Congresso ANDAV debate crédito mais restrito e margens apertadas no agro
Evento em São Paulo expõe crise de crédito, aumento das recuperações judiciais e pressão sobre investimentos no campo.
O Congresso ANDAV colocou no centro da agenda a piora do crédito rural e a pressão sobre a rentabilidade do produtor. Em São Paulo, participantes destacaram o avanço das recuperações judiciais, o aumento da inadimplência e a dificuldade maior para financiar a próxima safra.[1][3]
O que aconteceu
No segundo dia do evento, especialistas e representantes do setor discutiram o cenário do agronegócio brasileiro com foco em financiamento, gestão e distribuição de insumos. O diagnóstico foi direto: o crédito está mais restrito, as margens seguem apertadas e o produtor encontra mais barreiras para investir.[1][2]
A avaliação apresentada no congresso é que a crise de crédito já afeta toda a cadeia do agro, não apenas o campo. Entre os pontos citados, estão o aumento das recuperações judiciais e a queda no volume de recursos efetivamente tomados pelos produtores nos últimos anos.[1]
O evento também reuniu debates sobre tecnologia, inovação, serviços e gestão, com a leitura de que o setor precisa rever estratégias para enfrentar custos mais altos e um ambiente de negócios mais difícil.[2][3]
Por que importa para o agro
Quando o crédito aperta, o efeito chega rápido ao produtor. Fica mais difícil comprar insumos, fazer hedge, renovar máquinas e financiar tecnologia. Isso reduz a capacidade de reação em um período em que as margens já estão comprimidas por custos elevados.[1][2]
Para distribuidores, revendas e cooperativas, o cenário também pesa. Mais risco de inadimplência significa mais cautela nas vendas e menos espaço para prazos longos. Na prática, a cadeia inteira opera com maior pressão sobre capital de giro e planejamento financeiro.[1][3]
Dados e contexto
- O Congresso ANDAV 2026 reuniu especialistas em São Paulo para debater o futuro da agroeconomia brasileira.[3]
- A organização estimou cerca de 18 mil visitantes e congressistas na edição deste ano.[3]
- Nos debates, foi citado que 45% mais empresas estão negativadas em relação ao pico da pandemia.[1]
- Também foi mencionada a queda nos recursos efetivamente tomados pelos produtores ao longo dos últimos anos.[1]
| Tema | Leitura do evento |
|---|---|
| Crédito | Mais restrito e caro |
| Rentabilidade | Margens apertadas |
| Risco | Alta das recuperações judiciais |
| Investimento | Menor fôlego no campo |
O que observar daqui pra frente
Os próximos meses devem mostrar se o mercado vai conseguir destravar financiamento com mais segurança para quem produz e para quem distribui. Se a inadimplência seguir em alta, a tendência é de crédito mais seletivo, vendas mais travadas e adiamento de investimentos em tecnologia e expansão. Ao mesmo tempo, empresas com boa gestão financeira e controle de risco podem ganhar espaço em um ambiente mais exigente.
Fontes
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