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CNA orienta produtoras rurais sobre legislação trabalhista no Paraná

Evento no Paraná reúne produtoras rurais para esclarecer dúvidas sobre legislação trabalhista e segurança jurídica no campo.

27 de agosto de 2026 4 min de leitura
CNA orienta produtoras rurais sobre legislação trabalhista no Paraná

Produtoras rurais do Paraná participaram de um encontro com especialistas da CNA e do Sistema Faep/Senar para esclarecer dúvidas sobre legislação trabalhista, direitos e deveres na gestão de mão de obra no campo. O objetivo foi reduzir riscos de autuações, organizar a contratação de trabalhadores e reforçar a segurança jurídica das propriedades rurais, com foco especial em mulheres que lideram empreendimentos agropecuários.

O que aconteceu

O evento foi realizado no Paraná, em parceria entre a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Sistema Faep/Senar, com programação voltada a produtoras rurais. Advogados e técnicos da área trabalhista apresentaram as principais regras que impactam a relação entre empregadores e trabalhadores no meio rural, incluindo jornadas, registros formais, benefícios e obrigações legais.

As participantes receberam orientações práticas sobre como formalizar contratos, organizar documentos trabalhistas, preparar a propriedade para fiscalizações e adotar rotinas de segurança no trabalho. Houve espaço para perguntas, com casos reais trazidos pelas produtoras, principalmente sobre contratação temporária, diaristas, safristas, alojamento e transporte de trabalhadores.

A iniciativa integrou ações de cidadania e capacitação promovidas pelo Sistema CNA/Senar, reforçando a importância do cumprimento da legislação como parte da gestão profissional da fazenda. O encontro também destacou o papel crescente das mulheres na liderança de propriedades e empresas rurais, muitas vezes à frente da contratação e coordenação de equipes.

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Por que importa para o agro

A legislação trabalhista rural é complexa e o descumprimento de normas pode resultar em multas, ações judiciais e até paralisação de atividades. Para o produtor, entender regras de jornada, descanso, segurança e registro formal de trabalhadores significa reduzir risco financeiro e preservar a continuidade do negócio.

Ao focar em produtoras rurais, a CNA fortalece a gestão profissional no campo e amplia a participação feminina em decisões estratégicas de pessoal. Com mão de obra cada vez mais escassa e cara, saber contratar corretamente, registrar vínculos e organizar benefícios é diferencial competitivo, especialmente em propriedades que dependem de equipes fixas e safristas.

Dados e contexto

A CNA mantém programas específicos para orientar produtores sobre trabalho decente no campo, em parceria com o Senar, com foco em normas de saúde, segurança e regularização de vínculos empregatícios. Esses programas costumam combinar capacitação em sala e visitas técnicas às propriedades, simulando pontos avaliados em fiscalizações.

Segundo o IBGE, mais de 18% dos estabelecimentos rurais brasileiros são conduzidos por mulheres, participação que cresce principalmente em propriedades de agricultura familiar e em cadeias como leite, hortifrúti e agroindústria artesanal. Apesar disso, muitas ainda enfrentam dificuldades de acesso a informação jurídica e a serviços de gestão trabalhista.

No ambiente regulatório, normas como a NR-31 (segurança e saúde no trabalho na agricultura, pecuária e atividades correlatas) exigem adequações em alojamentos, frentes de trabalho, fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e organização de treinamentos. O não atendimento pode gerar autuações em fiscalizações do Ministério do Trabalho.

O MAPA e o Ministério do Trabalho têm intensificado ações de fiscalização em cadeias com maior utilização de mão de obra, como café, frutas, hortaliças e cana, o que pressiona produtores a buscar capacitação. A atuação de entidades como CNA, federações estaduais e sindicatos patronais torna-se essencial para traduzir a legislação e orientar a aplicação prática nas fazendas.

O que observar daqui pra frente

Produtoras e produtores devem acompanhar a agenda de capacitações da CNA, Faep, Senar e sindicatos rurais, especialmente em temas como contratos safristas, registro de diaristas, segurança no trabalho e adequação à NR-31. Priorizar a formalização das relações de trabalho e organizar documentação reduz riscos de multas e ações trabalhistas, melhora o clima interno nas equipes e fortalece a imagem do agro perante consumidores, órgãos públicos e financiadores.

Fontes

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