Tecnologia

Dia de Campo em Itapetininga reforça tecnologia e capacitação no agro paulista

Evento em Itapetininga reúne mais de 500 participantes e mostra como tecnologia e capacitação podem acelerar a profissionalização do agro paulista.

07 de setembro de 2026 4 min de leitura
Dia de Campo em Itapetininga reforça tecnologia e capacitação no agro paulista

Mais de 500 produtores, empresários e visitantes participaram da segunda edição do Dia de Campo em Itapetininga, interior de São Paulo, em evento organizado pelo Sindicato Rural em parceria com FAESP e SENAR.[1][7] O encontro trouxe demonstrações de tecnologias como drones e sistemas de inteligência artificial, além de palestras técnicas voltadas a pequenos e médios produtores, reforçando a profissionalização do agro na região.[1][7]

O que aconteceu

O Dia de Campo "A Força que Vem do Agro" reuniu produtores rurais, técnicos, estudantes e empresas ligadas ao agronegócio no espaço Kaikan, em Itapetininga.[7] A programação começou pela manhã, com credenciamento, abertura oficial e uma série de palestras sobre manejo, tecnologia, crédito e gestão de propriedade.[7]

A segunda edição ampliou a estrutura em relação ao ano anterior, com 46 estandes e 65 marcas apresentando insumos, máquinas, serviços financeiros, soluções de irrigação e ferramentas digitais para o campo.[7] O público pôde acompanhar demonstrações práticas de uso de drones, monitoramento de lavouras por imagem e soluções de IA para identificar pragas e falhas de plantio.[1][4]

Também houve espaço para networking entre produtores e empresas, com atendimento direto em estandes, consultoria técnica e discussão sobre tendências de mercado regional para culturas como soja, milho, trigo e pecuária de corte e leite.[7]

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Por que importa para o agro

Eventos como o Dia de Campo ajudam a encurtar a distância entre tecnologia disponível e a realidade da fazenda, sobretudo para pequenos e médios produtores que têm menos acesso a consultoria especializada. Drones, sensores e IA reduzem custos de monitoramento, antecipam problemas e permitem decisões mais precisas de manejo, o que impacta diretamente produtividade e margem.

Além disso, a presença de cooperativas, revendas, bancos e empresas de serviços fortalece a integração da cadeia. Em regiões como Itapetininga, com produção relevante de grãos e pecuária, melhorar a gestão de insumos, crédito e comercialização é chave para enfrentar períodos de preços mais apertados e custos elevados de fertilizantes e defensivos, apontados em estudos de Conab e Embrapa para a agricultura brasileira.

Dados e contexto

A região de Itapetininga integra o cinturão de grãos do interior paulista, com destaque para soja, milho e trigo, além de pecuária de corte e leite, segundo levantamentos da Conab e IBGE para o estado de São Paulo.

Nos últimos anos, o Brasil consolidou-se entre os maiores produtores e exportadores mundiais de soja e milho, com safras acima de 300 milhões de toneladas de grãos somando principais culturas, de acordo com dados recentes da Conab e USDA. Em estados mais tecnificados, o ganho de produtividade está diretamente ligado à adoção de manejo de precisão, agricultura digital e capacitação contínua.

Tecnologias apresentadas no evento, como drones para mapeamento de área, imagens multiespectrais e plataformas de IA, já são usadas em lavouras comerciais para:

  • Mapear falhas de plantio e problemas de stand
  • Identificar áreas com deficiência nutricional ou ataque de pragas
  • Otimizar aplicação localizada de defensivos e fertilizantes
  • Apoiar decisões de colheita e logística
IndicadorBrasil (referência Conab/IBGE)
Produção de grãosacima de **300 milhões t** nas últimas safras
Participação de pequenos e médios produtoresmais de **70%** das propriedades rurais

Esse perfil reforça a importância de ações coletivas de capacitação, como as feitas pelo SENAR e pelos sindicatos rurais, que levam conteúdo técnico aplicável à rotina da fazenda.

O que observar daqui pra frente

Para o produtor, o principal ponto é transformar demonstrações em implantação prática na propriedade: escolher tecnologias compatíveis com o tamanho da área, testar em talhões piloto e buscar apoio técnico de instituições como Embrapa, SENAR e cooperativas para ajustar manejo, custo e retorno. A ampliação de eventos desse tipo na região de Itapetininga tende a acelerar a adoção de agricultura digital, abrir oportunidades de negócios com empresas de tecnologia e fortalecer a posição do agro paulista em produtividade e competitividade.

Fontes

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