Como a Costelata transformou a costela na lata em negócio acelerado
Empresa familiar de carnes prontas cresce rápido com foco em conveniência, food service e preparo artesanal sem conservantes.
A Costelata, empresa familiar gaúcha de carnes bovinas prontas, transformou a ideia de uma costela na lata em um negócio de crescimento rápido, focado em conveniência, preparo artesanal e ausência de conservantes.[1][7] Em poucos anos, a marca saiu de produção limitada para abastecer supermercados, redes de food service e agora se organiza para entrar em mercados internacionais.[2][6][8]
O que aconteceu
A empresa nasceu a partir da experiência de churrasqueiros que buscavam levar a costela de longo preparo para o cotidiano, em formato pronto, sem perder sabor e textura de churrasco tradicional.[1][7] O produto principal é a costela bovina já assada, desossada e enlatada, com longa vida de prateleira sem uso de conservantes, graças a controle de processo e embalagem.[1][7]
Com a boa aceitação no varejo regional, a Costelata entrou no segmento de food service, fornecendo proteína pronta para restaurantes, redes de churrascarias, cozinhas industriais e operações de delivery.[2][4] Essa virada acelerou o negócio: o volume produzido saltou de cerca de 1 tonelada para 90 toneladas em poucos meses, segundo declarações da empresa.[2][4]
O avanço em canais profissionais foi acompanhado de investimento em marca, identidade visual e ampliação do portfólio, com outros cortes bovinos e formatos pensados para cozinhas que precisam de padronização e agilidade.[5][6][7] A estratégia atual combina venda direta ao consumidor pela loja online e fornecimento em escala para clientes corporativos.[6][7]
Por que importa para o agro
A Costelata mostra como a transformação industrial da carne bovina pode capturar mais valor dentro da cadeia, indo além da venda de in natura.[1][2][7] Ao oferecer carne pronta com qualidade sensorial de churrasco, a empresa se posiciona em um nicho de conveniência que tende a crescer em centros urbanos e no mercado de refeições fora do lar.[1][2]
Para pecuaristas e frigoríficos, modelos como o da Costelata abrem espaço para parcerias em nichos de alto valor agregado, com contratos de fornecimento mais estáveis e previsíveis.[6][8] A expansão para o mercado internacional, incluindo negociação para fornecimento de refeições prontas em operações de ajuda humanitária com certificação halal, amplia a demanda por carne bovina brasileira em formatos diferenciados.[8]
Dados e contexto
O mercado brasileiro de food service e refeições prontas cresce impulsionado por urbanização, menor tempo para cozinhar e profissionalização de cozinhas industriais.[1][2] Nesse cenário, proteínas prontas que oferecem segurança alimentar, padronização e rapidez ganham espaço em redes de refeições coletivas, restaurantes e catering.[1][2]
Segundo reportagens sobre a empresa, o salto de produção da Costelata ocorreu após a entrada estruturada no food service:
| Indicador | Costelata |
|---|
| Volume inicial produzido | ≈ 1 tonelada em curto período[2] | | Volume após expansão food service | ≈ 90 toneladas em poucos meses[2] | | Formato principal | Costela bovina pronta, enlatada[1][7] | | Conservantes | Sem adição de conservantes[1][7] | | Canais | Varejo, online, food service, exportação em negociação[2][6][8] |
A estratégia de trabalhar com longa vida de prateleira sem conservantes exige controle rigoroso de processo térmico, embalagem e rastreabilidade da matéria-prima.[1][7] A empresa destaca a combinação de técnicas tradicionais de churrasco com tecnologia de processamento para garantir segurança e estabilidade do produto.[1][7]
No front internacional, a obtenção de certificação halal permite acesso a mercados árabes e contratos ligados a programas de ajuda humanitária baseados em refeições prontas, ampliando o raio de atuação da marca.[8]
O que observar daqui pra frente
Para o agro, o caso Costelata aponta oportunidades em parcerias entre pecuária, indústria de proteína pronta e canais de food service, com foco em valor agregado e diferenciação. Vale acompanhar a evolução da demanda por carnes prontas no Brasil, o avanço da empresa em certificações e exportação e como modelos semelhantes podem ser replicados em outras proteínas, como frango e suínos, mantendo padrão de qualidade, segurança e identidade regional.[1][2][6][8]
Fontes
- AgFeed - Como a Costelata transformou uma costela na lata em um negócio de crescimento acelerado
- R7 – A revolução nas proteínas prontas
- Diário do Comércio – Costelata avança no Brasil e prepara entrada no mercado internacional
- Costelata – Site institucional e loja online
- ANBA – Costelata vai fornecer para mercado árabe
- instagram.com
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- linkedin.com
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