Sustentabilidade

Expointer 2026 une genética de ponta e primeira edição carbono neutro

49ª Expointer foca em genética animal e estreia modelo de feira carbono neutro, reforçando tecnologia e sustentabilidade no agro gaúcho.

01 de setembro de 2026 4 min de leitura
Expointer 2026 une genética de ponta e primeira edição carbono neutro

A 49ª Expointer, em Esteio (RS), chega com dois eixos claros: genética animal de alto nível e a estreia da feira como evento carbono neutro, com compensação integral das emissões de gases de efeito estufa. A novidade coloca o parque Assis Brasil na rota de feiras sustentáveis e reforça a imagem do agro gaúcho como vitrine de tecnologia, inclusão produtiva e responsabilidade ambiental.

O que aconteceu

A Expointer 2026 foi lançada no Palácio Piratini como a maior feira agropecuária da América Latina, com programação de 29 de agosto a 6 de setembro focada em genética animal, tecnologia e agricultura familiar. A organização confirmou que todas as etapas da feira, da montagem à desmontagem, terão suas emissões monitoradas e compensadas por créditos de carbono certificados.

O governo do Rio Grande do Sul firmou parceria com a Secretaria de Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) e a empresa CRVR, responsável por quantificar fontes de emissão como consumo de energia e água, transporte de animais e geração de resíduos. A meta é entregar um inventário completo em toneladas de CO₂ equivalente (tCO₂e) e neutralizar o impacto com base em metodologias como o GHG Protocol.

Ao mesmo tempo, a feira mantém seu papel tradicional como palco de genética de bovinos, ovinos e outras espécies, com forte presença de cabanhas seletivas, programas de melhoramento e testes de DNA para identificação precoce de características como qualidade de carne, produção de leite e eficiência alimentar.

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Por que importa para o agro

Para o produtor, a combinação de genética avançada com a agenda de carbono neutro sinaliza o rumo do mercado: produtividade aliada à rastreabilidade ambiental. Quem investe em animais superiores, manejo eficiente e baixa emissão tende a estar melhor posicionado para acessar nichos como carnes de baixo carbono e programas de bonificação.

No nível de cadeia, a feira funciona como vitrine de soluções tecnológicas e de protocolos de medição de emissões, muitos desenvolvidos ou validados com apoio de instituições como Embrapa Pecuária Sul. Isso ajuda a consolidar padrões para certificação de propriedades, dando mais segurança a frigoríficos, cooperativas e indústrias que buscam comprovar a pegada de carbono de seus produtos.

Dados e contexto

  • Período da feira: 29 de agosto a 6 de setembro, em Esteio (RS).
  • Edição: 49ª Expointer, considerada uma das maiores feiras agropecuárias da América Latina.
  • Carbono neutro: todas as emissões de gases de efeito estufa (GEE) da feira serão calculadas e compensadas.
  • Metodologia: uso de inventário de emissões e conversão em tCO₂e, com base em protocolos reconhecidos internacionalmente, como o GHG Protocol.
  • Créditos de carbono: origem em projetos de tratamento de resíduos sólidos urbanos e captura de GEE, com certificação reconhecida.
  • Foco produtivo: genética animal, tecnologia, agricultura familiar e inclusão produtiva.
PilarDestaque na Expointer 2026
Genética animalTestes de DNA, programas de melhoramento, seleção de raças e eficiência produtiva
SustentabilidadeNeutralização de emissões, uso de créditos de carbono, inventário de GEE
TecnologiaSoluções para monitoramento, manejo, automação e rastreabilidade
Agricultura familiarEspaços de comercialização, exposição de produtos e integração à cadeia

Instituições como Embrapa vêm desenvolvendo protocolos de carne de baixo carbono e carbono neutro, que podem ser testados e ajustados às condições do Sul dentro da própria feira, aproximando pesquisa e prática de campo.

O que observar daqui pra frente

Produtores e empresas devem acompanhar como a experiência de carbono neutro da Expointer se traduz em critérios de mercado, selos de certificação e exigências contratuais. A tendência é que modelos de inventário de emissões aplicados à feira migrem para fazendas, cooperativas e indústrias, abrindo oportunidades para quem já investe em genética eficiente, manejo de pastagens, integração lavoura-pecuária e uso de dados para reduzir a pegada ambiental.

Fontes

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