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Colheita da safrinha de milho chega a 60% no Centro-Sul e segue atrasada

Safrinha de milho 2025/26 atinge cerca de 60% de colheita no Centro-Sul, com avanço na semana, mas ainda abaixo do ritmo do ano passado.

27 de julho de 2026 4 min de leitura
Colheita da safrinha de milho chega a 60% no Centro-Sul e segue atrasada

A colheita da segunda safra de milho 2025/26 no Centro-Sul do Brasil se aproxima de 60% da área, com avanço consistente na última semana, mas ainda abaixo do ritmo observado no ciclo anterior, segundo levantamentos de consultorias como AgRural e Pátria AgroNegócios.[3][7][8] O atraso mantém a atenção do mercado, pois pode concentrar oferta em um período mais curto, influenciar preços internos e elevar a exposição do produtor a riscos climáticos.

O que aconteceu

Levantamento recente da AgRural indica que a colheita da segunda safra de milho no Centro-Sul alcançou cerca de 49–55% da área até a última quinta-feira, contra 40% na semana anterior, mostrando avanço de quase 10 pontos percentuais em sete dias.[3][8] Em igual período do ano passado, o índice era de 82% na safrinha 2024, evidenciando atraso relevante na temporada atual.[3]

Outro monitoramento, da Pátria AgroNegócios, mostra que, considerando o Brasil como um todo, a colheita da segunda safra atingiu 58,9% da área total 2025/26, também com ganho de cerca de 10 pontos em uma semana.[7] Mesmo assim, o ritmo segue abaixo de 66,5% vistos em 2025 e da média dos últimos cinco anos, de 65,6% para o mesmo período.[7]

O avanço é puxado por estados como Mato Grosso, Paraná e Goiás, que registram bom desempenho operacional e clima mais firme nas últimas semanas, facilitando o trabalho de campo.[2][7][8]

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Por que importa para o agro

O atraso na colheita muda a dinâmica de oferta e pode postergar a entrada de volumes significativos no mercado físico, sustentando preços em algumas praças e ampliando a volatilidade.[7][8] Produtores que ainda não fixaram preços podem encontrar janelas de oportunidade, mas também ficam mais expostos a movimentos bruscos, especialmente se houver mudança de cenário externo ou cambial.

Na lavoura, a colheita mais lenta prolonga a permanência do milho no campo em pleno inverno, aumentando o risco de perdas por geadas, chuvas fora de época ou problemas de qualidade de grão. Ao mesmo tempo, a logística de retirada das lavouras e o planejamento da próxima safra de verão ficam pressionados, com impacto direto sobre custos, disponibilidade de armazenagem e janela ideal de plantio da safra 2025/26 de soja e milho verão.[5][7]

Dados e contexto

Os principais números levantados recentemente indicam um quadro de avanço, porém com atraso claro em relação ao histórico:

IndicadorValor aproximado
Colheita milho 2ª safra Centro-Sul (AgRural)**49–55% da área**[3][8]
Colheita milho 2ª safra Brasil (Pátria Agro)**58,9% da área**[7]

| Colheita mesma época em 2025 | 66,5% do Brasil[7] | | Média de 5 anos para o período | 65,6% da área[7] | | Colheita safrinha 2024 mesma época| 82% no Centro-Sul[3] |

A Conab projeta que a segunda safra de milho siga como principal responsável pela produção nacional, respondendo por mais de 70% do volume total em safras recentes, o que reforça o peso do ritmo de colheita sobre disponibilidade interna e capacidade de exportação. Em estados como Mato Grosso, que lideram tanto produção quanto colheita, o avanço da máquina tende a aliviar parte da pressão de armazenagem, em um cenário de estoques elevados e necessidade de giro rápido para receber a próxima safra de grãos.

O que observar daqui pra frente

Nas próximas semanas, o produtor deve acompanhar de perto clima, ritmo de colheita e comportamento de preços, avaliando a necessidade de acelerar a retirada das lavouras para reduzir riscos de perdas e garantir espaço em armazéns. A combinação de atraso frente à média histórica, possível concentração de oferta em um curto período e cenário externo ainda volátil para grãos abre espaço tanto para oportunidades pontuais de comercialização quanto para maior exposição a ajustes bruscos de mercado.

Fontes

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