Gestão

Falta de Prioridade Governamental Trava Seguro Rural no Brasil

Especialista aponta que ausência de prioridade trava o seguro rural no Brasil, limitando proteção a produtores contra riscos climáticos e perdas financeiras.

09 de maio de 2026 2 min de leitura
Falta de Prioridade Governamental Trava Seguro Rural no Brasil

A falta de prioridade do governo federal trava a expansão do seguro rural no Brasil. Especialista do setor alerta que isso deixa produtores vulneráveis a perdas por secas, chuvas excessivas e pragas. Sem proteção adequada, o agronegócio enfrenta instabilidade financeira e redução de investimentos.

O que aconteceu

Em entrevista ao Canal Rural, o engenheiro agrônomo e consultor em gestão de riscos, João Silva, criticou a baixa adesão ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Ele destacou que o orçamento anual do programa, gerido pelo MAPA, não acompanha o crescimento do agro.

Silva apontou burocracia excessiva e demora na liberação de indenizações como barreiras principais. Produtores relatam processos que levam meses, desestimulando novas contratações de apólices.

A safra 2025/26 registrou aumento de sinistros por eventos climáticos, mas apenas 12% dos produtores aderiram ao seguro, segundo dados do MAPA.

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Por que importa para o agro

Produtores sem seguro arcam sozinhos com prejuízos, o que reduz margens de lucro e limita replantio. Isso afeta a cadeia, desde insumos até exportações.

No longo prazo, a ausência de proteção segura investimentos em tecnologia e expansão de área plantada. Regiões como Mato Grosso e Paraná, líderes em grãos, sofrem mais com a instabilidade.

Dados e contexto

IndicadorDado AtualComparação 2020
Orçamento PSR (R$ bi)**1,2**0,8
Áreas seguradas (mil ha)2518
Adesão (%)**12**8

Fonte: MAPA e Conab. Apesar do crescimento, o Brasil cobre apenas 3% da área agrícola com seguro, contra 80% nos EUA (USDA). A Embrapa estima perdas anuais de R$ 30 bilhões por riscos climáticos não cobertos.

O que observar daqui pra frente

Acompanhe o orçamento do PSR para 2026/27 no Congresso. Aprovação de mais recursos pode dobrar adesões. Produtores devem monitorar leilões de subvenção e novas apólices para soja e milho. Riscos de La Niña aumentam urgência para contratações até dezembro.

Fontes

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