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Colheita de café avança, mas fica atrás do ritmo histórico no Brasil

Colheita de café no Brasil ganha ritmo, porém segue atrasada em relação ao ano passado e à média histórica, com impacto direto em oferta, preços e planejamento do produtor.

08 de junho de 2026 4 min de leitura
Colheita de café avança, mas fica atrás do ritmo histórico no Brasil

A colheita de café no Brasil segue em avanço, mas continua atrás do ritmo visto no ano passado e da média histórica, tanto no arábica quanto no canéfora (conilon e robusta)[2]. O atraso é atribuído principalmente à maior umidade e à maturação mais lenta dos frutos, o que alonga o cronograma de colheita e afeta a oferta imediata ao mercado[2][4]. Para o produtor, isso mexe com fluxo de caixa, logística e decisões de venda.

O que aconteceu

Levantamento divulgado por consultoria especializada mostra que a colheita de café arábica no Brasil está abaixo do patamar registrado na mesma época de 2023 e também da média dos últimos anos[2][4]. As chuvas mais frequentes em importantes regiões produtoras e a maturação desuniforme das lavouras reduzem o número de dias efetivos de trabalho no campo, limitando o avanço das máquinas e das equipes.

No caso do café canéfora (conilon e robusta), a situação é semelhante: cerca de 34% da produção estimada já foi colhida, percentual inferior ao observado no ano passado e à média histórica para o período[2]. Esse atraso ocorre em estados fundamentais para o segmento de canéfora, como Espírito Santo e Rondônia, e empurra parte maior da oferta para o segundo semestre.

Apesar do ritmo mais lento na lavoura, o país segue em trajetória de boa produção na safra 2024, com destaque para o arábica em várias regiões que entraram em ciclo de alta produtividade, o que mantém o Brasil como principal fornecedor global do grão[4].

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Por que importa para o agro

O atraso na colheita impacta diretamente o timing de oferta física de café ao mercado, o que pode sustentar preços internos no curto prazo, especialmente em regiões onde a disponibilidade de grão novo ainda é limitada. Para o produtor, esse quadro cria janela para negociar melhor, mas também aumenta a exposição a riscos climáticos e de qualidade caso a colheita se prolongue demais.

Do lado industrial e exportador, a entrada mais lenta da safra afeta o ritmo de embarques e contratos, exigindo maior coordenação logística e de estoques. Em um cenário de volatilidade internacional, qualquer sinal de atraso no maior produtor mundial tende a ser monitorado de perto por torrefadores, traders e fundos financeiros.

Dados e contexto

  • A colheita de café canéfora (conilon e robusta) alcançou 34% da produção estimada, abaixo do nível do ano passado e da média histórica para o período[2].
  • O ritmo dos trabalhos no arábica também está inferior ao registrado em 2023 e ao padrão dos últimos anos, com destaque para o impacto de umidade e maturação mais lenta nas principais regiões produtoras[2][4].
  • Consultorias e analistas apontam que o Brasil deve seguir como líder global na produção e exportação de café, apoiado em ganhos de produtividade e área nas principais origens[4].
  • Em outro levantamento, a Safras & Mercado indica que, na safra 2023/24, 89% do arábica e 96% do conilon já estavam comercializados, mostrando apetite do mercado por café brasileiro em meio a preços firmes[1].
  • A comercialização antecipada da safra 2024/25 gira em torno de 16% do potencial produtivo, abaixo da média dos últimos anos, o que revela maior cautela do produtor em fixar preços de forma antecipada[1].
IndicadorSituação atual no Brasil

| Colheita de canéfora 2024 | 34% da produção estimada[2] | | Ritmo da colheita (arábica e canéfora) | Abaixo de 2023 e da média histórica[2][4] | | Comercialização safra 2023/24 (arábica) | 89% já vendida[1] | | Comercialização safra 2023/24 (conilon) | 96% já vendida[1] | | Venda antecipada safra 2024/25 | Cerca de 16% do potencial[1] |

O que observar daqui pra frente

Produtores e agentes de mercado devem acompanhar a evolução do clima nas próximas semanas, pois novas chuvas podem alongar ainda mais a colheita e afetar a qualidade dos grãos em áreas mais úmidas. Também merece atenção a resposta dos preços internos e externos ao atraso na entrada da safra, além do ritmo de comercialização antecipada, que pode ganhar força se o mercado oferecer patamares considerados atrativos para fixação.

Fontes

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