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Exportações do agro avançam e reforçam peso do Brasil no comércio mundial

Exportações do agronegócio sobem no ano, batem recordes em meses-chave e consolidam o campo como motor do superávit da balança comercial brasileira.

13 de setembro de 2026 4 min de leitura
Exportações do agro avançam e reforçam peso do Brasil no comércio mundial

As exportações do agronegócio brasileiro vêm em trajetória de alta ao longo do ano, com recordes em meses-chave e crescimento no acumulado, consolidando o campo como principal responsável pelo superávit da balança comercial. O movimento é puxado por maior volume embarcado de grãos, carnes e produtos do complexo soja, além de demanda firme da Ásia, especialmente da China.

O que aconteceu

Levantamentos recentes mostram que o faturamento com vendas externas do agro atingiu patamares históricos em 2025 e 2026, com o setor ultrapassando US$ 160 bilhões anuais e respondendo por quase metade de tudo que o país exporta.[11][12] Em abril e julho, os embarques bateram recorde para esses meses, com receitas acima de US$ 16 bilhões.[1][9][13]

O crescimento vem principalmente do maior volume exportado, e não de preços mais altos. Em semestres recentes, o volume embarcado subiu mais de 7%, enquanto o preço médio em dólar recuou levemente, mostrando que a competitividade do Brasil está ligada à safra cheia e à eficiência logística.[8][11] Produtos como soja em grão, óleo de soja, milho, carnes bovina, suína e de frango, além de algodão e farelo de soja, aparecem entre os principais destaques em crescimento de volume.[8][10]

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Por que importa para o agro

Para o produtor, o cenário de exportações firmes significa escoamento da safra e maior previsibilidade de demanda, ajudando a formar preços internos e contratos de longo prazo com tradings e frigoríficos. Mesmo com oscilações de câmbio e prêmios nos portos, o avanço dos embarques tende a sustentar a renda no campo e dar fôlego para investimentos em tecnologia e manejo.

Na cadeia como um todo, o crescimento das vendas externas consolida o Brasil como fornecedor estratégico de alimentos e fibras, especialmente para a Ásia. A participação da China nas compras do agro brasileiro continua elevada, em torno de um terço do faturamento em alguns semestres, o que reforça a importância de diversificar mercados e produtos para reduzir riscos de concentração.[8][6][7]

Dados e contexto

Nos últimos anos, o Ministério da Agricultura (MAPA) e a Secretaria de Comércio Exterior registraram sucessivos recordes:

  • Exportações do agro em 2025: cerca de US$ 169 bilhões, alta próxima de 3% sobre o ano anterior.[11][12]
  • Participação do agro nas exportações totais do Brasil: cerca de 48% em 2025.[12]
  • Safra recorde 2024/25 acima de 350 milhões de toneladas, ajudando a puxar os volumes exportados.[11]
  • Em julho de 2024, o agro bateu US$ 15 bilhões no mês, com crescimento de 3,2% no acumulado de 12 meses.[5]
  • Em agosto de 2024, as vendas externas somaram cerca de US$ 14 bilhões, com 12 meses fechando em torno de US$ 166 bilhões.[6][7][14]
Em 2026, os dados de Cepea/Esalq mostram avanço adicional:
Indicador (1º semestre 2026)Variação vs. 2025
Faturamento das exportações**+6,2%**[8]
Volume exportado**+7,5%**[8]
Preço médio em dólar**-1,2%**[8]

Esse desempenho reforça o papel do agro como principal gerador de divisas do país, ajudando a segurar o câmbio e a balança comercial em anos de maior volatilidade global.

O que observar daqui pra frente

Os próximos meses exigem atenção a três frentes: ritmo da demanda da China e de outros importadores asiáticos, eventual desaceleração global que possa afetar preços internacionais e custos de produção internos, especialmente insumos ligados ao dólar. Para quem produz, acompanhar os relatórios de Conab, USDA, Cepea e MAPA, além dos movimentos de câmbio e frete, será essencial para ajustar estratégia de comercialização, travar preços quando houver oportunidade e proteger margens em um mercado cada vez mais integrado ao cenário externo.

Fontes

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