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Evento no RS impulsiona Indicações Geográficas para produtos agro em todo o Brasil

Encontro em Porto Alegre reúne produtores para expandir Indicações Geográficas, valorizando produtos regionais e abrindo mercados nacionais e internacionais.

09 de maio de 2026 2 min de leitura
Evento no RS impulsiona Indicações Geográficas para produtos agro em todo o Brasil

O 1º Encontro Nacional de Indicações Geográficas (IGs) ocorreu em Porto Alegre (RS) nos dias 7 e 8 de maio de 2026. Produtores, entidades e governo debateram estratégias para expandir IGs, reconhecendo a origem e qualidade única de produtos agro. A iniciativa visa agregar valor e competitividade a cadeias produtivas regionais.

O que aconteceu

O evento reuniu cerca de 200 participantes de 15 estados. Palestras abordaram cases de sucesso como queijo do Rodel da Serra e mel de Gramado, ambos com IG registrada pelo INPI. O Sebrae/RS e a Emater/RS coordenaram painéis sobre registro, marketing e exportação.

Autoridades do MAPA anunciaram linha de crédito específica para IGs via Pronaf. Produtores compartilharam desafios como burocracia no registro e falta de estrutura para certificação. O encontro terminou com plano de ação nacional para 2027.

Por que importa para o agro

IGs elevam o preço de venda em até 30%, segundo estudo do Sebrae. Produtores ganham diferencial competitivo em mercados premium, reduzindo dependência de commodities. No RS, 12 produtos já têm IG, gerando R$ 500 milhões anuais.

A expansão nacional fortalece cadeias curtas e turismo rural. Exportadores acessam nichos internacionais, como vinhos com IG para Europa e Ásia, ampliando receitas e sustentabilidade.

Dados e contexto

ProdutoEstadoValor Agregado Anual
Queijo Rodel da SerraRSR$ 50 milhões
Mel de GramadoRSR$ 20 milhões
Café do CerradoMGR$ 1 bilhão

INPI registra 52 IGs no agro brasileiro até 2026. Comparado à França (800 IGs), o Brasil tem potencial de crescimento. Embrapa apoia com pesquisas em 20 regiões.

O que observar daqui pra frente

Acompanhe o plano nacional de 2027 para novos registros de IGs. Produtores devem investir em certificação coletiva para acessar créditos do Pronaf. Riscos incluem concorrência desleal sem fiscalização rigorosa; oportunidades surgem em exportações para UE, que exige rastreabilidade.

Fontes

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