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Fenasucro & Agrocana 2026 deve girar R$ 14,1 bilhões em negócios

Feira em Sertãozinho projeta R$ 14,1 bilhões em negócios em 2026 e reforça o Brasil como polo global de bioenergia.

18 de agosto de 2026 4 min de leitura
Fenasucro & Agrocana 2026 deve girar R$ 14,1 bilhões em negócios

A Fenasucro & Agrocana 2026, em Sertãozinho (SP), deve movimentar cerca de R$ 14,1 bilhões em negócios, consolidando a feira como uma das principais vitrines mundiais da bioenergia e da cadeia da cana. O volume previsto supera o desempenho recente do evento e reforça o papel do Brasil na oferta de etanol, bioeletricidade e novas rotas de combustíveis sustentáveis.

O que aconteceu

A organização da Fenasucro & Agrocana projetou para a edição de 2026 um salto no volume de negócios, apoiado na demanda global por energia limpa, na recuperação de investimentos industriais e na expansão de projetos de biocombustíveis avançados.

A feira, realizada no Centro de Eventos Zanini, deve reunir centenas de marcas nacionais e internacionais, com foco em máquinas, equipamentos, automação, energia e soluções digitais para usinas, produtores de cana e indústrias de bioenergia. A programação inclui rodadas de negócios com investidores estrangeiros e agendas específicas para biogás, biometano, SAF (combustível sustentável de aviação) e etanol de segunda geração.

O resultado esperado de R$ 14,1 bilhões considera contratos fechados durante os quatro dias de feira e negócios prospectados para a safra seguinte, padrão já adotado em edições anteriores, quando levantamentos de entidades setoriais apontaram crescimento consistente do volume negociado ano a ano.

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Por que importa para o agro

Para o produtor e para as usinas, a Fenasucro & Agrocana é, hoje, um dos principais termômetros de investimento do setor sucroenergético. Quando a feira projeta mais de R$ 14 bilhões em negócios, o recado é claro: há apetite para modernização de plantas, renovação de frota, aumento de produtividade no campo e projetos de diversificação de receita com bioeletricidade, biogás e derivados da cana.

Esse movimento tende a puxar demanda por cana bem manejada, com alta ATR, e por serviços especializados em colheita, transporte, agricultura de precisão e gestão de carbono. Em um cenário em que o etanol compete com a gasolina e a indústria discute metas de descarbonização, usinas mais eficientes e bem capitalizadas têm vantagem na captura de prêmios em programas como o RenovaBio.

Dados e contexto

Nos últimos anos, a Fenasucro & Agrocana registrou trajetórias de alta no volume de negócios, com resultados na casa de R$ 10 bilhões a R$ 13,7 bilhões em edições recentes, segundo entidades regionais e organizadores do evento. Esse crescimento acompanha a recuperação do setor após períodos de margens apertadas e o avanço da pauta de transição energética.

O Brasil responde por cerca de 20% da produção mundial de açúcar e é líder em etanol de cana, com o Centro-Sul concentrando mais de 80% da moagem nacional, segundo dados da Conab e da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). Ao conectar fornecedores de tecnologia, instituições financeiras, tradings e usinas, a feira funciona como catalisador de investimentos que impactam diretamente a safra.

A busca por combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) abre uma frente adicional. Estudos da Embrapa e de universidades apontam a cana como uma das rotas mais competitivas para biocombustíveis de baixa emissão, o que tende a ampliar a demanda por etanol e coprodutos no médio prazo. Em paralelo, o USDA e a Agência Internacional de Energia indicam aumento do consumo global de biocombustíveis até 2030, o que reforça o interesse de investidores estrangeiros em eventos de bioenergia no Brasil.

Indicador recente da feiraNível aproximado
Negócios em edições recentes**R$ 10 bi a R$ 13,7 bi**
Expectativa para 2026**R$ 14,1 bi**
Participação de paísesMais de 60–80 países
Segmentos focoCana, etanol, açúcar, bioeletricidade, SAF, biogás

O que observar daqui pra frente

Produtores e usinas devem acompanhar de perto quais tecnologias ganham espaço nas negociações: sistemas de automação industrial, soluções de agricultura de precisão, projetos de biogás/biometano em vinhaça e torta de filtro, além de equipamentos voltados para SAF e etanol 2G. A capacidade de transformar intenção de compra em investimento efetivo na entressafra será chave para definir quem sairá na frente em eficiência, custo por tonelada de cana e capacidade de capturar novas receitas verdes.

Fontes

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