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Crianças de Tupã trocam telas por atividades no campo

Três irmãs de Tupã transformaram o contato com a horta, os animais e a rotina rural em aprendizado, lazer e geração de renda.

11 de outubro de 2026 3 min de leitura
Crianças de Tupã trocam telas por atividades no campo

Três irmãs de uma família de trabalhadores rurais de Tupã, no interior de São Paulo, passaram a dividir o tempo entre as telas e as atividades no campo. A rotina inclui cuidados com a horta, contato com animais e passeios a cavalo. Para a família, a experiência combina lazer, aprendizado e uma aproximação prática com o agro.

O que aconteceu

As meninas acompanham os pais nas tarefas rurais e participam de atividades adequadas à idade. O trabalho na horta virou uma forma de conhecer o ciclo das plantas, observar o desenvolvimento dos alimentos e entender parte da rotina de produção.

Maria Helena Freitas Costa, de 10 anos, também encontrou uma oportunidade de geração de renda. Com uma pequena horta criada pelos pais, ela cultiva e vende os próprios produtos. A atividade aproxima a criança de noções básicas de produção, organização e comercialização.

A irmã mais nova, Maria Leonora Freitas de Castro, tem 3 anos. Ela acompanha as outras meninas, ajuda a cuidar das plantas e começa a andar a cavalo. As irmãs associam a vida no campo à tranquilidade, ao contato com a natureza e a uma rotina distante do uso contínuo de dispositivos eletrônicos.

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Por que importa para o agro

A experiência mostra como a agricultura familiar também funciona como espaço de formação. Crianças que participam da rotina rural desenvolvem contato direto com alimentos, animais, ferramentas, natureza e decisões simples de produção. Esse vínculo pode contribuir para a continuidade das atividades da família no futuro.

O caso também evidencia uma oportunidade de comunicação para o setor. A aproximação entre crianças e agro ajuda a reduzir a distância entre consumidores urbanos e a produção rural. Projetos educativos, visitas a propriedades e hortas escolares podem explicar como os alimentos são produzidos e quais cuidados envolvem a atividade.

Dados e contexto

Segundo o Censo Agropecuário 2017 do IBGE, o Brasil tinha 3,9 milhões de estabelecimentos classificados como agricultura familiar, equivalentes a 77% dos estabelecimentos agropecuários pesquisados. Essas unidades ocupavam cerca de 81 milhões de hectares e respondiam por 23% do valor total da produção dos estabelecimentos.

A Embrapa mantém o programa Embrapa & Escola, voltado a estudantes do ensino fundamental e médio. A iniciativa aproxima escolas, pesquisadores e produtores, com atividades sobre ciência, tecnologia agrícola, sustentabilidade e meio ambiente.

A participação infantil precisa ocorrer com supervisão dos responsáveis, sem substituir a escola e sem expor as crianças a máquinas, defensivos agrícolas, animais de risco ou tarefas incompatíveis com a idade. O aprendizado deve priorizar segurança, orientação e atividades recreativas.

O que observar daqui para frente

A experiência de Tupã pode inspirar outras famílias e escolas a criarem hortas, visitas orientadas e atividades de educação rural. O principal desafio é transformar o contato pontual com o campo em conhecimento contínuo, com segurança e acompanhamento. Para o produtor, iniciativas desse tipo também ajudam a fortalecer a sucessão familiar e a valorização da produção local.

Fontes

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