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Falta de energia mata 400 mil tilápias e causa prejuízo de R$ 2 milhões no Paraná

Queda de energia interrompeu a oxigenação de 15 tanques e provocou a morte de cerca de 400 mil tilápias em São João do Ivaí.

03 de outubro de 2026 3 min de leitura
Falta de energia mata 400 mil tilápias e causa prejuízo de R$ 2 milhões no Paraná

Uma queda de energia matou cerca de 400 mil tilápias em uma propriedade de São João do Ivaí, no Norte do Paraná. O fornecimento foi interrompido por aproximadamente 23 horas, deixando sem funcionamento os equipamentos responsáveis pela oxigenação dos tanques. O produtor estima o prejuízo em R$ 2 milhões.

O que aconteceu

A interrupção começou na tarde de terça-feira (29), durante um temporal com ventos fortes na região. A energia só foi restabelecida na tarde de quarta-feira (30), segundo informações divulgadas pela Copel.

Sem eletricidade, os aeradores pararam de operar em 15 tanques. A redução do oxigênio dissolvido provocou a morte dos peixes, e parte dos animais ainda apresentava mortalidade após o retorno do serviço.

A propriedade pertence à empresa Mais Fish e produz aproximadamente 1 milhão de peixes por ano, o equivalente a cerca de 800 toneladas. A produção é comercializada em mais de 100 municípios do Paraná.

Por que importa para o agro

A piscicultura intensiva depende de energia contínua para manter a aeração da água. Uma falha prolongada pode transformar um problema operacional em perda imediata de biomassa, receita e contratos de comercialização.

O caso também mostra a exposição de produtores a eventos climáticos e à infraestrutura elétrica. Além da mortalidade, a propriedade enfrenta custos de retirada e destinação dos peixes, limpeza dos tanques e possível recomposição do plantel.

Dados e contexto

  • Peixes mortos: cerca de 400 mil tilápias.
  • Prejuízo estimado: R$ 2 milhões, conforme o produtor.
  • Tanques afetados: 15.
  • Tempo sem energia: aproximadamente 23 horas.
  • Produção anual da propriedade: cerca de 1 milhão de peixes ou 800 toneladas.
  • Área de comercialização: mais de 100 municípios paranaenses.
A Embrapa recomenda o monitoramento frequente do oxigênio dissolvido. Em manual de piscicultura familiar, a instituição indica níveis acima de 4 miligramas por litro como adequados para o cultivo. Outra publicação técnica orienta acionar aeradores quando a concentração ficar abaixo de 3 miligramas por litro.

O oxigênio pode cair rapidamente em sistemas com alta biomassa, principalmente durante a noite e em períodos de instabilidade climática. Por isso, o uso de geradores, alarmes, sensores e planos de contingência reduz a dependência de uma única fonte de energia.

Os proprietários abriram protocolo de ressarcimento junto à Copel. A companhia atribuiu a interrupção a danos provocados pelas chuvas e pelos ventos no sistema elétrico. A apuração do prejuízo ainda pode ser atualizada após o levantamento completo da mortalidade.

O que observar daqui pra frente

O produtor deve acompanhar a resposta da distribuidora, documentar a mortalidade e reunir registros de produção, notas fiscais, imagens e dados de monitoramento da água. Para a atividade, a prioridade é estruturar redundância energética, com gerador dimensionado, manutenção preventiva e acionamento automático dos aeradores em emergências.

Fontes

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