Sustentabilidade

Estudo aponta contaminação em toda a extensão do rio Tietê

Levantamento mostra melhora pontual, mas a água do Tietê segue imprópria em grande parte do curso e preocupa também o agro.

25 de junho de 2026 3 min de leitura
Estudo aponta contaminação em toda a extensão do rio Tietê

A qualidade da água do rio Tietê continua preocupante ao longo de praticamente todo o seu curso. O estudo anual da SOS Mata Atlântica mostra redução da mancha de poluição, mas também revela perda de água de boa qualidade e persistência de trechos críticos.

O que aconteceu

O levantamento Observando o Tietê apontou que a extensão de água imprópria para usos múltiplos caiu de 207 km em 2024 para 174 km em 2025, uma redução de 15,9%. Mesmo assim, apenas um ponto analisado apresentou água de boa qualidade, o que confirma a fragilidade do rio.[1][4]

No trecho entre Salesópolis e Barra Bonita, que concentra os primeiros 576 km do Tietê, o relatório registrou 120 km com qualidade ruim e 54 km péssimos. A água considerada boa ficou restrita a 34 km, queda forte em relação ao ano anterior.[1][4]

A maior parte dos pontos monitorados segue nas faixas regular, ruim ou péssima. Isso mostra que a melhora pontual não alterou o quadro geral de degradação hídrica.[1][4]

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Por que importa para o agro

Para o agro, a situação afeta captação de água, irrigação, dessedentação animal e atividades que dependem de qualidade mínima do recurso hídrico. Em bacias com pressão urbana e industrial, a água contaminada aumenta risco operacional e custo de tratamento.[3][6]

A degradação também pesa sobre a imagem ambiental da cadeia produtiva no interior paulista. Em regiões próximas ao Tietê, produtores, cooperativas e agroindústrias convivem com mais exigência por gestão hídrica, controle de efluentes e eficiência no uso da água.[2][4]

Dados e contexto

IndicadorDado
Extensão monitorada**576 km**
Mancha de poluição em 2024**207 km**
Mancha de poluição em 2025**174 km**
Variação anual**-15,9%**
Pontos com água boa**1 ponto**
Trechos ruins no alto Tietê**120 km**
Trechos péssimos no alto Tietê**54 km**

A SOS Mata Atlântica atribui o monitoramento à campanha anual sobre a saúde do rio. O estudo mais recente também reforça que a melhora em alguns segmentos não compensou a perda de qualidade em outros trechos.[1][2]

O que observar daqui pra frente

O foco agora deve ficar em saneamento, fiscalização e controle de lançamentos ao longo da bacia. Se a recuperação não avançar de forma contínua, o rio seguirá vulnerável a novos episódios de contaminação, com efeito direto sobre usos produtivos e custo ambiental para toda a região.[2][4]

Fontes

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