Gestão

Conab levanta custos da mandioca e da laranja na Bahia

Painéis da Conab atualizam custos de produção de mandioca e laranja em polos baianos e vão embasar políticas públicas e decisões de produtores.

19 de setembro de 2026 4 min de leitura
Conab levanta custos da mandioca e da laranja na Bahia

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizou, entre 14 e 18 de setembro, painéis técnicos em cinco municípios da Bahia para atualizar os custos de produção de mandioca e laranja. O levantamento reúne preços de insumos, mão de obra e serviços e será usado em estudos oficiais, políticas públicas e programas de apoio ao produtor no estado.

O que aconteceu

Os painéis da Conab ocorreram em Cruz das Almas, Sapeaçu, Conceição do Almeida, Rio Real e Inhambupe, reunindo produtores, técnicos e representantes das cadeias de mandioca e laranja.[1][2] Em cada município, os participantes detalharam como produzem, quais insumos utilizam e quanto pagam por cada etapa.

Nos encontros, foram coletados coeficientes técnicos (quantidades de insumos por hectare) e preços locais de fertilizantes, defensivos, mão de obra, máquinas, equipamentos, serviços de colheita e transporte.[1][2][12] Essas informações alimentam a metodologia oficial de custos da Conab, que combina dados de campo com pesquisas de preços das superintendências regionais.[12]

Agora, os dados passam por análise e sistematização para integrar as planilhas de custos de produção disponíveis ao público.[1][8][9] A partir daí, passam a servir de referência para estudos econômicos, planejamento de safra e formulação de políticas voltadas às cadeias de mandioca e laranja na Bahia.[1][2][4]

Por que importa para o agro

Custos de produção atualizados ajudam o produtor a enxergar com mais clareza margem, ponto de equilíbrio e rentabilidade de cada cultura. Com a base da Conab, é possível comparar gasto por hectare, custo por tonelada e peso de cada insumo no resultado da lavoura, evitando decisões no escuro.[4][12][13]

Para o mercado e o governo, a informação padronizada da Conab sustenta programas de apoio, leilões e políticas de preços. Em laranja, por exemplo, o órgão já vem usando indicadores de custo para calibrar ações como PEP e Pepro em estados produtores.[10][14] Na mandioca, os estudos ajudam a orientar crédito, seguro rural e ações voltadas a agricultura familiar, importante na Bahia.[4][15]

Dados e contexto

A Conab mantém uma linha histórica de custos de produção para diversas culturas, incluindo mandioca e laranja, com planilhas públicas que detalham:

  • Insumos (sementes/mudas, fertilizantes, defensivos, embalagens)
  • Serviços (mão de obra, máquinas, colheita, transporte)
  • Custos fixos e variáveis
  • Juros de financiamento e despesas administrativas[3][4][8][14]
Na mandioca, estudos de propriedades típicas mostram que:
  • Custos variáveis podem responder por mais de 70% do custo total
  • Transporte de terceiros na colheita é um dos itens mais pesados
  • Em exemplo analisado, o custo chegou a cerca de R$ 357 por tonelada.[13]
Na laranja, as planilhas da Conab indicam forte peso de:
  • Insumos de manejo (fertilizantes e defensivos)
  • Mão de obra permanente e temporária
  • Serviços de colheita e transporte
Boletins hortigranjeiros mostram ainda que, para frutas, refrigeração pode representar de R$ 0,15 a R$ 0,20 para cada R$ 1,00 de fruta produzida.[5]

A Bahia é relevante nas duas cadeias. Dados estaduais recentes apontam produção de mandioca acima de 870 mil toneladas, com área colhida em torno de 109 mil hectares, e produtividade próxima de 8 toneladas por hectare.[15] Na laranja, o estado integra o grupo de produtores apoiados em ações de escoamento da safra 2026/27.[10]

O que observar daqui pra frente

Com a atualização dos custos, produtores baianos de mandioca e laranja ganham uma referência prática para ajustar manejo, negociar insumos e planejar investimentos. A partir da publicação das novas planilhas, vale acompanhar como fertilizantes, defensivos, mão de obra e transporte pesam no custo final, além de possíveis programas de apoio vinculados a esses dados. Quem usar essas informações na gestão tende a reagir melhor à volatilidade de preços e às mudanças nas políticas públicas.

Fontes

}
Compartilhar:

Continue lendo