Etanol cai em 22 estados e no DF, aponta ANP
Preço médio do etanol recua no país, com queda em 22 estados e no DF; em São Paulo, litro chegou a R$ 3,63 na semana analisada.
O preço do etanol hidratado recuou na maior parte do país na semana de 2 a 8 de agosto. Segundo levantamento da ANP, compilado pela AE-Taxas, a queda ocorreu em 22 estados e no Distrito Federal. A baixa ajuda a reduzir a pressão sobre o custo do combustível e mexe com a decisão de consumo entre etanol e gasolina.
O que aconteceu
A média nacional do litro passou de R$ 4,00 para R$ 3,94, com recuo semanal de 1,50%. Houve alta apenas em Mato Grosso do Sul, estabilidade em Espírito Santo e Roraima, e ausência de cotação no Amapá.
Em São Paulo, principal estado produtor e consumidor, o preço médio caiu 1,89%, para R$ 3,63 por litro. O menor valor encontrado em postos pesquisados foi de R$ 2,77 por litro, também em São Paulo. Já o maior preço médio estadual ficou em Roraima, com R$ 5,41.
Por que importa para o agro
O etanol tem peso direto na cadeia sucroenergética. Quando o preço ao consumidor recua, a demanda pode ganhar fôlego em regiões onde o biocombustível ainda compete com a gasolina. Isso afeta usinas, distribuidores e a formação de receita no mercado de cana.
Para o produtor, a sinalização de preços mais baixos no varejo também indica ambiente de mercado mais pressionado no curto prazo. A competitividade do etanol influencia o mix de produção das usinas entre açúcar e biocombustível, uma decisão central para a rentabilidade do setor.
Dados e contexto
| Indicador | Dado |
|---|---|
| Variação semanal nacional | **-1,50%** |
| Preço médio nacional | **R$ 3,94/litro** |
| Estados com queda | **22** |
| Estados com alta | **1** |
| Estados estáveis | **2** |
| Menor preço médio estadual | **São Paulo: R$ 3,63/litro** |
| Maior preço médio estadual | **Roraima: R$ 5,41/litro** |
A ANP é a referência oficial do acompanhamento semanal de preços de combustíveis no país. O levantamento mostra tendência de queda disseminada, com maior alívio concentrado no maior mercado consumidor do etanol, São Paulo.
O que observar daqui pra frente
O mercado vai seguir de olho na relação de preço entre etanol e gasolina, que define a atratividade do biocombustível para o motorista. Também importa acompanhar a oferta de cana, o ritmo de produção das usinas e a reação da demanda nas próximas semanas. Se a queda continuar, o efeito pode chegar ao consumo final e à estratégia comercial do setor sucroenergético.
Fontes
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