Sustentabilidade

Conab e BNDES avançam com seleção de projetos do Amazônia Viva

Resultado preliminar da chamada Amazônia Viva indica quais projetos na Amazônia Legal seguem na disputa por R$ 80 milhões para produção sustentável.

19 de junho de 2026 4 min de leitura
Conab e BNDES avançam com seleção de projetos do Amazônia Viva

A Conab e o BNDES avançaram na análise das propostas da chamada pública Florestas e Comunidades: Amazônia Viva, etapa que define quais organizações seguem na disputa pelos recursos destinados à produção sustentável na Amazônia Legal. O programa, financiado pelo Fundo Amazônia, prevê R$ 80 milhões em apoio não reembolsável a projetos que integrem conservação, geração de renda e acesso a mercados.

O que aconteceu

Conab e BNDES divulgaram o resultado preliminar da análise das propostas enviadas à chamada Amazônia Viva, voltada a organizações da Amazônia Legal interessadas em estruturar cadeias produtivas sustentáveis. A etapa avalia documentação, aderência ao edital e critérios técnicos definidos pelas instituições.[3][5]

O programa integra o projeto "Florestas e Comunidades: Amazônia Viva", que recebeu R$ 96,6 milhões do Fundo Amazônia, sendo R$ 80 milhões para financiar diretamente projetos produtivos e o restante para apoio técnico, monitoramento e infraestrutura da Conab na região.[3][2] A chamada prevê recursos para pelo menos 32 projetos, com valores entre R$ 500 mil e R$ 2,5 milhões por iniciativa.[4][5]

As entidades que tiveram propostas analisadas incluem cooperativas, associações de agricultura familiar, povos indígenas, comunidades tradicionais, extrativistas e quilombolas com atuação comprovada na Amazônia Legal.[5] Após o resultado preliminar, o cronograma prevê possibilidade de recursos, consolidação do resultado final e assinatura dos contratos com as organizações selecionadas.

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Por que importa para o agro

Para o produtor da Amazônia Legal, o Amazônia Viva abre uma janela relevante de investimento em infraestrutura, beneficiamento e logística, pontos hoje críticos para a competitividade de cadeias como castanha, açaí, cacau nativo, óleos vegetais e pescado.[3][4][5] Com recursos a fundo perdido, cooperativas e associações conseguem financiar estruturas que dificilmente seriam acessadas via crédito rural convencional.

O programa também reforça a ponte entre sociobioeconomia, agricultura familiar e mercado, aproximando a produção de políticas públicas como o PAA e de compradores institucionais e privados.[3] Na prática, isso pode significar contratos mais estáveis, maior valor agregado por unidade produzida e diversificação de renda em áreas pressionadas pelo desmatamento.

Dados e contexto

  • Valor total do projeto com a Conab: R$ 96,6 milhões do Fundo Amazônia.[3]
  • Recursos para projetos produtivos: R$ 80 milhões em apoio não reembolsável.[3][2][5]
  • Número mínimo de projetos a serem apoiados: 32.[3][4][5]
  • Faixa de valor por projeto: R$ 500 mil a R$ 2,5 milhões.[4][5]
  • Público-alvo:
- Organizações da sociedade civil - Cooperativas e associações de agricultura familiar - Povos indígenas, comunidades quilombolas, povos e comunidades tradicionais, extrativistas e pescadores artesanais com atuação na Amazônia Legal.[5]

Os recursos podem financiar:

  • Máquinas e equipamentos para produção, beneficiamento e armazenagem.[5]
  • Obras e construções ligadas à infraestrutura produtiva e logística.[5]
  • Energia renovável e melhorias em transporte e escoamento.[4][5]
  • Assistência técnica e extensão rural (Ater) e pesquisa aplicada, até o limite de 50% do valor repassado por projeto.[5]
O desenho do programa prioriza gargalos típicos da região: longas distâncias até mercados, alta dependência de intermediários, perda de qualidade na pós-colheita e baixa padronização sanitária.[3][5] Ao fortalecer cooperativas e redes de organizações, o Amazônia Viva busca escalar modelos de produção de base florestal, com menor conversão de vegetação nativa e maior geração de valor local.[3]

O que observar daqui pra frente

Produtores e lideranças de cooperativas devem acompanhar o resultado final da seleção, os critérios de priorização e a distribuição territorial dos projetos, pontos que indicarão onde estarão os polos de investimento e demanda por matéria-prima. O desempenho dos projetos apoiados será decisivo para atrair novos aportes ao Fundo Amazônia e para consolidar modelos de negócio que unam conservação, renda e acesso a mercados na Amazônia Legal.

Fontes

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