Conab abre pregão para frete de 16 mil toneladas de milho dos estoques públicos
Conab lança pregão eletrônico para contratar o transporte de 16 mil toneladas de milho dos estoques públicos, reforçando a logística de abastecimento em regiões atendidas pelo programa de vendas a balcão.
A Conab realiza um pregão eletrônico para contratar o transporte de 16 mil toneladas de milho a granel vinculadas aos estoques públicos, com saída de armazéns próprios e credenciados.[1] A operação integra a política de abastecimento e apoio à oferta do grão em regiões atendidas pelo governo, com impacto direto em custos logísticos e disponibilidade de milho para pequenas agroindústrias e criadores.[1]
O que aconteceu
O pregão eletrônico será realizado no portal de comercialização da Conab em sessão pública, com início às 9h30 (horário de Brasília) na data definida em aviso específico.[1] A contratação envolve frete para movimentar o milho dos estoques públicos até destinos cadastrados, seguindo rotas e volumes detalhados em edital.[1]
Podem participar empresas de transporte cadastradas em bolsas credenciadas pela Conab, com habilitação jurídica, regularidade fiscal e trabalhista, registro nos órgãos competentes conforme o modal adotado e cadastro regular nos sistemas oficiais.[1] A atividade econômica deve ser compatível com transporte de cargas, conforme exige o regulamento de licitações e contratos da companhia.[1]
O milho objeto do pregão está vinculado a estoques públicos geridos pela Conab, que já vem realizando operações de compra e frete para recompor e distribuir volumes em diferentes regiões, dentro da política de abastecimento do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).[3][6]
Por que importa para o agro
Para produtores de leite, suínos, aves e pequenos criadores, o transporte de milho dos estoques públicos é essencial para acesso ao grão em regiões com oferta limitada ou frete elevado. Ao contratar o serviço via pregão, a Conab garante que o milho chegue aos pontos de atendimento com custo mais previsível e menor risco de desabastecimento.[1][3]
No mercado, operações de frete como essa ajudam a reduzir gargalos de logística e podem suavizar oscilações regionais de preço, especialmente em períodos de entressafra ou quebra de safra em determinadas áreas. A movimentação coordenada de estoques públicos atua como mecanismo de regulação de oferta em praças mais sensíveis.[3][6]
Dados e contexto
A Conab informou que serão contratados serviços para transporte de 16 mil toneladas de milho dos estoques públicos, em carga a granel.[1] Em operações anteriores de frete, a companhia já contratou volumes próximos, como 9.500 toneladas de milho em novembro de 2024, com deságio médio de 17,03% sobre o valor de referência do edital.[6]
A logística de grãos é hoje um dos principais componentes de custo para produtores e agroindústrias. Em regiões distantes dos polos de produção, o frete pode representar parcela relevante do custo final de ração. Ao usar pregão eletrônico, a Conab busca maior concorrência entre transportadoras e redução de valores contratados, o que tende a melhorar o custo efetivo do milho distribuído.[6]
Abaixo, um resumo das operações recentes de frete de milho pela Conab:
| Operação | Volume de milho | Mecanismo |
|---|---|---|
| Pregão atual | 16.000 t | Pregão eletrônico para transporte de estoques públicos[1] |
| Aviso de Frete 97/2024 | 9.500 t | Contratação com deságio médio de 17,03%[6] |
As ações de frete se somam a leilões de compra de milho em grãos para recompor estoques públicos, como operações de 50 mil toneladas da safra 2024/2025 anunciadas pela Conab e vinculadas à política de abastecimento nacional.[3]
O que observar daqui pra frente
Produtores e agroindústrias devem acompanhar o resultado do pregão, os valores médios de frete contratados e a programação de entrega do milho, pois isso impacta o custo da ração e a disponibilidade do grão em regiões atendidas pela Conab. A continuidade de operações de compra e frete, aliada à situação da safra de milho e ao mercado internacional, vai definir o grau de apoio dos estoques públicos à cadeia produtiva nos próximos meses.[3][6]
Fontes
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