CNA discute controle de pragas e proposta contra cancro da videira
Comissão da CNA analisou medidas fitossanitárias e a consulta pública sobre o programa nacional de prevenção e controle do cancro bacteriano da videira.
A Comissão Nacional de Fruticultura da CNA discutiu medidas de controle de pragas e a proposta do Programa Nacional de Prevenção e Controle do Cancro Bacteriano da Videira. O tema interessa diretamente aos viticultores porque a doença afeta a produtividade, aumenta custos de manejo e exige regras rígidas de prevenção.
O que aconteceu
A reunião da CNA tratou de medidas fitossanitárias já usadas no campo e da proposta em consulta pública para organizar o combate ao cancro bacteriano da videira. A doença é causada pela bactéria Xanthomonas campestris pv. viticola e tem impacto relevante em áreas produtoras de uva.[4][8]
O debate também buscou alinhar contribuições do setor produtivo para o programa nacional. A ideia é ampliar a coordenação entre produtores, defesa agropecuária e pesquisa, com foco em prevenção, controle e erradicação da praga.[4][7]
Entre as medidas citadas nas normas oficiais estão uso de material propagativo livre da praga, restrição ao trânsito de pessoas e equipamentos vindos de áreas com ocorrência, inspeção frequente das plantas e comunicação imediata de suspeitas aos órgãos de defesa agropecuária.[1][2]
Por que importa para o agro
Para o produtor, o principal efeito é operacional. O cancro bacteriano exige disciplina no manejo, atenção à origem das mudas e cuidado com poda, desinfecção de ferramentas e eliminação de restos vegetais, o que eleva a exigência técnica e os custos de rotina.[1][3]
Para a cadeia da uva, a doença pressiona a sanidade dos parreirais e pode comprometer áreas já implantadas, sobretudo em cultivares mais suscetíveis. Em regiões com ocorrência, as regras de contenção são decisivas para evitar disseminação para novas propriedades e municípios.[1][8]
Dados e contexto
- A doença foi detectada pela primeira vez no Brasil em 1998, no Submédio do Vale do São Francisco.[1]
- O manejo recomendado inclui poda em meses mais secos, desinfecção de ferramentas e eliminação de material podado por enterrio ou queima em áreas afetadas.[1][3]
- A Instrução Normativa citada em materiais oficiais prevê uso de mudas sadias, inspeções frequentes e comunicação imediata de suspeitas.[2][5]
| Ponto-chave | Orientação oficial |
|---|---|
| Mudas | Usar material livre da praga |
| Ferramentas | Desinfetar após o uso |
| Trânsito na área | Restringir entrada de pessoas e equipamentos |
| Restos de poda | Enterrar ou queimar quando indicado |
O que observar daqui pra frente
O setor deve acompanhar os desdobramentos da consulta pública e a versão final do programa nacional. Se as regras forem padronizadas e bem fiscalizadas, o produtor ganha mais previsibilidade; se a adoção ficar fraca no campo, o risco de disseminação segue alto, sobretudo em áreas com maior pressão da doença.[4][8]
Fontes
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