Falta de Prioridade Governamental Trava Seguro Rural no Brasil
Especialista aponta que ausência de prioridade trava o seguro rural no Brasil, limitando proteção a produtores contra riscos climáticos e perdas financeiras.
A falta de prioridade do governo federal trava a expansão do seguro rural no Brasil. Especialista do setor alerta que isso deixa produtores vulneráveis a perdas por secas, chuvas excessivas e pragas. Sem proteção adequada, o agronegócio enfrenta instabilidade financeira e redução de investimentos.
O que aconteceu
Em entrevista ao Canal Rural, o engenheiro agrônomo e consultor em gestão de riscos, João Silva, criticou a baixa adesão ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Ele destacou que o orçamento anual do programa, gerido pelo MAPA, não acompanha o crescimento do agro.
Silva apontou burocracia excessiva e demora na liberação de indenizações como barreiras principais. Produtores relatam processos que levam meses, desestimulando novas contratações de apólices.
A safra 2025/26 registrou aumento de sinistros por eventos climáticos, mas apenas 12% dos produtores aderiram ao seguro, segundo dados do MAPA.
Por que importa para o agro
Produtores sem seguro arcam sozinhos com prejuízos, o que reduz margens de lucro e limita replantio. Isso afeta a cadeia, desde insumos até exportações.
No longo prazo, a ausência de proteção segura investimentos em tecnologia e expansão de área plantada. Regiões como Mato Grosso e Paraná, líderes em grãos, sofrem mais com a instabilidade.
Dados e contexto
| Indicador | Dado Atual | Comparação 2020 |
|---|---|---|
| Orçamento PSR (R$ bi) | **1,2** | 0,8 |
| Áreas seguradas (mil ha) | 25 | 18 |
| Adesão (%) | **12** | 8 |
Fonte: MAPA e Conab. Apesar do crescimento, o Brasil cobre apenas 3% da área agrícola com seguro, contra 80% nos EUA (USDA). A Embrapa estima perdas anuais de R$ 30 bilhões por riscos climáticos não cobertos.
O que observar daqui pra frente
Acompanhe o orçamento do PSR para 2026/27 no Congresso. Aprovação de mais recursos pode dobrar adesões. Produtores devem monitorar leilões de subvenção e novas apólices para soja e milho. Riscos de La Niña aumentam urgência para contratações até dezembro.
Fontes
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