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Colheita de soja entra na reta final no RS e milho chega a 97%

Soja entra na fase final de colheita no Rio Grande do Sul, enquanto milho atinge 97% da área colhida, consolidando o encerramento da safra de verão no estado.

05 de junho de 2026 4 min de leitura
Colheita de soja entra na reta final no RS e milho chega a 97%

A colheita da soja entra na fase final no Rio Grande do Sul, enquanto o milho de verão já alcança cerca de 97% da área colhida no estado, segundo a Emater-RS. O avanço dos trabalhos consolida o encerramento da safra de verão e libera área para o plantio do trigo, em um momento de atenção a preços, custos e clima para a próxima temporada.

O que aconteceu

Relatório recente da Emater-RS indica que a colheita da soja está praticamente concluída no Rio Grande do Sul, restando apenas áreas pontuais, principalmente de semeadura mais tardia.[3] A produtividade média estimada gira em torno de 2.871 kg por hectare em uma área de aproximadamente 6,62 milhões de hectares, confirmando o peso da cultura na renda do produtor gaúcho.[3]

No milho, o ciclo está ainda mais adiantado: cerca de 97% da área já foi colhida, consolidando o fim da safra de verão no estado. As lavouras remanescentes concentram-se em regiões com plantio escalonado ou em áreas destinadas a silagem, com pouca influência sobre o volume total da safra.

Com o esvaziamento das lavouras de verão, cresce o foco na cultura de inverno. A semeadura do trigo avança no Rio Grande do Sul, com produtores aproveitando janelas de umidade e temperatura para implantar a nova safra sobre áreas recém-colhidas de soja e milho.[3]

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Por que importa para o agro

A conclusão da colheita de soja e milho dá previsibilidade ao produtor e ao mercado, pois permite consolidar a produção efetiva, ajustar contratos de venda, definir a estratégia de armazenagem e planejar fluxo de caixa. Com a safra praticamente definida, traders, cooperativas e indústrias conseguem calibrar melhor a oferta interna e os volumes disponíveis para exportação.

No campo, o fim da colheita libera máquinas, mão de obra e área para o trigo, cultura importante na rotação com soja no Sul. Um bom planejamento entre verão e inverno ajuda a quebrar ciclos de doenças, melhorar estrutura de solo e diluir custos fixos, o que tem efeito direto na competitividade da próxima safra de grãos.

Dados e contexto

A Emater-RS e outros órgãos de assistência técnica mostram o peso do encerramento da safra de verão no estado:[3]

  • Soja: produtividade média próxima de 2,87 t/ha em cerca de 6,62 milhões de hectares.
  • Milho verão: colheita em torno de 97% da área, com apenas áreas pontuais por colher.
  • Fase atual: safra de verão em fase final e plantio de trigo em avanço.
No cenário nacional, o Rio Grande do Sul é tradicionalmente um dos principais produtores de soja e milho, ao lado de estados como Mato Grosso, Paraná e Goiás. Dados da Conab e do IBGE mostram que o estado responde por fatia relevante da oferta brasileira de grãos, o que torna o desempenho da safra gaúcha importante para o abastecimento interno e a formação de preços.

A transição rápida entre culturas também ajuda a explicar a dinâmica de negócios. Com a colheita avançada, muitos produtores intensificam negociações físicas para liberar espaço em armazéns e, ao mesmo tempo, avaliam operações de hedge na bolsa para a próxima safra, em função da volatilidade cambial e das projeções do USDA para oferta global de soja e milho.

O que observar daqui pra frente

Nos próximos meses, o foco se desloca para o desenvolvimento do trigo e para o planejamento da próxima safra de verão. Produtores devem acompanhar de perto o regime de chuvas no inverno, o comportamento de pragas e doenças nas áreas recém-colhidas, além da evolução dos custos de fertilizantes e defensivos. A combinação entre clima, câmbio e demanda externa será decisiva para definir a rentabilidade da safra seguinte e o ritmo de comercialização ainda em 2024/25.

Fontes

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