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Diferenças políticas expõem divisão entre líderes do agro de Mato Grosso

Elusmar Maggi Scheffer celebrou a reeleição de Lula, enquanto Blairo Maggi declarou apoio a Flávio Bolsonaro.

27 de outubro de 2026 3 min de leitura
Diferenças políticas expõem divisão entre líderes do agro de Mato Grosso

Elusmar Maggi Scheffer, sócio do Grupo Bom Futuro, comemorou a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva em um áudio compartilhado com amigos. A manifestação contrasta com o apoio declarado por Blairo Maggi a Flávio Bolsonaro. A divergência evidencia a divisão política entre empresários de uma das regiões mais relevantes do agronegócio brasileiro.

O que aconteceu

Áudios atribuídos a Elusmar Maggi Scheffer mostram o empresário celebrando o resultado da eleição presidencial com a frase “É tetra!”. Ele é acionista do Grupo Bom Futuro ao lado dos irmãos Eraí Maggi Scheffer e Fernando Maggi Scheffer.

O grupo opera cerca de 880 mil hectares na safra de grãos, segundo a matéria original. A empresa está entre os maiores conglomerados agrícolas de Mato Grosso, com atuação concentrada em produção de grãos, algodão e pecuária.

A posição de Elusmar contrasta com a de Blairo Maggi, ex-governador de Mato Grosso e ex-ministro da Agricultura. Em agosto, Blairo declarou voto em Flávio Bolsonaro em um vídeo publicado nas redes sociais. Poucas semanas antes, também havia aparecido ao lado de Renan Santos, candidato do partido Missão.

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Por que importa para o agro

A disputa política entre empresários do setor mostra que o agronegócio não atua como um bloco único nas eleições. Mesmo entre grupos com origem regional e interesses semelhantes, há avaliações diferentes sobre políticas econômicas, relações institucionais e prioridades para o campo.

As posições públicas também podem afetar a relação das empresas com governos estaduais e federal. Crédito rural, infraestrutura, seguro agrícola, tributação e comércio exterior dependem de decisões políticas que influenciam diretamente o custo e a rentabilidade da produção.

Para produtores e companhias, o principal efeito prático é a necessidade de manter diálogo institucional com diferentes forças políticas. A polarização pode aumentar riscos reputacionais, sobretudo quando declarações pessoais são associadas às empresas ou às famílias controladoras.

Dados e contexto

  • O Grupo Bom Futuro cultiva e administra cerca de 880 mil hectares na atual safra de grãos, conforme a reportagem.
  • A operação agrícola do grupo produz, em média, 1,3 milhão de toneladas de soja e 300 mil toneladas de algodão em pluma por safra, segundo informações anteriores do AgFeed.
  • Blairo Maggi comandou o Ministério da Agricultura durante o governo de Michel Temer.
  • O empresário também foi governador de Mato Grosso e senador pelo estado.
  • Em 2018, Blairo declarou voto em Jair Bolsonaro.
A família Maggi tem forte influência econômica e política em Mato Grosso. Além de atuar na produção agropecuária, seus integrantes participam de debates sobre infraestrutura, expansão agrícola, exportações e políticas públicas para o setor.

O que observar daqui para frente

A definição do novo governo deve orientar o posicionamento de lideranças do agro em temas como crédito, juros, logística, relações comerciais e regulação ambiental. O mercado deverá observar se as divergências políticas permanecerão no campo pessoal ou se influenciarão associações, empresas e negociações institucionais. Para o produtor, o foco continua sendo acompanhar medidas concretas que alterem custos, preços e acesso a financiamento.

Fontes

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