Sustentabilidade

Embrapa leva tecnologias sustentáveis a estudantes da UFS em Sergipe

Estudantes de Agronomia da UFS conheceram na prática tecnologias sustentáveis da Embrapa em Sergipe, aproximando universidade, pesquisa e campo.

21 de maio de 2026 4 min de leitura
Embrapa leva tecnologias sustentáveis a estudantes da UFS em Sergipe

Estudantes de Agronomia da Universidade Federal de Sergipe (UFS) visitaram unidades da Embrapa em Sergipe para conhecer, em campo, soluções sustentáveis para agricultura e pecuária. A ação aproxima universidade e pesquisa aplicada, formando profissionais mais preparados para levar tecnologias de baixo impacto ambiental ao produtor.

O que aconteceu

A visita reuniu alunos da UFS em áreas experimentais da Embrapa em Sergipe, onde pesquisadores apresentaram tecnologias voltadas à produção sustentável. O foco esteve em manejo racional de recursos, integração de sistemas produtivos e uso eficiente do solo e da água.

Os estudantes acompanharam demonstrações de práticas que reduzem impacto ambiental, como sistemas integrados de produção, uso de forrageiras adaptadas ao semiárido, manejo de solo para aumento de matéria orgânica e técnicas para melhoria da pastagem. Também foram apresentados trabalhos em agricultura digital e monitoramento de áreas produtivas.

O grupo teve contato direto com pesquisadores e bolsistas, que explicaram como resultados de pesquisa são transformados em recomendações técnicas e protocolos adotados por produtores e extensionistas. A atividade reforçou a importância dos estágios, da iniciação científica e da formação continuada para quem pretende atuar no agronegócio.

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Por que importa para o agro

A aproximação entre Embrapa e universidades públicas acelera a entrada de tecnologias sustentáveis no campo, especialmente em estados com forte presença de pequenos e médios produtores, como Sergipe. Quando o futuro engenheiro agrônomo conhece na graduação soluções testadas em condições locais, tende a recomendar práticas mais eficientes e adaptadas à realidade regional.

Para o produtor, isso significa assistência técnica melhor qualificada e alinhada a temas como recuperação de pastagens, uso racional de insumos, aumento de produtividade por área e redução de custos. A formação de profissionais com visão integrada de solo, planta, animal e clima é estratégica para manter o agro competitivo sem ampliar a pressão sobre novos biomas.

Dados e contexto

Segundo a Embrapa, tecnologias de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) podem elevar em até 30% a produtividade de sistemas de pecuária, com melhor uso de áreas já abertas. Estudo da Rede ILPF indica que propriedades que adotam o sistema têm maior eficiência no uso de fertilizantes e melhor balanço de carbono.

O Atlas da Agropecuária Brasileira, da Embrapa e MapBiomas, mostra que o Brasil tem mais de 160 milhões de hectares de pastagens, parte delas degradadas ou em degradação. Para Sergipe, onde a pecuária é relevante na renda de pequenos produtores, tecnologias de recuperação de pastagens e uso de forrageiras adaptadas são decisivas.

A Conab estima que a produtividade média de grãos no país cresceu mais de 250% em 30 anos, enquanto a área plantada aumentou muito menos, resultado direto de pesquisa e transferência de tecnologia. A participação de universidades federais na formação de quadros técnicos que entendem e aplicam esse pacote tecnológico é um elo central dessa engrenagem.

Programas de bolsa e de iniciação científica, como os mantidos pela Embrapa em parceria com instituições de ensino, também ajudam a fixar talentos na região, gerando soluções para desafios locais, como convivência com o semiárido, manejo de recursos hídricos e adaptação às mudanças climáticas.

O que observar daqui pra frente

A continuidade de parcerias entre Embrapa, UFS e outras instituições do Nordeste tende a ampliar a adoção de tecnologias sustentáveis na base produtiva, especialmente em sistemas de pecuária e agricultura familiar. Oportunidades estão em programas de capacitação, dias de campo, estágios e projetos de extensão voltados a recuperação de áreas degradadas, maior eficiência no uso de insumos e digitalização da produção. Para o produtor, acompanhar essas ações e se aproximar de órgãos de pesquisa e universidades pode garantir acesso antecipado a soluções que reduzem custo, risco climático e pressão ambiental.

Fontes

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