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Costa Foods Brasil troca de roupa para acelerar expansão multiproteínas

Holding dona da Avivar lança marca Costa Foods Brasil, mira pescado e planeja triplicar faturamento até 2033, reforçando presença na cadeia de proteínas.

06 de agosto de 2026 4 min de leitura
Costa Foods Brasil troca de roupa para acelerar expansão multiproteínas

A holding Costa Foods Brasil, dona da Avivar, entrou em uma nova fase de expansão com foco em ser uma plataforma multiproteínas. A empresa mineira lançou marca institucional própria, separou o papel da Avivar como marca comercial de aves e prepara entrada robusta em pescado, com nova indústria já em implantação. O grupo mira triplicar de tamanho até 2033, chegando a faturamento anual de R$ 4,5 bilhões, movimento que reorganiza sua atuação na cadeia de proteína animal.

O que aconteceu

A Avivar Alimentos passou por reestruturação de marca e agora integra a holding Costa Foods Brasil, que assume o comando estratégico e a identidade corporativa do grupo.[1][6] A Avivar segue como marca focada em produtos de aves, enquanto a Costa Foods Brasil se posiciona como guarda-chuva para diferentes proteínas e negócios complementares.[5][12]

O lançamento oficial da nova marca ocorreu em eventos em Divinópolis (MG) e na feira supermercadista Superminas, em Belo Horizonte, onde o grupo apresentou seu reposicionamento e reforçou o plano de expansão nacional e internacional.[2][6] Segundo o CEO Antônio Carlos Costa, a holding já conta com nova indústria de pescado, abrindo uma frente relevante além do frango.[12]

Em 2024, o grupo registrou faturamento próximo de R$ 1,3 bilhão e projeta crescimento de cerca de 10% em 2025.[5] A meta é triplicar o negócio até 2033, apoiada em aumento de capacidade produtiva, novos produtos e crescimento por fusões e aquisições.[1][5]

Por que importa para o agro

A movimentação da Costa Foods Brasil reforça a tendência de consolidação e diversificação na indústria de proteína animal. Ao separar a marca institucional da marca comercial e entrar em pescado, o grupo passa a demandar mais aves, peixes e insumos, abrindo espaço para integrações e novos contratos com produtores.

Para o mercado, a estratégia multiproteínas aumenta a competição com outros grupos que já operam com frango, tilápia e outras carnes, como GTFoods e grandes players de aves e pescados.[9] Isso tende a pressionar a indústria por maior eficiência, padronização e oferta de produtos de maior valor agregado, com impacto direto em preços, exigências de qualidade e escala na base produtiva.

Dados e contexto

A Costa Foods Brasil vem de uma base relevante em aves e agora organiza o crescimento em um modelo de holding:

IndicadorSituação aproximada
Faturamento 2024**R$ 1,3 bi**[5]
Meta 2033**R$ 4,5 bi/ano**[1][4][5]
Crescimento projetado 2025**+10%**[5]
Foco da marca AvivarProdutos de **aves**[5][12]
Foco da holding Costa Foods BrasilPlataforma **multiproteínas** (aves + pescado e outros)[12]

O grupo já exportava carne de frango para diversos mercados com a marca Avivar, e agora usa Costa Foods Brasil para reforçar presença institucional e relacionamento com clientes no Brasil e no exterior.[6][7] O rebranding apresentado na Superminas 2025 foi desenhado para aproximar a empresa de redes supermercadistas e consumidores, dando mais clareza de portfólio e posicionamento.[2]

A aposta em pescado acompanha o avanço do consumo de peixe e da piscicultura no Brasil, segmento que vem ganhando espaço na matriz de proteína animal ao lado das carnes bovina, suína e de frango, como mostram relatórios do MAPA e da Embrapa Pesca e Aquicultura. Em todo o país, empresas de nutrição animal e integradoras, como a ADM, também vêm ampliando capacidade para atender essa expansão de proteínas.[14]

O que observar daqui pra frente

Produtores e indústria devem acompanhar como a Costa Foods Brasil vai estruturar suas integrações em aves e pescado, os modelos de contrato e exigências técnicas, além de eventuais movimentos de aquisições regionais. Para quem atua em genética, ração, sanidade ou piscicultura, a expansão da holding abre oportunidades de fornecimento e parcerias, mas também aumenta a competição, exigindo ganho de escala, organização de custos e atenção à capacidade de atendimento a padrões de qualidade e bem-estar animal.

Fontes

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