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Estudo avalia integração ferroviária entre Sul e Mato Grosso do Sul

Projeto analisa uma malha ferroviária integrada entre os estados do Sul e Mato Grosso do Sul para reduzir custos e melhorar o escoamento agrícola.

07 de outubro de 2026 4 min de leitura
Estudo avalia integração ferroviária entre Sul e Mato Grosso do Sul

Um estudo contratado pelo Rio Grande do Sul vai analisar a viabilidade de uma malha ferroviária integrada entre Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. A proposta busca melhorar o transporte de grãos, carnes, fertilizantes e produtos industrializados, com impacto direto nos custos logísticos do agronegócio.

O que aconteceu

O trabalho foi estruturado pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), em parceria com o Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul). A análise deverá considerar as ferrovias existentes, possíveis novos ramais e as conexões com portos e centros produtores.

A iniciativa pretende criar uma base técnica para definir alternativas de integração da chamada Malha Sul Ampliada. O estudo deve avaliar aspectos estratégicos, operacionais, econômicos, financeiros, institucionais e regulatórios do sistema ferroviário nos quatro estados.

A consultoria responsável terá prazo de dez meses para concluir os trabalhos. A previsão é que resultados preliminares sejam apresentados ainda em 2026, ajudando os governos estaduais a negociar soluções com a União e empresas do setor.

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Por que importa para o agro

A produção agrícola do Sul depende de uma combinação de rodovias, ferrovias e portos. Quando a malha ferroviária opera de forma limitada ou sem integração, aumenta a dependência dos caminhões, os custos de frete e a exposição dos produtores às condições das estradas e ao preço do diesel.

Uma rede conectada pode ampliar o uso de trens em longas distâncias e facilitar o acesso a terminais de exportação. Para o agronegócio, isso pode melhorar a competitividade de soja, milho, trigo, arroz, carnes e produtos industrializados, além de reduzir gargalos nos períodos de colheita.

O projeto também pode aproximar áreas produtoras do Mato Grosso do Sul dos portos do Sul. A conexão com Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul abriria alternativas logísticas, diminuindo a concentração de cargas em poucos corredores de exportação.

Dados e contexto

  • A proposta envolve quatro estados: Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul.
  • O projeto da Nova Ferroeste, conduzido pelo Paraná, prevê 1.567 quilômetros de trilhos entre Maracaju (MS) e o Porto de Paranaguá.
  • O Mato Grosso do Sul possui cerca de 375 quilômetros da Malha Norte e 1.243 quilômetros da Malha Oeste, segundo diagnóstico logístico estadual.
  • Em 2020, a Malha Norte movimentou 26,2 milhões de toneladas. Mais de 80% desse volume apenas passou pelo território sul-mato-grossense, com origem principalmente em Mato Grosso e destino ao Porto de Santos.
  • A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) acompanha os estudos e os processos relacionados à concessão e à operação da Malha Sul.
A integração não depende apenas da construção de novos trilhos. Também exige recuperação de trechos, modernização de terminais, conexão entre bitolas, aumento da capacidade operacional e regras que garantam acesso aos diferentes usuários.

O que observar daqui para frente

Os principais pontos serão o traçado escolhido, o aproveitamento das linhas existentes e o modelo de financiamento. A implantação pode enfrentar restrições ambientais, custos elevados, conflitos regulatórios e baixa capacidade de alguns trechos. Para o produtor, a oportunidade está na criação de rotas mais previsíveis e competitivas, mas os ganhos dependerão de obras concluídas, terminais eficientes e operação regular.

Fontes

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