Colheita da 2ª safra de milho em MS chega a 37,3% e fica atrás da média
Mato Grosso do Sul colheu 37,3% do milho safrinha, abaixo da média histórica, em cenário de atraso nacional e mercado atento à oferta.

A colheita da 2ª safra de milho em Mato Grosso do Sul atingiu 37,3% da área e avança em ritmo mais lento que o histórico recente, em linha com o atraso observado no Brasil, onde a Conab aponta 69,1% da área colhida na safrinha 2025/26[5]. O desempenho do estado é relevante porque MS é um dos principais fornecedores de milho para a indústria, exportação e pecuária, e o atraso na retirada do produto dos campos pode afetar fluxo de oferta, logística e estratégias de venda.
O que aconteceu
Levantamento nacional da Conab mostra que Mato Grosso do Sul tem 37% da área de milho safrinha colhida, enquanto outros estados já avançaram mais na temporada[5]. Mato Grosso, por exemplo, registra 95,7% da área colhida, e Tocantins praticamente encerrou os trabalhos, com 99%[5].
No contexto brasileiro, a colheita da safrinha 2025/26 atingiu 69,1% da área, ainda abaixo dos 75,2% registrados no mesmo período da safra passada e dos 74,5% da média dos últimos cinco anos[5]. Esse atraso nacional ajuda a explicar o ritmo mais lento em MS, que também enfrenta janelas de plantio mais estendidas e variações climáticas regionais.
A área de milho 2ª safra em Mato Grosso do Sul gira em torno de 2,1 milhões de hectares, segundo boletins técnicos do Sistema Famasul e do Projeto SIGA-MS[2]. Em anos recentes, o estado tem ampliado produção e produtividade, mas a colheita costuma se concentrar entre junho e agosto, podendo avançar até setembro em ciclos com atrasos[2].
Por que importa para o agro
Para o produtor, o atraso na colheita significa maior exposição a riscos de clima, chuvas na maturação e problemas de qualidade de grão, além de possível congestionamento de máquinas entre milho e o preparo da área para a próxima safra de soja. Em um cenário em que a produtividade de MS vem de patamares altos nas últimas safras – com médias acima de 80 sacas/ha em estimativas recentes[2] – preservar qualidade e reduzir perdas se torna decisivo na rentabilidade.
Para o mercado, o ritmo mais lento de retirada do milho dos campos em MS pode postergar o impacto cheio da safra sobre preços internos. Conab indica que o Brasil está colhendo abaixo da média histórica[5], o que tende a manter o mercado atento à evolução da colheita nos principais estados, inclusive MS, que ajuda a abastecer indústrias de ração, etanol de milho e exportação. Dependendo de como o atraso se converte em oferta efetiva, podem haver janelas de negociação com preços mais firmes ou maior pressão quando o volume finalmente chegar aos armazéns.
Dados e contexto
| Indicador | Valor / Situação |
|---|---|
| Brasil – colheita milho safrinha 2025/26 | **69,1% da área**[5] |
| Brasil – mesmo período safra passada | 75,2% concluída[5] | | Brasil – média 5 anos | 74,5% concluída[5] | | Mato Grosso do Sul – colheita safrinha | 37,3% da área (aprox.)[5] | | Mato Grosso – colheita safrinha | 95,7% da área[5] | | Tocantins – colheita safrinha | 99% da área[5] | | Área milho 2ª safra MS (estimativa) | ≈2,1 milhões ha[2] |
Segundo estudos de produtividade do Projeto SIGA-MS e Aprosoja/MS, a 2ª safra 2024/25 em Mato Grosso do Sul alcançou área próxima de 2,14 milhões de hectares e produtividade média ponderada acima de 100 sacas/ha, com produção em torno de 14 milhões de toneladas[1][6]. Esses volumes colocam o estado em posição relevante na oferta nacional de milho, especialmente na safrinha, que responde pela maior parte do abastecimento interno[7].
A Conab destaca que o atraso atual é generalizado: na mesma semana da safra passada, o país já tinha mais de 75% da safrinha colhida[5]. Isso reforça o peso da evolução da colheita em MS para o equilíbrio entre oferta, demanda e preços no curto prazo.
O que observar daqui pra frente
Nos próximos semanas, o foco estará na velocidade da colheita em MS, na manutenção da produtividade em áreas que ficaram mais tempo a campo e na capacidade de escoar o milho sem travar armazenagem para a próxima safra de soja. Produtores devem acompanhar boletins da Conab, Famasul e Aprosoja/MS para ajustar estratégias de venda, avaliar oportunidades pontuais de preço e planejar manejo e logística, em um cenário de oferta crescente, mas ainda marcada por atraso na colheita.
Fontes
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