãos de defesa agropecuária.[1][2]

Por que importa para o agro

Para o produtor, o principal efeito é operacional. O cancro bacteriano exige disciplina no manejo, atenção à origem das mudas e cuidado com poda, desinfecção de ferramentas e eliminação de restos vegetais, o que eleva a exigência técnica e os custos de rotina.[1][3]

Para a cadeia da uva, a doença pressiona a sanidade dos parreirais e pode comprometer áreas já implantadas, sobretudo em cultivares mais suscetíveis. Em regiões com ocorrência, as regras de contenção são decisivas para evitar disseminação para novas propriedades e municípios.[1][8]

Dados e contexto

  • A doença foi detectada pela primeira vez no Brasil em 1998, no Submédio do Vale do São Francisco.[1]
  • O manejo recomendado inclui poda em meses mais secos, desinfecção de ferramentas e eliminação de material podado por enterrio ou queima em áreas afetadas.[1][3]
  • A Instrução Normativa citada em materiais oficiais prevê uso de mudas sadias, inspeções frequentes e comunicação imediata de suspeitas.[2][5]
Ponto-chaveOrientação oficial
MudasUsar material livre da praga
FerramentasDesinfetar após o uso
Trânsito na áreaRestringir entrada de pessoas e equipamentos
Restos de podaEnterrar ou queimar quando indicado

O que observar daqui pra frente

O setor deve acompanhar os desdobramentos da consulta pública e a versão final do programa nacional. Se as regras forem padronizadas e bem fiscalizadas, o produtor ganha mais previsibilidade; se a adoção ficar fraca no campo, o risco de disseminação segue alto, sobretudo em áreas com maior pressão da doença.[4][8]

Fontes

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