Falta de energia mata 400 mil tilápias e causa prejuízo de R$ 2 milhões no Paraná
Queda de energia interrompeu a oxigenação de 15 tanques e provocou a morte de cerca de 400 mil tilápias em São João do Ivaí.

Uma queda de energia matou cerca de 400 mil tilápias em uma propriedade de São João do Ivaí, no Norte do Paraná. O fornecimento foi interrompido por aproximadamente 23 horas, deixando sem funcionamento os equipamentos responsáveis pela oxigenação dos tanques. O produtor estima o prejuízo em R$ 2 milhões.
O que aconteceu
A interrupção começou na tarde de terça-feira (29), durante um temporal com ventos fortes na região. A energia só foi restabelecida na tarde de quarta-feira (30), segundo informações divulgadas pela Copel.
Sem eletricidade, os aeradores pararam de operar em 15 tanques. A redução do oxigênio dissolvido provocou a morte dos peixes, e parte dos animais ainda apresentava mortalidade após o retorno do serviço.
A propriedade pertence à empresa Mais Fish e produz aproximadamente 1 milhão de peixes por ano, o equivalente a cerca de 800 toneladas. A produção é comercializada em mais de 100 municípios do Paraná.
Por que importa para o agro
A piscicultura intensiva depende de energia contínua para manter a aeração da água. Uma falha prolongada pode transformar um problema operacional em perda imediata de biomassa, receita e contratos de comercialização.
O caso também mostra a exposição de produtores a eventos climáticos e à infraestrutura elétrica. Além da mortalidade, a propriedade enfrenta custos de retirada e destinação dos peixes, limpeza dos tanques e possível recomposição do plantel.
Dados e contexto
- Peixes mortos: cerca de 400 mil tilápias.
- Prejuízo estimado: R$ 2 milhões, conforme o produtor.
- Tanques afetados: 15.
- Tempo sem energia: aproximadamente 23 horas.
- Produção anual da propriedade: cerca de 1 milhão de peixes ou 800 toneladas.
- Área de comercialização: mais de 100 municípios paranaenses.
O oxigênio pode cair rapidamente em sistemas com alta biomassa, principalmente durante a noite e em períodos de instabilidade climática. Por isso, o uso de geradores, alarmes, sensores e planos de contingência reduz a dependência de uma única fonte de energia.
Os proprietários abriram protocolo de ressarcimento junto à Copel. A companhia atribuiu a interrupção a danos provocados pelas chuvas e pelos ventos no sistema elétrico. A apuração do prejuízo ainda pode ser atualizada após o levantamento completo da mortalidade.
O que observar daqui pra frente
O produtor deve acompanhar a resposta da distribuidora, documentar a mortalidade e reunir registros de produção, notas fiscais, imagens e dados de monitoramento da água. Para a atividade, a prioridade é estruturar redundância energética, com gerador dimensionado, manutenção preventiva e acionamento automático dos aeradores em emergências.
Fontes
- Canal Rural
- Embrapa — Manual de piscicultura familiar
- Embrapa — Manejo alimentar e da qualidade da água na produção de peixes
- G1 Paraná — Queda de energia deixa cerca de 400 mil peixes mortos
- embrapa.br
- catve.com
- embrapa.br
- infoteca.cnptia.embrapa.br
- embrapa.br
- infoteca.cnptia.embrapa.br
- embrapa.br
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- g1.globo.com
- alice.cnptia.embrapa.br
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