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Etanol cai em 22 estados e no DF, aponta ANP

Preço médio do etanol recua no país, com queda em 22 estados e no DF; em São Paulo, litro chegou a R$ 3,63 na semana analisada.

17 de agosto de 2026 3 min de leitura
Etanol cai em 22 estados e no DF, aponta ANP

O preço do etanol hidratado recuou na maior parte do país na semana de 2 a 8 de agosto. Segundo levantamento da ANP, compilado pela AE-Taxas, a queda ocorreu em 22 estados e no Distrito Federal. A baixa ajuda a reduzir a pressão sobre o custo do combustível e mexe com a decisão de consumo entre etanol e gasolina.

O que aconteceu

A média nacional do litro passou de R$ 4,00 para R$ 3,94, com recuo semanal de 1,50%. Houve alta apenas em Mato Grosso do Sul, estabilidade em Espírito Santo e Roraima, e ausência de cotação no Amapá.

Em São Paulo, principal estado produtor e consumidor, o preço médio caiu 1,89%, para R$ 3,63 por litro. O menor valor encontrado em postos pesquisados foi de R$ 2,77 por litro, também em São Paulo. Já o maior preço médio estadual ficou em Roraima, com R$ 5,41.

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Por que importa para o agro

O etanol tem peso direto na cadeia sucroenergética. Quando o preço ao consumidor recua, a demanda pode ganhar fôlego em regiões onde o biocombustível ainda compete com a gasolina. Isso afeta usinas, distribuidores e a formação de receita no mercado de cana.

Para o produtor, a sinalização de preços mais baixos no varejo também indica ambiente de mercado mais pressionado no curto prazo. A competitividade do etanol influencia o mix de produção das usinas entre açúcar e biocombustível, uma decisão central para a rentabilidade do setor.

Dados e contexto

IndicadorDado
Variação semanal nacional**-1,50%**
Preço médio nacional**R$ 3,94/litro**
Estados com queda**22**
Estados com alta**1**
Estados estáveis**2**
Menor preço médio estadual**São Paulo: R$ 3,63/litro**
Maior preço médio estadual**Roraima: R$ 5,41/litro**

A ANP é a referência oficial do acompanhamento semanal de preços de combustíveis no país. O levantamento mostra tendência de queda disseminada, com maior alívio concentrado no maior mercado consumidor do etanol, São Paulo.

O que observar daqui pra frente

O mercado vai seguir de olho na relação de preço entre etanol e gasolina, que define a atratividade do biocombustível para o motorista. Também importa acompanhar a oferta de cana, o ritmo de produção das usinas e a reação da demanda nas próximas semanas. Se a queda continuar, o efeito pode chegar ao consumo final e à estratégia comercial do setor sucroenergético.

Fontes

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