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Exportação de ovos processados bate recorde em julho de 2023

Em julho de 2023, o Brasil registrou recorde histórico nas exportações de ovos processados, consolidando o produto como nova frente de receita para a cadeia de postura.

15 de agosto de 2026 4 min de leitura
Exportação de ovos processados bate recorde em julho de 2023

Em julho de 2023, os embarques brasileiros de ovos processados alcançaram o melhor resultado da série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), iniciada em 1997, impulsionando a receita das granjas e consolidando o produto como frente relevante no mercado internacional. O desempenho reforça o movimento de diversificação das exportações de ovos, que deixam de depender apenas do produto in natura.

O que aconteceu

As vendas externas de ovos iniciaram o segundo semestre de 2023 em forte alta, sustentadas pelo avanço expressivo dos produtos industrializados entre junho e julho. Essa categoria registrou o maior volume já embarcado para um mês de julho desde o começo da série da Secex, indicando mudança de patamar na participação dos processados na pauta de exportação.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) vem apontando crescimento acelerado das exportações de ovos, somando in natura e processados. Em 2023, o Brasil embarcou cerca de 25,4 mil toneladas, alta de 168% sobre 2022, com receita próxima de US$ 63,2 milhões, aumento de 182% em relação ao ano anterior. O recorde de julho se encaixa nesse ciclo de expansão.

O avanço dos processados ocorre em paralelo a uma reorganização dos destinos. Mercados como Japão, Chile e Estados Unidos têm ampliado compras de ovos brasileiros, com maior peso para produtos com maior valor agregado, como ovoprodutos líquidos, em pó e pasteurizados.

Por que importa para o agro

Para o produtor de postura comercial, o fortalecimento dos ovos processados abre espaço para contratos mais previsíveis, maior valor por unidade de produto e utilização mais eficiente de excedentes de produção. Em vez de disputar apenas o mercado interno de ovos frescos, as granjas passam a acessar indústrias de alimentos, panificação e serviços de alimentação em outros países.

A expansão da exportação ajuda a diluir custos fixos, melhora a rentabilidade em ciclos de preço baixo no mercado doméstico e reduz a dependência de consumo interno. Ao mesmo tempo, granjas e plantas de processamento precisam investir em padrões sanitários, rastreabilidade e certificações, alinhados às exigências de importadores e de auditorias oficiais.

Dados e contexto

  • Série histórica da Secex para ovos processados começa em 1997, e julho de 2023 foi o melhor julho já registrado.
  • Em 2023, o Brasil exportou cerca de 25,4 mil toneladas de ovos (in natura e processados), 168% acima de 2022.
  • A receita de exportação de ovos em 2023 foi próxima de US$ 63,2 milhões, aumento de 182% sobre o ano anterior.
  • Relatórios de mercado apontam crescimento superior a 170% nos embarques de ovos ao longo de 2023, considerando todo o ano.
  • Países como Japão, Chile e Estados Unidos figuram entre os principais compradores, com aumento forte nas compras de ovoprodutos.
Esses números se somam ao desempenho interno da cadeia. Segundo o IBGE, o valor de produção de ovos de galinha atingiu cerca de R$ 30,4 bilhões em 2023, com produção recorde próxima de 5 bilhões de dúzias, evidenciando capacidade de oferta suficiente para atender mercado interno e externo.
Indicador (2023)Estimativa/variação

| Exportações totais de ovos | ~25,4 mil t (+168% vs 2022) | | Receita com exportação de ovos | ~US$ 63,2 mi (+182% vs 2022) | | Produção interna de ovos (IBGE) | ~5 bilhões de dúzias | | Valor da produção de ovos | ~R$ 30,4 bilhões |

O que observar daqui pra frente

A continuidade desse movimento depende da manutenção da competitividade brasileira em custos de produção, da estabilidade sanitária dos plantéis e das negociações de acesso a mercados com exigência elevada. Para o produtor e para a indústria, vale acompanhar câmbio, preços de milho e farelo de soja, ritmo de compras de Japão, Chile e Estados Unidos e possíveis ajustes regulatórios de países importadores, que podem abrir novas oportunidades ou limitar o ritmo de crescimento dos ovos processados.

Fontes

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