Faesp cobra respeito às urnas e reforça agenda do agro paulista
Federação reconhece o resultado eleitoral e cobra equilíbrio fiscal, juros menores, segurança jurídica e simplificação tributária.
A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) reconheceu o resultado das eleições presidenciais de 2026 e cobrou do governo eleito medidas para melhorar o ambiente de negócios. A entidade defende controle dos gastos públicos, redução sustentável dos juros, simplificação tributária e segurança jurídica no campo.
O que aconteceu
Em nota, a Faesp afirmou que respeitar a decisão do eleitorado é um princípio democrático. A entidade também avaliou que o resultado das urnas exige diálogo com diferentes setores da sociedade e atenção às demandas dos eleitores que não apoiaram a candidatura vencedora.
Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para a federação, a votação apertada indica a necessidade de ampliar a interlocução com o setor produtivo e adotar medidas voltadas à eficiência do Estado.
A Faesp reforçou a defesa de um “Plano Brasil”, com foco no fortalecimento da iniciativa privada, na previsibilidade das regras e na redução dos obstáculos que dificultam investimentos e crescimento econômico.
Por que importa para o agro
Juros elevados encarecem o crédito rural, dificultam a compra de máquinas e reduzem a capacidade de investimento das propriedades. Uma política econômica que permita a queda sustentável das taxas pode melhorar o acesso a financiamentos e aliviar os custos de produção.
A simplificação tributária também é uma prioridade para a cadeia agropecuária. A Faesp defende mudanças que reduzam a complexidade dos impostos sem elevar a carga sobre produtores, cooperativas, agroindústrias e transportadores.
A entidade considera o direito de propriedade e a estabilidade das normas condições básicas para a segurança no campo. Sem previsibilidade jurídica, projetos de expansão, armazenagem, irrigação e adoção tecnológica tendem a ser adiados.
Dados e contexto
- Resultado eleitoral: Lula obteve 51,79% dos votos válidos; Flávio Bolsonaro, 48,21%, conforme o TSE.
- Prioridade fiscal: controle dos gastos públicos e combate à ineficiência administrativa.
- Crédito: criação de condições macroeconômicas para reduzir os juros de forma sustentável.
- Tributação: simplificação do sistema sem aumento da carga sobre o setor produtivo.
- Segurança no campo: garantia do direito de propriedade e previsibilidade jurídica.
O que observar daqui para frente
O principal ponto será a capacidade do governo de transformar as reivindicações em medidas concretas. Produtores devem acompanhar as regras do crédito rural, a regulamentação tributária, o comportamento dos juros e eventuais mudanças na legislação fundiária e ambiental. A Faesp sinalizou que manterá a articulação institucional para pressionar por políticas voltadas à produção e ao investimento.
Fontes
- Canal Rural – Reeleição de Lula: Faesp cobra ajuste fiscal e juros menores
- CNN Brasil – Entidades do agro reagem à reeleição de Lula
- Tribunal Superior Eleitoral
- canalrural.com.br
- brasil247.com
- faespsenar.com.br
- jornaldebrasilia.com.br
- faespsenar.com.br
- revistaoeste.com
- brasilagro.com.br
- brasilagro.com.br
- negociao.com.br
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