CNA e Senar discutem aplicação da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo
Entidades do agro participam de debate na Câmara sobre como implementar, na prática, a nova política de manejo integrado do fogo prevista na Lei 14.944/2024.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Senar participaram de audiência pública na Câmara dos Deputados para tratar da implementação da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (PNMIF), criada pela Lei 14.944/2024. A discussão envolve governo, Congresso e setor produtivo sobre como regulamentar o uso do fogo no meio rural, reduzir incêndios florestais e garantir segurança jurídica aos produtores.
O que aconteceu
A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara realizou audiência pública para debater os próximos passos da PNMIF, recém-instituída e já em vigor em todos os biomas brasileiros.[6][5]
Representantes da CNA e do Senar levaram ao debate preocupações do agro com regras claras para queima controlada, capacitação de trabalhadores rurais e integração das ações de prevenção com órgãos ambientais e de defesa civil.[6][3]
O encontro discutiu a atuação do Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo, criado pela lei e coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, e a articulação com estados, municípios, brigadas de incêndio e entidades do setor produtivo.[4][5]
Por que importa para o agro
A nova política muda a forma como o fogo poderá ser usado em atividades agropecuárias, exigindo mais planejamento, autorização e monitoramento das queimadas, inclusive as que fazem parte do manejo tradicional em pastagens e áreas de abertura.[3][5]
Para o produtor, o tema é crítico: a lei busca reduzir incêndios de grande proporção, mas também reconhece o papel do fogo em certos sistemas de produção, comunidades tradicionais e manejo de vegetação, o que exige normas exequíveis e apoio técnico para evitar autuações e perdas produtivas.[4][8]
Dados e contexto
A Lei 14.944/2024 estabelece a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo com objetivos como:
- Reduzir a incidência e os danos de incêndios florestais em todo o território nacional.[4]
- Reconhecer o papel ecológico do fogo e os usos tradicionais, com respeito às especificidades de cada bioma.[4][8]
- Integrar órgãos ambientais, defesa civil, corpo de bombeiros e setor produtivo em ações coordenadas.[3][5]
| Instrumento | Função principal |
|---|---|
| Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo | Define diretrizes, articula órgãos e acompanha a implementação |
| Ciman Federal (Centro Integrado Multiagência) | Coordena operações de combate a incêndios |
| Sisfogo (Sistema Nacional de Informações sobre Fogo) | Registra incêndios, queimadas autorizadas e dados de monitoramento |
O manejo integrado do fogo é definido na lei como um modelo de gestão que combina aspectos ecológicos, culturais, socioeconômicos e técnicos, usando queimas controladas e prescritas como instrumentos de manejo, sempre com prevenção e controle rigorosos.[3][8]
A política prevê também programas de brigadas florestais e ações de educação ambiental, com participação de comunidades locais e produtores na prevenção e resposta rápida a incêndios.[3][8]
O que observar daqui pra frente
Produtores devem acompanhar a regulamentação da PNMIF em nível federal e estadual, especialmente regras para autorização de queima, exigências de cadastro de brigadas e uso de dados do Sisfogo. A participação de entidades como CNA e Senar tende a influenciar normas mais técnicas e aplicáveis no campo, criando oportunidades em capacitação, manejo sustentável e redução de riscos de incêndio e autuações ambientais.
Fontes
- Canal Rural – CNA e Senar debatem implementação da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo
- Câmara dos Deputados – Comissão debate implementação de política nacional de manejo do fogo
- Lei 14.944/2024 – Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo
- Observatório Florestal – Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo é sancionada
- leis.org
- oeco.org.br
- repositorio.animaeducacao.com.br
- observatorioflorestal.org.br
- youtube.com
- revista.domhelder.edu.br
- instagram.com
- planalto.gov.br
Continue lendo
Ciclone traz chuva extrema, frio e risco de geada em áreas agrícolas
Semana será marcada por ciclone com chuva de até 200 mm, frio intenso e risco de geada em regiões produtoras do Sul e Sudeste.

El Niño deve atrasar início do plantio da safra 2026/27
Fenômeno El Niño pode atrasar chuvas no Centro-Oeste e no Matopiba e pressionar o calendário de soja e milho da safra 2026/27.

Frente fria traz chuva, tempestades e geada ao feriado em parte do país
Frente fria muda o tempo no feriado, com chuva forte, tempestades e risco de geada no Sul, segundo o Inmet.