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Faesp cobra respeito às urnas e reforça agenda do agro paulista

Federação reconhece o resultado eleitoral e cobra equilíbrio fiscal, juros menores, segurança jurídica e simplificação tributária.

26 de outubro de 2026 3 min de leitura
Faesp cobra respeito às urnas e reforça agenda do agro paulista

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) reconheceu o resultado das eleições presidenciais de 2026 e cobrou do governo eleito medidas para melhorar o ambiente de negócios. A entidade defende controle dos gastos públicos, redução sustentável dos juros, simplificação tributária e segurança jurídica no campo.

O que aconteceu

Em nota, a Faesp afirmou que respeitar a decisão do eleitorado é um princípio democrático. A entidade também avaliou que o resultado das urnas exige diálogo com diferentes setores da sociedade e atenção às demandas dos eleitores que não apoiaram a candidatura vencedora.

Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para a federação, a votação apertada indica a necessidade de ampliar a interlocução com o setor produtivo e adotar medidas voltadas à eficiência do Estado.

A Faesp reforçou a defesa de um “Plano Brasil”, com foco no fortalecimento da iniciativa privada, na previsibilidade das regras e na redução dos obstáculos que dificultam investimentos e crescimento econômico.

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Por que importa para o agro

Juros elevados encarecem o crédito rural, dificultam a compra de máquinas e reduzem a capacidade de investimento das propriedades. Uma política econômica que permita a queda sustentável das taxas pode melhorar o acesso a financiamentos e aliviar os custos de produção.

A simplificação tributária também é uma prioridade para a cadeia agropecuária. A Faesp defende mudanças que reduzam a complexidade dos impostos sem elevar a carga sobre produtores, cooperativas, agroindústrias e transportadores.

A entidade considera o direito de propriedade e a estabilidade das normas condições básicas para a segurança no campo. Sem previsibilidade jurídica, projetos de expansão, armazenagem, irrigação e adoção tecnológica tendem a ser adiados.

Dados e contexto

  • Resultado eleitoral: Lula obteve 51,79% dos votos válidos; Flávio Bolsonaro, 48,21%, conforme o TSE.
  • Prioridade fiscal: controle dos gastos públicos e combate à ineficiência administrativa.
  • Crédito: criação de condições macroeconômicas para reduzir os juros de forma sustentável.
  • Tributação: simplificação do sistema sem aumento da carga sobre o setor produtivo.
  • Segurança no campo: garantia do direito de propriedade e previsibilidade jurídica.
A agenda apresentada pela Faesp se relaciona diretamente às decisões de política econômica e agrícola do governo federal. Medidas sobre crédito, infraestrutura, tributação e regulação afetam desde a compra de insumos até a comercialização da produção.

O que observar daqui para frente

O principal ponto será a capacidade do governo de transformar as reivindicações em medidas concretas. Produtores devem acompanhar as regras do crédito rural, a regulamentação tributária, o comportamento dos juros e eventuais mudanças na legislação fundiária e ambiental. A Faesp sinalizou que manterá a articulação institucional para pressionar por políticas voltadas à produção e ao investimento.

Fontes

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