Manejo

Controle de verminoses garante mais produtividade no rebanho

Manejo estratégico de verminoses reduz perdas de desempenho, melhora bem-estar animal e aumenta retorno econômico na pecuária.

17 de junho de 2026 4 min de leitura
Controle de verminoses garante mais produtividade no rebanho

Verminoses internas seguem entre os principais vilões da pecuária, reduzindo ganho de peso, fertilidade e imunidade do rebanho. O controle estratégico, aliado ao manejo de pastagens e ao acompanhamento técnico, é decisivo para transformar potencial genético em arrobas vendidas e melhorar o bem-estar dos animais.

O que aconteceu

Conteúdos recentes do Canal Rural reforçam que o controle de verminoses precisa ser planejado ao longo do ano, com foco em momentos estratégicos de maior desafio parasitário.[3][8] Estudos mostram que mais de 90% da carga parasitária está na pastagem, não nos animais, o que exige visão de sistema, e não apenas aplicação pontual de vermífugos.[3]

Técnicos em sanidade animal destacam três janelas críticas para tratamento: início do período chuvoso, fim das águas e metade da seca.[3] Em protocolos específicos, como o 5-8-11, são indicadas vermifugações em maio, agosto e novembro, para manter a carga de parasitas sob controle contínuo.[6]

Além da vermifugação, o manejo de pastagens, a rotação de categorias e a avaliação de fezes ajudam a ajustar doses, moléculas e frequência, evitando resistência e garantindo maior retorno por cabeça.[4][6]

Imagem

Por que importa para o agro

Verminoses subclínicas podem não matar, mas tiram desempenho: reduzem ganho médio diário, atrasam idade ao abate e aumentam o custo por arroba produzida. Em rebanhos comerciais, isso significa menos peso vendido e mais tempo de permanência do animal na fazenda, pressionando custo de manutenção e uso de pasto.[4][9]

Com margens apertadas, controlar parasitas é uma das formas mais baratas de ganhar produtividade. Protocolos estratégicos, aliados a produtos corretos e dosagem baseada em peso real, ajudam a converter pasto em carne de forma mais eficiente. Em alguns estudos, a adoção de programas bem desenhados gerou até 20 kg a mais por animal quando comparada a vermifugações esporádicas.[6][9]

Dados e contexto

  • Estima-se que mais de 95% da população de vermes esteja na pastagem, e apenas cerca de 5% dentro dos animais.[3]
  • A vermifugação estratégica foca períodos de maior risco: início e fim das chuvas e meio da seca.[3][4]
  • Protocolos como o 5-8-11 (maio, agosto, novembro) foram validados em estudos da UFMS em parceria com a indústria de saúde animal.[6]
  • Pesquisas com moxidectina indicam ganho adicional de até 20 kg por bovino em protocolos bem manejados, em comparação a controles menos frequentes.[6]
  • Exames de fezes auxiliam na contagem de ovos por grama, ajudando a ajustar moléculas e intervalos e a monitorar resistência de parasitas.[4]
Ponto-chave do manejoBenefício para o produtor
Tratamento em épocas estratégicasMenor contaminação da pastagem e redução de reinfecção
Pesagem pré-vermifugaçãoDosagem correta e menor risco de resistência
Rotação de princípios ativosMaior vida útil dos produtos e melhor eficácia
Manejo de pastagem e rotação de lotesMenor pressão parasitária sobre categorias mais sensíveis

O que observar daqui pra frente

Produtores devem revisar, junto ao veterinário ou técnico, se o calendário de vermifugação está alinhado ao regime de chuvas local e ao perfil de pastagens. Monitorar ganho de peso, condição corporal e resultados de exames de fezes ajuda a ajustar protocolos, evitando tanto o subtratamento quanto o excesso de aplicação, e mantendo o rebanho mais saudável, produtivo e competitivo.

Fontes

Compartilhar:

Continue lendo